Arquivo da Coluna Universo Feminino

Por Uma Última Vez

Universo Feminino

As coisas acabam um dia. Querendo ou não, às vezes devemos dizer adeus a coisas que há muito tempo amávamos.

Na matéria de hoje vim apenas me despedir. O meu mundo anda atarefado e ando sem tempo para me dedicar as coisas, sem tempo pra ficar até mesmo no computador.

O site significou muito para mim, e me acrescentou muito como pessoa. Poder conviver com casos, com pessoas novas, ver opiniões, mostrar meus conceitos e criar novos ideais.

Cada dia valeu à pena, sem dúvida. Mas para continuar em um projeto no qual não posso me dedicar, prefiro não continuar. Sou a favor da doação, ou você se doa por total ou se guarda.

Acabei me doando para outros projetos, coisas pessoais, e me fugiu quando o site precisava de mim. Por agora, resolvi abandonar esse projeto. Não por inteiro, pois pretendo continuar acompanhando seu desenvolvimento, mas não como participante ativa.

Espero que sintam minha falta, e espero também ter feito tanto por vocês quanto todos vocês fizeram por mim.

Com carinho,
Amanda Braz

Seu voto, sua consciência

Universo Feminino

Criei essa coluna com o intuito de discutir com vocês sobre tudo o que me viesse à cabeça. Em outra semana, iniciei a coluna escrevendo sobre títulos, por ser um assunto que causador de náuseas todas as vezes que termino uma matéria, compartilhei com vocês essa sina.

Essa semana, por ironia do destino, eu me vi insatisfeita com o material que tinha produzido. Me perguntei por onde começar a escrever uma nova matéria quando a taxa de inspiração está abaixo de zero. Deparei com assuntos que exigiam muito, ou que não exigiam praticamente nada. A procura pelo meio termo me fez pensar em política. Existe algo mais em cima do muro do que a própria política?

Se votamos em alguém novo que nos parece honesto, podemos estar dando o poder a uma pessoa errada. Mas se nós votamos em algum dos políticos corruptos, já conhecidos, só damos continuidade a um círculo vicioso de erros.

Em breve estaremos todos, frente a frente a uma urna qualquer. Seja em Santa Catarina ou no Rio de Janeiro, teremos que decidir o futuro de todo um país com apenas alguns dígitos. São tantos partidos, tantos políticos, tantas promessas… Fica difícil escolher alguém e depois poder dizer com orgulho que fez valer o seu voto.

Numa democracia a maioria vence. Ou seja, se você vota no mais honesto em sua concepção e a maior parte do restante da população vota no mais corrupto, ele vence e o seu voto é praticamente anulado.

Quando questionei as pessoas sobre isso, dei de cara com a idéia de votar em branco. Assim você anula a sua culpa e pode ficar de consciência tranqüila, correto? Nem tanto…

Você anula sim a “culpa” pelo candidato eleito, mas anula também seu direito ao voto, que foi dificilmente conquistado durante anos de luta. Anula sua opinião e, por fim, sua vontade de ter um mundo melhor. Ela (sua vontade) não segue em frente, fica estagnada pela sua falta de coragem em optar e assumir a culpa, caso tenha sido um voto “errado”.

A política também tem suas controvérsias. As pessoas hoje não optam pelo candidato mais honesto, mas sim pelo menos corrupto. O que vai roubar menos ou que não vai fugir com o dinheiro e apostar tudo em cavalos.

A boa e velha opção de votar na pessoa que lhe presta favores, ou naquela que é amigo do seu vizinho que resolveu se candidatar esse ano, não é a mais apropriada. Quem garante que ele vai continuar indo a sua casa e lhe dando sacos de cimento após a eleição?

Fechar os olhos para os problemas não resolve nada, e anular a sua vontade muito menos. Somos totalmente culpados pelos problemas que enfrentamos, parte por sermos a sociedade e não fazermos nada para mudar, e parte por votarmos em pessoas que tratam as coisas como consertar ruas e construir hospitais, como favores à população.

Ser sincero com um dos nossos maiores direitos, por qual lutamos tanto, é algo realmente necessário. Se acreditarmos em algo maior do que vivemos, quem sabe ele se torne real.

“É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos.”
William Shakespeare

Vote consciente!
Amanda Braz

Títulos?

Universo Feminino

A arte de odiar os tais títulos não é nenhuma novidade. O seu texto está lá, imaculado… Quando você lembra que ainda falta o título! Como colocar em poucas palavras toda a idéia de um texto e, conseguir que ele faça sentido?

É antiga a tal mania de julgar um livro pela capa e um texto pelo bendito título. Se o texto fala sobre frutas e tem como nome “Maçã” pode parecer óbvio, mas desinteressante. Se a vontade de inovar existe e o texto sobre frutas é nomeado por “Águias do Pantanal” acaba-se fugindo da proposta do conteúdo, e fica tudo então meio perdido.

Em meio a minha pequena experiência, tomei ódio pelos títulos. Acabar uma matéria e ter que defini-la em poucas palavras, que digam o assunto, o propósito e que além de tudo faça com que você, caro leitor, se interesse pelo meu assunto, me fazia dar pulos gigantescos.

A minha criatividade se limitava ao óbvio, se vamos falar sobre frutas o nome do texto seria “frutas” e ponto final. Para quê tanto enfeite em algo simples, correto? Erro meu. Aposto que eu perdi muitos leitores sedentos por conhecimentos interessantes simplesmente por ter desistido nas primeiras tentativas de criar um nome para os meus feitos escritos.

Bolei mil idéias dessa vez, fiz e refiz, apaguei, copiei, colei… E o nome do meu atual texto não ultrapassou a linha do “nada original, tente outra vez”. Pior que escrever matérias e depois nomeá-las, é fazer textos para a pior professora de redação de todos os tempos que tira ponto desde a menor vírgula.

Você deixa o título para o final do texto, como é proposto pela maioria dos professores, mas não seria um erro essa tal regra? Ao término do texto seu cérebro já está cansado, como bolar algo que precise de tanta, inspiração? Mas você segue à risca, afinal eles devem saber o que dizem. Termina aquele texto que tem praticamente trinta linhas de acordo com as normas exigidas e vai para a pior parte.

A cabeça ferve! Se fizéssemos parte de um desenho animado sairia fumaça da sua humilde cabeça pensante. Surge então a idéia, o título perfeito! Você o coloca, fugindo dos clichês e entrega a sua professora das trevas, acreditando que está “abafando” com aquele título “tudo de bom”. Semanas depois o resultado chega. Ao final da folha, segue um bilhete:

“Ótimo título, mas o que ‘amor - verbo intransitivo’ tem a ver com os problemas econômicos da África do Sul?”

Nem um pouco desanimador, imagina! Queria poder lançar uma campanha no estilo “Fome Zero”, mas dizendo: “Título Zero” ou simplesmente colocar “título” ou “espaço reservado para o título” ao invés de queimar neurônios tentando desvendar o mistério de tais definições.

Finalizo a matéria de hoje, estreando o site, e deixando com vocês a minha indignação. E assim, como em programas de televisão, abro o espaço para envio de idéias para os meus futuros (e odiados) “nomes da matéria que vem abaixo” ou, se preferir, títulos.

Amanda Braz

Tão Simpático…

Universo Feminino

Nossa grande decepção é aquela quando você começa a conversar com alguém, e essa pessoa lhe parece, a pessoa mais legal do mundo. Te faz rir, fala coisas legais, sente sua falta, põe nick no MSN pra você, mas quando você resolve ver o álbum novo no Orkut, a tristeza bate forte. É, ele é feio.

Apesar de ser uma simpatia, ele é quase que um “espanta mosquito da dengue”. Nada contra, claro. Afinal a beleza está nos olhos de quem vê. Mas, nos seus olhos, e também nos meus, esse cara não pareceu nada belo.

Pior mesmo é quando você conversa com alguém por horas, que conheceu por acaso na sorveteria da esquina, tão simpático, bonito, mas, como nada é perfeito, quando você conhece o Orkut dele tem vontade de mandá-lo largar a internet e procurar um bom professor de português.

Realmente, acontece nas melhores famílias. A simpatia das pessoas às vezes nos encanta, mas quando conhecemos um defeito que seja superior a essa qualidade, o encanto se perde.

Obviamente a noção de superior e inferior nessa espécie de conceito vai da cabeça de cada um. Talvez na sua mente a beleza seja mais importante, mas na cabeça da vizinha falar o português correto seja necessário.

O que nos faz gostar de alguém de verdade é uma pergunta e tanto. Mas deixar de gostar de alguém por conhecer os defeitos desta pessoa, acaba sendo superficial. Assim como ela, você também tem defeitos. O que para você parece perfeitamente normal pode fazê-la querer não te ver mais.

Os defeitos e qualidades de cada um dependem de qual referencial você observa. Ele não era um dos mais bonitos nas fotos, mas foi o que te fez rir quando a vontade era de deixar tudo pra lá e chorar até amanhecer. Ele não era um dos mais inteligentes, mas serviu para um papo ótimo durante toda aquela tarde.

Procurar perfeição nos outros sem nem mesmo obtê-la é um defeito fatal. Seguir o coração e deixar com que ele opte não pelo mais bonito ou pelo mais inteligente, mas pelo o que te faz feliz, talvez seja o começo de uma nova forma de encarar os seus próprios conceitos.

Amanda Braz

Cabelos

Universo Feminino

Curto, longo, loiro, cacheado… Seja ele brilhoso ou opaco, bem cortado ou cheio de pontas duplas. Cabelo, melhor amigo ou pior inimigo?

Difícil realmente é achar uma mulher que diga que o cabelo está sempre ótimo, que não dá o menor trabalho e que ela só lava com sabão de coco. As tais madeixas de todas as mulheres requerem cuidados especiais, muito dinheiro e horas perdidas no salão com aquele cabeleireiro tuuudo de bom!

Dicas e mais dicas povoam as revistas femininas, desde passar açúcar até fazer uma escova que acabou de surgir no mercado. Acontece simplesmente que a satisfação é uma palavra inexistente no vocabulário feminino. Quem nunca se olhou no espelho e disse: Meu cabelo realmente me odeia! E prometeu cortá-lo curto, como já dizia a minha avó, no modelo Joãozinho.

Se ele é liso, porque não fazer uns cachos? Se for cacheado, porque não alisá-lo até ficar escorrido? Se for preto, elas preferem o tom loiro, e se é loiro elas sempre sonharam em se tornarem belas ruivas.

Entender as mulheres é tão difícil que o que nos resta é apenas aceitar. Eu como mulher, já tive o cabelo de todas as formas. Curto, longo, loiro, ruivo, castanho. E o que mais escutei até encontrar algum estilo que eu curtisse, foi que eu ia terminar usando peruca. Parece cômico, mas pode acontecer.

Bem, é muito bom manter o cabelo bonito e tudo mais; só que a saúde dos cabelos também é algo importante. Um cabelo brilhoso, sedoso, cheiroso e todo resto o com finalização no “-oso”, precisa de cuidados de bons profissionais. As dicas de como manter o seu cabelo liso por mais tempo de acordo com a receita caseira da sua vizinha, pode não funcionar e em alguns casos piorar o estado.

Uma maneira fácil de escolher um corte ou uma cor, é a própria aceitação. Quando saímos do salão tudo fica lindo, mas a realidade do corte ou de qual seja o processo feito, aparece dias depois, ou até mesmo após a lavagem. Gostar do seu cabelo é a parte fundamental de mantê-lo bonito.

Se você o acha belo, vai fazer de tudo para mantê-lo assim. É uma espécie de círculo vicioso: se você gosta dele, ele melhora, se você o detesta, ele provavelmente vai te responder à altura.

O melhor amigo da mulher, por fim, não é o cabelo e nem o cabeleireiro que faz de tudo para atingir a perfeição, mas sim o cartão de crédito que banca toda a façanha para, pelo menos, um dia estarmos com a palavra satisfação, no nosso vocabulário.

Cuidem bem de suas madeixas!
Amanda Braz

Shiiiiiu, é segredo!

Universo Feminino

Quem nunca ouviu algo do gênero, que atire a primeira pedra. Quem não tem segredo que atire a segunda, e aposto o quanto quiserem que até agora nem um cascalho foi arremessado.

Todos nós temos segredos, sejam eles pequenos, médios, grandes ou até mesmo vergonhosos. Daquela vez que você roubou um docinho antes da festa ou comeu biscoito na hora do jantar. Ou daquela outra que beijou o namorado da sua amiga por curtição ou bebeu até cair e disse para sua mãe que tinha sido um pedaço de bolo que havia comido.

Mentiras? Não necessariamente. Apenas pequenas ocultações da verdade que se tornaram segredos entre amigas. Segredo realmente tem uma definição errada para todos nós, e já dizia meu pai “Se mais de um sabe, não é segredo”. Mas qual seria a graça de ter um segredo e não contar pra ninguém?

Eles nasceram para serem divididos com as amigas ou contados ao pé do ouvido quando achamos que não tem ninguém por perto. Além do lado bom, existe assim como em qualquer outra coisa, o lado ruim também. Muitas vezes guardamos coisas como segredos que formam a nossa personalidade, e não o mostramos pra ninguém. Como odiar calças baixas ou achar que a forma de alguém nos tratar, não é adequada.

Algo sigiloso assim pode nos deixar em uma tremenda saia justa. Vai que a sua amiga te dá uma calça cara de um modelo que você detesta? Pode acabar a magoando ao não usar ou caso ela descubra que você trocou por um modelo diferente na loja. Imagine então se alguém comenta algo impróprio perto das pessoas erradas e você não demonstra reprovação a esta atitude e, por fim, aquilo sempre se repete?

Segredos são só nossos, mas algumas coisas não foram feitas para serem guardadas a sete chaves. Detalhes sobre a sua personalidade, o que gosta ou detesta, o que sentiu ou deixou de sentir em alguma ocasião, às vezes precisam ser ditos.

Eles existem para guardarmos coisas nossas, como momentos, situações íntimas ou constrangedoras, algo especial que só você ou quem você confia sabe. Não são feitos para ocultar idéias, incômodos ou qualquer coisa do gênero.

Jogue com a realidade e assuma defeitos e qualidades. Mas não antes de separar alguns segredos, claro. Porque todo mundo têm… Ah, mas isso já não é segredo!

Amanda Braz

Animais de estimação: boa companhia ou trabalho dobrado?

Universo Feminino

Animal de Estimação Sempre adorei animais! Nove gatos e três cães povoavam a minha casa. Até que certo dia olhei para aquilo tudo e pensei: chega!!! Para quê tantos bichos? Eles sujam as coisas, precisam de comida, banho e ainda estragam os meus sapatos. Naquele fim de semana entreguei todos a um abrigo. Animais de estimação nunca mais!

Meses depois me mudei para uma nova casa e pedi de aniversário para os meus pais um cachorro. Era chato ser uma criança sem cachorro, meus amigos tinham, eu também queria. Então ganhei um. Era linda a minha cadelinha!

Tempos depois ganhei um computador e ela perdeu a graça. Achava suas lambidas dela nojentas e os seus latidos um tanto quanto irritantes. Um dia quando voltei da escola meu pai tinha devolvido para o vendedor.  Você também já passou por algo assim?

Os animais de estimação são vistos por muitas pessoas como algo a mais em casa para se preocupar e gastar dinheiro, mas para outras é uma forma de companhia, o animal pode se tornar parte da família. Conheço pessoas que moram com os animais e estes já bastam.

Pessoas que têm difícil relacionamento com outras podem optar em ter um animal de estimação ao invés de um companheiro, por exemplo. Para quê casar se você pode ter um cachorro? Em um sentido geral os animais servem como companheiros fiéis, e você pode reclamar sobre tudo que no máximo eles vão latir, miar ou piar em resposta.

Um bichinho requer responsabilidades!

Assim como qualquer coisa na vida, os animais também têm um lado positivo e outro negativo. Eles não vão dizer que você precisa perder peso, mas em compensação podem destroçar aquele sapato caríssimo que você comprou no mês passado.

Além de tudo, animais precisam de banho, idas ao veterinário, alimentação, carinho, atenção, vacinas e mais alguns cuidados dependendo da espécie que escolher. Por isso é importante verificar a sua disponibilidade para ter um animal de estimação. Não vale pegar um para cuidar e deixá-lo de lado por causa de outras coisas ou esquecer de alimentá-los.

O tempo que você disponibiliza a ele também é importante. Além dos cuidados práticos, o animal também precisa da dedicação do dono. Se você for uma pessoa que viaja muito, pense nisso antes da escolha do bicho. Imagine você levando um Pitbull na mala de viagem? Fica difícil, concorda?

Resumidamente, ter um animal requer grande responsabilidade. Tirando os problemas, ter um desses em casa pode ser gratificante e se tornar um passatempo para dias tediosos. Existem abrigos de animais em várias cidades, caso você se interesse em ter um para chamar de seu. Basta apenas procurar, adotar e estar pronta para se divertir e arcar com os deveres.

Boa escolha! ;)
Amanda Braz

Apelidos, malditos ou amados, apelidos!

Universo Feminino

Os dois já estão namorando há tanto tempo e, sabe como é, acabam existindo aqueles apelidos. Você o chama de meu bebezinho e ele te chama de minha pequena. Não é tão lindo assim para as outras pessoas, mas para vocês ainda tudo são flores.

Às vezes os apelidos incomodam, mas na maioria das vezes são formas de demonstrar afeto. Com o tempo, os apelidos vão mudando. Enquanto ele vira o seu porquinho dorminhoco, ele começa a te chamar de minha bolinha cor de rosa. Até aí tudo nos conformes. “Eu posso sobreviver a isso.” - pensa você.

Então, certa hora ele te chama de minha bolinha, na frente daquela sua conhecida que você não suporta, e por fim seu mundo desaba!

Quem tem aquele apelido que não gosta, torce todos os dias para um raio dos bem grandes cair na cabeça do “sem mãe” que inventou os tais apelidos. Apelidos em sua maioria servem para zombar de alguma característica nada querida, pelo dono do apelido. Os apelidos podem ser amados ou totalmente odiados por quem tem.

Fora o apelido que recebemos do namorado, dos amigos e dos colegas de escola, ainda existe os apelidos familiares, que cá entre nós, são os piores. Parece que eles nos conhecem tanto que inventam os piores, e assim que tem uma oportunidade fazem com que todos os seus amigos saibam daquele “nomezinho” vergonhoso.

Além do mais, a história da origem de certos apelidos podem ser as mais engraçadas, vejam só:

“Meu apelido é Down porque certa vez um professor disse que eu tinha síndrome de Down, aí o pessoal da sala reduziu para apenas Down e acabou pegando.” - Túlio, 17 anos.

“Meu apelido lá no MEB é Joelma, porque uma vez eu fui tomar banho e estava com o cabelo ainda molhado, aí passei um creme de desembaraçar e chacoalhei para deixar o cabelo solto e formar cachos, nessa hora que chacoalhei meu amigo disse que eu parecia a Joelma do Calypso e acabou ficando.” - Pedro, 18 anos.

Algumas vezes os apelidos existem para substituição. O caso ocorre quando você não curte o seu nome e sempre que conhece alguém vai logo dizendo: “Meu nome é Fulano, mas pode me chamar de Lano que tá tudo certo”.

O apelido, assim como o famoso jiló, segue aquela regra básica: ou você ama, ou odeia completamente. Eu particularmente não tenho muita afeição pelos meus, mas isso já é outra história…

Nota do editor-chefe: Eu chamo ela de Pamonha, hahahaha!
Amanda Braz

Aos meus leitores, apenas minhas breves palavras

Universo Feminino

Palavras com SentimentoPleno domingo este no qual escrevo para vocês mais uma vez. Geralmente evito colocar em minhas matérias, mesmo que seja apenas um pouco, os meus sentimentos. Bom jornalista é aquele que sabe escrever sem opinar, definir sem limitar. Mas dessa vez, para fugir das regras, acordei sentimental.

Domingo; dia este embalado por músicas românticas e belas frases de Shakespeare. Depois de perceber a intimidade de contar histórias pessoais que vocês viveram (através dos comentários em minhas matérias) para mim, mera escritora de fim de semana, resolvi que era hora de mostrar que sou tão pessoa quanto cada um.

Tenho lá meus problemas, medos e incertezas. Discuto, brigo e falo alto quando acho que preciso impor minha opinião. Como já dizia Shakespeare: “A coragem cresce com a ocasião”. E aproveito hoje para mostrar que eu sou uma pessoa comum, sou alguém como vocês.

Agora você deve estar se perguntando por que desse depoimento todo, não é verdade? Geralmente uso sentimentos e idéias fictícias, mas desta vez me apeguei ao real e resolvi mostrar a cada um, que aparece aqui toda semana, que realmente me importo.

Hoje resolvi falar sobre as palavras, por qual razão? Talvez não uma que eu possa explicar. Creio que já ouviram falar sobre vontade. É, esse é um bom nome para o motivo da escolha desse assunto: vontade. Quis escrever sobre o que embala o meu relacionamento com vocês, as minhas palavras.

Uma simples forma de comunicação. Usamos as palavras para ferir quem amamos ou julgar quem não conhecemos, mas também a usamos para demonstrar amor. São nossas maiores inimigas em momento de raiva e as mais fiéis escudeiras quando precisamos colocá-la em algo real, naquele olhar trocado ou beijo roubado ao anoitecer.

E quem escreve? Quem escreve deixa de ser dono de suas próprias palavras. Às vezes nem as sente, mas se faz sentir pelos outros.

Quando escutamos uma música e dizemos: Nossa, é exatamente isso que eu sinto! - ou quando ouvimos uma bela poesia e encaixamos nela aquele nosso momento de amor, tristeza ou até mesmo simples sensibilidade.

Escrever torna-se mágico quando fazemos de uma junção de palavras, os mais sinceros pensamentos e sentimentos. Torna-se mágico quando nossas palavras viram exemplo e têm significado para alguém que às vezes, nem ao menos conhecemos.

Deter o poder das suas palavras lhe torna forte perante os outros. É dizer pouco, dizendo tudo, e dizer muito querendo não dizer nada.

Amanda Braz

Meu Conto, Meu Sonho

Universo Feminino

Sonhos de um Futuro BomQuem dera eu, viver em um conto de fadas onde sempre há final feliz. Viver no meio de fantasias onde sapos são príncipes e abóboras viram belas carruagens. Quem dera…

Os sonhos são nada mais que planos futuros ao qual nós almejamos sem pensar em como conseguir, ou se é possível ou não realizá-los. Sonhar é de graça, não tira pedaço e nem dói.

Dar asas a eles é se deixar entrar em um mundo novo, onde tudo é possível, independente das limitações.

“Meu maior sonho é ser multimilionário, sem trabalhar muito.” - Bruno, 17 anos.

“Quero ser bem conceituado e ter sucesso profissional, a partir dele conquisto todo o resto e sou feliz.” - Kaleb, 18 anos.

“O maior sonho mesmo é conseguir tudo que eu quero. Como ser feliz, importante e tudo mais.” - Manoela, 16 anos.

“Queria morar na Europa ou na Ásia.” Túlio, 17 anos.

Ao passar do tempo podemos ou não conquistar cada um deles. Para qualquer feito na vida, precisamos formar uma base sólida, como arrumar um emprego estável ou formar uma família. O início da realização de qualquer sonho depende necessariamente dessa base, a partir dela o construiremos pouco a pouco.

Não adianta querer coisas sem lutar por elas ou, como um dos nossos entrevistados, querer ficar rico sem ter que trabalhar muito. A realização dos nossos sonhos existe a partir do momento que trabalhamos duro para realizá-los. Em função de grandes sonhos está a força de vontade, e é com ela que alcançamos a cada dia um pouco dos nossos sonhos.

Particularmente meu grande sonho é me formar em jornalismo e ser reconhecida por uma das coisas que mais gosto de fazer, escrever. Busco essa idéia a cada matéria que escrevo, e vejo o resultado desse trabalho a cada pessoa que retorna ou me pede conselhos. O contato com cada leitor só aumenta a minha vontade de conquistar esse sonho.

Agora me diga você, qual é o seu maior sonho? Ter muito dinheiro, andar em carros caros ou arrumar o namorado perfeito? Casar, ter filhos, conhecer um cantor famoso?

O seu sonho se torna possível a partir do momento que você o torna real o suficiente. Acreditar em você é o fator principal para tornar qualquer delírio uma realidade.

Sonhem muito!
Amanda Braz