Arquivo da Coluna Música

Serenatas

Música

A música ao longo dos tempos adquiriu uma das funções mais admiradas entre seus apreciadores: a capacidade de exaltar o romance. As canções se tornaram ferramentas importantes para que os amantes pudessem expressar seus sentimentos.

As serenatas são músicas de trechos de pequena duração, mas de lírico apaixonado. Os trovadores e grupos de serenatas iam para baixo das janelas de donzelas, tentando ajudar os apaixonados em suas declarações, assim como, cantarem para suas próprias musas. As canções endeusavam seus alvos e mostrava o quanto o amor poderia ser forte e bem sucedido.

Hoje em dia não existem mais certas tradições na música. Uma delas é a das serenatas, contudo os músicos não deixaram de evocar suas paixões. A música se universalizou e passou a cantar outros sentimentos, mas o amor ainda está no topo.

O homem aprendeu a se identificar cada vez mais com esse e com outros sentimentos que giram em torno do primeiro, como: alegria, melancolia, ansiedade, raiva, frustração, posse, entre outros.

Porém, ele também aprendeu a falar sobre esse conglomerado de sensações. A música deixou de apenas anunciar o amor, começando a funcionar como uma válvula de escape para os maus sentimentos e também servindo para a contemplação das boas sensações.

É bem comum se encontrar bossas e sambinhas sobre a mulata dos olhos, e um Punk cheio de raiva e tristeza sobre a perda de um amor. O que não implica na não existência do contrário, afinal o Punk também ama e a Bossa também chora.

Igor de Souza

Mais Um Violão

Música

Em praticamente todos os estilos de música, existe um instrumento que se faz presente: o uso de um bom Violão. Mesmo quando não presente nas linhas de frente, o violão é um importante aparelho que suporta o processo de composição musical.

O violão moderno foi moldado pelos espanhóis, que seguiram os moldes de instrumento muito antigos. Na antiga Babilônia, foram encontradas placas de barros que registravam figuras seminuas que seguravam objetos que pareciam ser os primeiros modelos de violão, registros esses de quase 2.000 anos a.C.

O Alaúde surgiu entre os anos 1.000 e 800 a.C. e foi pai de diversas ramificações na busca da confecção do violão moderno. Antes de seu filho mais famoso, surgiram a Cítara grega, a Quitarra (ou Kitara) caldáica e a Sitar persa.

O violão se trata de um instrumento de cordas percutidas. O corpo pode ser feito de várias madeiras diferentes e sua forma oca dá ao som uma amplificação natural. O braço do violão é dividido em trates que ficam mais estreitos com a proximidade do corpo, o que torna as alturas dos tons e as notas definidas.

A forma clássica possui seis cordas de aço ou nylon, porém o violão tem suas variações como o violão de 7 (sete) cordas, o de 12 (doze) cordas, violão Folk (corpo maior e com o fundo não-plano, que permite uma maior ressonância acústica) e o Baixo acústico de 4 (quatro) ou 5 (cinco) cordas.

Entre os estilos que mais utilizam o som do violão estão a MPB, Country, Fado, Sertanejo, o Choro, Bossa Nova, Folk, Blues, Rock, Jazz, o Flamenco e a música Erudita. Essa abrangência entre os estilos se deve à sua versatilidade e musicalidade que só podem ser comparadas ao piano.

Somente nos países de língua portuguesa o violão recebe esse nome. Entre outros países e línguas, esse instrumento é conhecido como guitarra clássica. O nome violão vem do simples pensamento, um instrumento semelhante a viola porém maior, esse é um violão. A Guitarra na nossa cultura trata-se de um instrumento que buscava a eletrificação e modernização das características do violão.

Por mais mudanças que tenham os homens, a música o segue e faz o fundo musical de seu tempo. O violão mudou e seguiu o homem para ser o assistente perfeito para esse acompanhamento.

Igor de Souza

Underground

Música

O underground é o estágio inicial de qualquer banda no mundo dos espetáculos. Todas as grandes bandas já tiveram seus dias de underground.

Apesar da tendência em se fazer músicas cada vez mais comerciais, no underground ainda são encontradas bandas que exploram toda sua liberdade musical. Os temas das letras, assim como as melodias e canções, não obedecem às regras impostas pelas gravadoras.

O público das bandas underground’s é, em grande parte, composto pelos amigos da banda, o que torna os shows mais interativos, direcionados e intimistas. Porém nem tudo são flores no cenário underground…

Hoje, praticamente não há incentivos nessa área. As grandes casas não recebem as pequenas bandas, e as casas de menor expressão, cobram das bandas e ainda lucram com as rendas do bar. Os grupos recebem ingressos para render, tendo que repassar às casas parte da renda. Caso o valor arrecado não atinja o teto mínimo estipulado pelos organizadores, o bolso dos integrantes é quem paga a diferença.

São poucas as gravadoras que ainda procuram no underground por novos talentos. Para que haja contrações, a banda precisa estar dando o que falar e cutucando o main-stream há muito tempo, tornando quase que obrigatória a assinatura de um contrato.

Um exemplo claro disso é a banda capixaba Dead Fish, que ficou conhecida no Brasil inteiro e fez fama no underground por 13 anos. Hoje faz parte da setlist da gravadora Deck Disc. Outro jeito de ser contratado por uma gravadora é bancando seus custos de gravação e lançamento, ou “elaborando” por baixo dos panos.

Além do estágio de iniciação das bandas, o underground se tornou um movimento musical. É um estilo descompromissado e desregrado, geralmente seguindo as tendências: punk, grunge e hardcore. O underground nos deu grandes nomes como o clássico Nirvana, o atual The Vines e a novidade britânica The Subways.

Underground é a escola que reúne lixo e luxo. Nele encontramos a sinceridade em forma de show, mesmo passando pelos caminhos mais tempestuosos. Mas isso é o underground.

Igor de Souza

Bossa Nova

Música

Surgido no fim anos 50, a Bossa Nova é uma genuína expressão da nossa Música Popular Brasileira. Com a sua nomenclatura retirada da música Nossas Canções, de 1930, composta por Noel Rosa, a Bossa Nova se tornou umas das maiores forças culturais brasileiras.

Considerado um subgênero do Samba, a Bossa Nova vem apoiada no Jazz, no impressionismo das músicas eruditas e das canções norte americanas pós-guerra. Tudo isso mesclado às particularidades da criatividade e da improvisação brasileira, como paradas nas harmonias para dar encaixe ao que se canta.

Possui em suas letras e versos uma característica coloquial, leve e des-compromissada, mostrando uma total disparidade com as canções populares da época. Além de um jeito singular de cantar, considerado um cantar-falado ou “cantar baixinho”.

Reuniões corriqueiras de jovens da classe média do carioca em seus apar-tamentos na Zona Sul deram início ao movimento. O fomento da arte e a sua apresentação ao público, aconteciam em festivais universitários e foram parar no Beco das Garrafas, como era chamado o circuito de bares de Copacabana.

Logo a Bossa Nova foi integrada aos gostos da elite cultural brasileira, e não demorou muito para atingir as camadas mais populares. Em 1962 aconteceu no Carnegie Hall, em Nova Iorque, um histórico concerto onde a Bossa Nova seria apresentada e disseminada em todo o mundo. O movimento revelou vários grandes intérpretes e compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão, Dorival Caymmi, Nelson Motta, Wilson Simonal e Baden Powell.

Entre os potenciais revelados, João Gilberto é considerado o maior de todos eles, já que além de enorme expressão na Bossa Nova, foi o primeiro a lançar um álbum em que se apresenta o estilo, um compacto contendo “Chega de Saudade” de Vínicius de Moraes e Tom Jobim além uma canção própria chamada “Bim Bom”.

A Bossa foi dividida em dois períodos: o primeiro onde as canções tinham propriamente o estilo bossa-novista em forma pura e num segundo momento quando as novas canções tinham influências de estilos regionalistas nacionais, como o Baião e Xote, se desprenderam de suas influências do Jazz norte-americano, aproximando-se das classes baixas e dos sambistas. Foi também quando as letras tornaram-se nacionalistas e de cunho popular.

O fim da Bossa Nova veio com um dos seus maiores autores, Vinícius de Moraes. Em uma composição em parceria com Edu Lobo, ele apresentou no Festival de Música Popular Brasileira a canção Arrastão, interpretada por Elis Regina. A melodia deu início a era do MPB (Música Popular Brasileira).

A MPB se tornou o primeiro estilo originado da Bossa Nova e ainda carrega suas influências. A mesma deu ao Brasil novos grandes nomes como Chico Buarque, Geraldo Vandré e Edu Lobo. O novo movimento vinha mais carregado das questões populares e nacionalistas, o que influenciava as camadas sociais e levou muitos de nossos artistas ao exílio, o que ajuda no fortalecimento do novo conceito fora do Brasil.

Até mesmo hoje a Bossa Nova, a MPB e suas canções estão presentes no nosso dia-a-dia: são as conhecidas músicas de barzinho. Quem nunca ouviu falar de Garota de Ipanema, de Tom Jobim? Ou quem nunca cantou “Caminhando e cantando, e seguindo a canção; Somos todos unidos, braços dados ou não”? Início de Pra não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré.

Apesar de pouca coisa nova ser feita, o estilo influenciou diversos artistas na composição de suas canções. Músicos famosos como Lobão, Cazuza e nomes internacionais, como The Who, usam ou utilizaram a Bossa como parâmetro para suas próprias canções.

Não importa quanto tempo passe, os estilos se mantêm atuais e significantes. O Brasil deve muito às nossas culturas musicais, e algumas fizeram mudanças no nosso modo de ser. Não há um final feliz sem um começo inspirador.

Igor de Souza

Música por Si Dó

Música

A origem da música é inexata. Os homens da caverna já utilizavam pedras, ossos, pedaços de madeira ou qualquer outra coisa que pudessem batucar para se expressar e se comunicar. A arte, mais sentimental de todas, influencia e já embalou o ritmo da sociedade por diversas vezes. Da batucada empolgante à Bossa Nova suave, a música é parte da história mundial e cria seguidores apaixonados.

Ela é tão presente quanto o ar que se respira. Não há romances sem tema musical, protestos sem refrões ou festas sem som. A música é hoje uma forma de expressão de alto nível de comunicação e alcance gigantesco. Alguns cientistas acreditam que a música apareceu antes mesmo da comunicação interpessoal. E não somente feita para evidenciar um sentimento qualquer, uma situação ou mesmo por pura diversão, ela tem o dom de cativar e provocar diferentes sensações nas pessoas.

Essas sensações, como de bem-estar, raiva, tristeza, compaixão, leveza, entre outras, são por muitos utilizada como musicoterapia e podem ajudar no tratamento de pacientes com dificuldades motoras, autistas, pessoas com alguma deficiência mental, paralisia cerebral, transtornos emocionais ou psiquiátricos, gestantes e idosos, além de promover e facilitar a sociabilização, aprendizado e a resolução de outros problemas de relacionamento.

Alguns estudos comprovam que crianças em fase de formação do seu intelecto podem, no futuro, ter uma maior facilidade de compreensão e aprendizado lógico, se submetidas à música erudita e de alto nível.

As sociedades podem ser reconhecidas por seus estilos musicais. Cada povo tem as suas canções que fazem parte da cultura e folclore local. O Samba brasileiro, a Salsa cubana e o Tango argentino são exemplos desses ritmos que diferenciam as sociedades mundiais. Hoje com a globalização e o acesso à música de diferentes países, pode-se ouvir e manter-se informado sobre a cena musical de todo o globo.

Contudo essa expansão da cultura musical redividiu as sociedades por estilos musicais. Cada tribo possui suas próprias características e modo de se comportar. Inserido no gênero Rock, por exemplo, existem diversos estilos: os Punks, os Emos, Hardcore, Glitter, Metaleiros, Grunges, Góticos, entre outros. A escolha musical se tornou um dos fatores mais importantes que encaixam as pessoas em seus grupos sociais.

Do latim musica, do grego mousiké, das musas e das belas-artes, es-pecialmente dos sons. Arte e ciência de combinar harmoniosamente os ruídos, qualquer conjunto de sons agradáveis. De Euterpe, a musa doadora de prazeres. A música é vida e morte, água e fogo, sentido e paradoxo. A música nos transforma para que possamos transformá-la.

Prazer em conhecê-los!
Igor de Souza

Música

Música

A Música há muito tempo faz fundo para as mais diversas situações. As propagandas são lembradas por suas canções, as revoluções têm seus hinos de guerra e todo casal tem uma música que toca mais forte no coração.

Do homem ao som, do chuveiro a ópera, esta coluna tem a missão de informar, complementar, expor, apresentar e discutir sobre o universo musical e suas vertentes. O underground e o main-stream vão se misturar, o passado e o futuro vão correr juntos e tudo mais onde a música estiver presente vai estar sendo representado nas próximas matérias.

Aos leitores, está aberto um espaço para participar. Seja com opiniões, acrescentando mais conteúdo aos posts ou contando fatos musicais, o importante é participar.

Sempre pela boa música
Igor de Souza