Matérias da coluna 'Universo Feminino'

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TV Fofoca: Minha Novela

Universo Feminino

Maria e João sempre tiveram problemas em casa. Brigas, copos voando e crianças chorando. Lucinda sempre ouvia os barracos que aconteciam na casa de Maria e saía por aí comentando o que rolava entre aquelas quatro paredes.

Minha vida é uma novela!

Certo dia, Lucinda aparece de olho roxo e diz para todos que tomou um tombo no dia anterior, mas na verdade o que aconteceu, foi que Maria descobriu das fofocas que Lucinda vinha fazendo e deu-lhe um bom “corretivo” para parar de tomar conta da vida alheia.

Assim como Maria, queria eu sair quebrando a cara de todos que falam da vida dos outros por aí, mas a minha moral e os bons costumes que a sociedade me impôs durante minha criação, não me permite tal ato de justiça. E assim como Lucinda, o que não falta é fofoqueira neste mundo…

Fofoca: aquela coisa que você ouve, mas não consegue guardar apesar de ouvir para não espalhar, tem mesmo é que sair contando para todos, e se for uma fofoqueira das boas ainda aumenta o fato;

Fofoqueira: a pessoa que faz e divulga a fofoca. “Aumenta, mas não inventa” como diz o ditado popular.

Esse vocabulário já é bastante conhecido, e a veracidade deles, também. Mas não pense você que a fofoca é uma parceira recente dos papos entre vizinhas, pois ela existe há décadas e sempre foi motivo para separações, brigas… ou seja, perdas de uma forma geral.

Estudiosos se dedicam a descobrir qual a grande causa da fofoca, e o que é tão interessante na vida dos outros que faz com que pessoas que nada tem a ver com os acontecimentos, se intrometam na história ou saiam falando dela aos quatro ventos.

Além das pessoas que saem contando da vida dos outros, ainda tem aquelas que se aproveitam das crises, seja no casamento ou entre pais e filhos, para simplesmente colocarem o dedo na história, dando palpites e soluções para todo e qualquer problema.

Penso particularmente que se você é tão bom ao ponto de dar conselhos sem ser chamado, devia parar de trabalhar e se dedicar a isso. Se conselho fosse bom, não era dado, era vendido, já dizia a minha avó…

As crises nos fazem ficar vulneráveis e é nesse tipo de hora que aparecem os tais “sem vida própria” que te querem dizer como dirigir a sua vida. Na teoria todos dizem que cada um devia tomar conta da sua própria, mas na prática, essa teoria não funciona. Seja em forma de fofoca, de conselho, de palpites…

A maioria das pessoas têm um grande defeito: eles sempre veem solução para os problemas dos outros e fazem aquilo parecer óbvio. Por que cada um não tenta achar solução para seus próprios problemas? Tentar resolver a vida dos outros, não vai fazer da vida de ninguém ser melhor.

Lanço hoje uma campanha: Se a sua vida não é interessante o suficiente, não faça da minha uma TV por assinatura com interatividade, viva e deixe viver!

Ligue-se na sua vida!
Amanda Braz

O que é fascinante

Universo Feminino

Fascínio é algo realmente engraçado. Enquanto eu passeava de carro pelas ruas da cidade onde moro há quatro anos, fiquei pensando no que realmente me fascinava, ao ver luzes e lembrar de um amigo.

Ele sempre me apresentava fotos onde as luzes davam um tom surreal à realidade, e fiquei me questionando como não encontro em nada algo que realmente me faça parar por horas, e ficar apenas observando com aquele ar de descoberta.

Olhar Fascinante

Encontrar algo que mexa de verdade com a nossa cabeça é realmente uma tarefa complicada. Na minha vida, por exemplo, nada é gratificante por muito tempo. Cursos, aulas de dança, academia, ioga, esportes variados… Tudo é puro encanto por um certo tempo e depois simplesmente perde a graça, o interesse.

Na vida, em vários quesitos as coisas se perdem no caminho. Se a vontade de concluir aquilo não for maior do que a perda do encanto que ela tinha antes. Aulas de violão são excelentes e animador no começo, mas com o tempo se torna algo massante e pode até ficar cansativo repetir notas ou compreender acordes.

Luta no começo parece ser algo realmente empolgante, mas com os treinos diários, tudo se torna um tanto cansativo demais. Por fim, você abandona as aulas e conclui que realmente nada é divertido o suficiente.

Assim como cursos, relacionamentos também seguem essa linha de raciocínio. Na primeira semana são chocolates, na segunda um pão-doce fresco, e na terceira já se torna aquele pão dormido, murcho da padaria da esquina; ou qualquer outro alimento que não esteja no mesmo patamar que um chocolate ou um pão-doce fresquinho.

A busca pelo que realmente faça sua vida se tornar algo mais interessante, é intensa e pode levar anos. Descobrir alguma coisa que você realmente gosta de fazer ou que simplesmente se interessa pode acontecer quando tiver 15 anos, ou 50, dependendo de cada um.

Conhecemos coisas novas todos os dias e isso abre novas possibilidades para que nosso interesse seja desperto. No livro que estou lendo atualmente, o protagonista tem um fascínio por pedras e fotografia, coisas estas que fazem parte da vida dele durante todo o desenrolar da história.

O jeito de desenvolver amor por tarefas ou fascínio por coisas banais aos olhos dos outros é apenas permitir-se conhecer. Conhecer um mundo inteiro experimentando um pouco de cada até algo lhe prender tanto a atenção que você vai entender o que significa realmente se fascinar.

Descubra o que te fascina!
Amanda Braz

Amor x Equilíbrio

Universo Feminino

Ouvi dizer que um lado da balança sempre pesa mais. Queria poder discutir isso cara a cara com o dono original dessa frase. Ouvir da boca do tal dono, um bom motivo para dizer que as pessoas não podem amar em equilíbrio.

Ele faz de tudo por ela, se esforça para vê-la, para terem momentos juntos. Ela trabalha a semana inteira, mas se esforça para estar bem disposta ao final de semana, o único tempo junto para os dois. Isso não é amar igual? Eis a questão.

Amor na Balança

Sabemos do nosso amor, aquilo que sentimos por alguém, e como o coração acelera quando a pessoa se aproxima. Mas coração dos outros é terra que ninguém pisa e fica difícil descobrir o quanto de amor existe ali.

Uma questão que muda todo o panorama e que às vezes nos faz pensar que amamos sozinhos é a questão de demonstrar sentimento. Não é fácil para qualquer pessoa falar coisas bonitas e dizer o que se sente. Nesse aspecto devemos levar o histórico de cada um em consideração, porque quando nos magoamos muito, acabamos por levar esta experiência ruim para nossos relacionamentos futuros.

Quem quebrou a cara no mês passado não vai dar corda para o azar e liberar todas as suas emoções como da última vez. As pessoas levam para novos relacionamentos, um pouco de seu passado e isso, por vezes, nos faz pensar que não somos amados como mereceríamos.

Além disso, existe o fato de que cada um tem a sua forma de demonstrar o sentimento. Uns mais tímidos e outros mais cativantes e românticos, amor que se mede acaba se tornando um amor pobre.

Me recordo agora de uma música do Cidade Negra que diz: “Amor que não se mede, amor que não se pede, que não se repete… amor!” e ela traduziria bem a definição da qual quero chegar.

Amor para ser amor não precisa ser medido, pedido. Simplesmente não existe amor igual, onde você ama uma pessoa e a próxima vai te amar do mesmo jeito. Amor não se repete, não se mede, não se pede, simplesmente existe! Filosófico, não?

Exigir um amor igual ao seu, um carinho igual ao que você dá, é pedir para ser amado de uma forma que a pessoa não pode dar naquele momento. Dizer que sempre um lado ama mais, quer mais, se preocupa mais, é simplesmente se declarar não ser conhecedor do amor.

Saber o que os outros pensam é impossível em qualquer aspecto, seja em relação ao amor, amizade ou outra coisa. Então por que não amar com toda a intensidade que você pode, se esforçar para fazer alguém feliz, sem pensar se aquela pessoa se preocupa tanto com isso quanto você?

Amar é andar às cegas num lugar perigoso, é mergulhar de cabeça sem saber se há pedras no fundo. Então, me digam… Por que não?

Atrever-se a amar alguém com todo o seu coração pode ser uma prova de coragem enorme e com grandes recompensas futuras. Vai ver ele te ama tanto quanto você o ama, e espera tanto quanto você para poder passar horas assistindo um filme ruim na televisão.

Não precisa sonhar com um conto de fadas, apenas dê chances para o mundo provar que nem tudo é tão ruim e triste quanto parece.

Até a próxima,
Amanda Braz

Canções, belas canções…

Universo Feminino

Músicas de amor, palavras bonitas. Regina deu seu primeiro beijo ao som de Jota Quest, e Luciana pensava no seu ex-namorado ouvindo Skank. Ricardo sentia falta do abraço de sua namorada quando tocava D’Black, e Luiza se sentia cada vez mais apaixonada quando escutava “I Miss You” do Blink-182.

Música Romântica 

Quem nunca passou horas ouvindo aquela música que lhe fazia se lembrar de alguém especial? O ser humano é dado a romances, paixões. Um sorriso, um beijo, um momento divertido a dois… Então do nada, enquanto você ouve uma rádio qualquer, uma música que faz parecer que foi feita para vocês dois. E, toda vez que ela toca, você sente que aquele alguém está mais perto.

Assim como nas novelas, escolhemos músicas como tema, trilha sonora para nossas vidas. Vejamos…

Que música te faz lembrar alguém especial?

 ”Pena que acabou – Strike”
Comentário sobre a escolha: a letra diz tudo!  - Mel, 17 anos.

“Bom dia – Los Hermanos
Explicação prática: “Me faz lembrar da menina que eu mais gosto, que antes me considerava apenas uma amiga e hoje já me vê com outros olhos, a única pessoa que me faz feliz de verdade, na real, assim como na música. Além, claro, de tê-la conhecido em Setembro!”- Anônimo, 16 anos.

“Helena – My Chemical Romance”
Nota: “Sem maiores motivações para a escolha da música, a namorada se chama Helena, logo…”Gabriel, 16 anos.

“Maps – Yeah Yeah Yeahs”
Explicação super plausível: “No começo do nosso namoro ele me mandou essa música, e com o tempo fui vendo que tinha tudo a ver com a gente…” - Janelly, 18 anos.

Como vocês perceberam, todo mundo tem uma história para contar e uma música bonita para dizer que foi seu tema um dia na vida.

O mais divertido de ouvir esse tipo de história é perceber o quanto com o tempo essas músicas podem mudar na nossa concepção. Após o término de um relacionamento, a visão que tínhamos sobre determinada música pode mudar. Ouvi casos onde as pessoas tomaram ódio de algumas bandas e/ou cantores por lembrarem aquela pessoa, aquela que esse alguém queria tanto esquecer.

Assim como o cheiro que fica gravado em nossa memória, as canções são artefatos que usamos para memorizar pessoas, jeitos e momentos. A música é uma espécie de coisa que atravessa gerações. Seria fácil falar com a sua avó e ouvi-la dizendo que namorava o seu avô ao som de Roberto Carlos.

Encontrar a letra onde você logo pensa “nossa, isso expressa tudo que eu sinto” é algo realmente intrigante e que também nos faz pensar se todos os casais amam como nós, embora pensemos que amamos muito mais do que os outros.

Encontre a sua trilha,
Amanda Braz

A sutil diferença entre ‘eu gosto dele’ e ‘ele gosta de mim’

Universo Feminino

Pode até parecer incrível, mas a diferença é enorme. Quando nós dizemos: eu gosto dele e apontamos para algum cara distraído logo à frente, estamos afirmando que o nosso coração bate mais forte quando ele aparece, e que é o nome dele que está escrito em vários pontos de nossas agendas.

Quando nós dizemos: ele gosta de mime apontamos para um feio que está olhando para uma planta com cara de curioso, queríamos realmente dizer que é aquela coisa esquisita que está no nosso pé ultimamente.

A diferença entre o 'Eu gosto dele' e 'Ele gosta de mim'

Claro que toda regra tem exceção, mas alguns pontos podem revelar em qual das duas frases a sua situação se encontra…

Eu gosto dele… você que liga, deixa recado no Orkut e mensagem offline.
Ele gosta de mim… se ele quiser que ligue, afinal, ele que quer falar, correto?

Eu gosto dele… você sugere onde ir no final de semana.
Ele gosta de mim… ele sugere, ele busca e leva em casa, ele paga a conta.

Eu gosto dele… você diz: “Eu quero coca!”; e ele diz: “Prefiro soda.”; você complementa: “Claro, eu também!”
Ele gosta de mim… você: “Quero coca!”; Ele pode até odiar coca, mas sem dúvida irá concordar e pedir uma garrafa de 600 ml.

Eu gosto dele… quando é ele no telefone a ligação dura o quanto tempo for preciso e você larga qualquer um chamando no MSN para poder dar atenção total.
Ele gosta de mim… você está ocupada demais para atender, ele que tente mais tarde!

Eu gosto dele… e o quero o tempo todo!
Ele gosta de mim… e não sai do meu pé!

Deixando um texto como esse com alguém que saiba respeitar as ordens de pontuação, ele pode se tornar algo extremamente engraçado. Realista, mas cômico. Quando a realidade é vista em pauta de uma forma engraçada, ela se torna digna da roda de amigos, onde alguns dizem que “nada a ver” e outros dizem “quem nunca passou por isso?”.

Todos em seu íntimo sabem de uma coisa, que quando gostamos de alguém ele vira prioridade e quando alguém se apaixona por nós, ela pode se tornar até mesmo inconveniente.

Mas realmente vale a pena ir atrás se é você que tem que ligar, você que tem que marcar, você que tem que pagar a conta? Antes de qualquer outro amor, devemos nos amar. É o famoso amor próprio que deve prevalecer, queridas leitoras.

Chegar a um ponto onde o “eu gosto dele” e o “ele gosta de mim” se unem é o ideal, pois a partir daí que começa a existir um relacionamento de verdade.

Dizem por aí que a mulher gosta de ser mal-tratada, e só assim é que elas “gamam”. Estamos aqui para mostrar que na verdade nós gostamos de ser amadas e respeitadas, mas com uma pontinha de desleixo para não se tornar algo muito comum ou basicamente, chato!

Até a próxima,
Amanda Braz

A boa filha a casa torna

Universo Feminino

O retorno é sempre mais complicado do que qualquer espécie de começo. Voltar gera uma cobrança maior, um medo. Seja para pedir perdão e fazer as pazes com um amigo ou conseguir um antigo emprego de volta. Retornar ao ponto que largamos tudo e apenas recomeçar.

Retorno

Inicio hoje, junto a vocês, a minha segunda etapa no Makaeh Cult. Quando me despedi, esperava nunca mais voltar a falar assim com cada um de vocês.  Esperava simplesmente me tornar uma lembrança vaga, e que em semanas já existiria outra em meu lugar.

Mas os comentários de vocês em matérias antigas, o pedido de ajuda que alguns clamavam em sua forma de comentar, me fizeram voltar a escrever. Confesso que pensei em abandonar o jornalismo, pensava ser um sonho de adolescência. Porém existem coisas que nos fazem ter vontade, seja um livro novo, um comentário ou um e-mail.

Não posso garantir a vocês perfeição na escrita, me sinto um tanto quanto enferrujada e sem o menor tato para tratar de certos assuntos. Nesse meio tempo tanta coisa aconteceu, e é nesse ano que inicio a minha faculdade. Dar vazão a um sonho antigo, e começar uma etapa sem medos e incertezas.

A falta de criatividade me embriagou nesse momento, e penso em mais o que dizer numa matéria como esta. Já disse que voltei, que senti falta e que farei o que sempre quis profissionalmente. Mas que graça tem uma matéria sem fim?

Isso me lembra aquele tipo de texto onde escrevemos a ideia toda. Ele fica perfeito, mas não sabemos como dar a ele uma conclusão… Então, isso já é assunto para uma próxima matéria!

Sem maiores brincadeiras ou tiradas sem graça, o bom filho a casa torna, e aqui estou eu, contando com a paciência e o apoio de todos vocês, semana após semana, para me aprimorar e seguir em frente de onde parei da última vez.

Com carinho,
Amanda Braz 

Por Uma Última Vez

Universo Feminino

As coisas acabam um dia. Querendo ou não, às vezes devemos dizer adeus a coisas que há muito tempo amávamos.

Na matéria de hoje vim apenas me despedir. O meu mundo anda atarefado e ando sem tempo para me dedicar as coisas, sem tempo pra ficar até mesmo no computador.

O site significou muito para mim, e me acrescentou muito como pessoa. Poder conviver com casos, com pessoas novas, ver opiniões, mostrar meus conceitos e criar novos ideais.

Cada dia valeu à pena, sem dúvida. Mas para continuar em um projeto no qual não posso me dedicar, prefiro não continuar. Sou a favor da doação, ou você se doa por total ou se guarda.

Acabei me doando para outros projetos, coisas pessoais, e me fugiu quando o site precisava de mim. Por agora, resolvi abandonar esse projeto. Não por inteiro, pois pretendo continuar acompanhando seu desenvolvimento, mas não como participante ativa.

Espero que sintam minha falta, e espero também ter feito tanto por vocês quanto todos vocês fizeram por mim.

Com carinho,
Amanda Braz

Seu voto, sua consciência

Universo Feminino

Criei essa coluna com o intuito de discutir com vocês sobre tudo o que me viesse à cabeça. Em outra semana, iniciei a coluna escrevendo sobre títulos, por ser um assunto que causador de náuseas todas as vezes que termino uma matéria, compartilhei com vocês essa sina.

Essa semana, por ironia do destino, eu me vi insatisfeita com o material que tinha produzido. Me perguntei por onde começar a escrever uma nova matéria quando a taxa de inspiração está abaixo de zero. Deparei com assuntos que exigiam muito, ou que não exigiam praticamente nada. A procura pelo meio termo me fez pensar em política. Existe algo mais em cima do muro do que a própria política?

Se votamos em alguém novo que nos parece honesto, podemos estar dando o poder a uma pessoa errada. Mas se nós votamos em algum dos políticos corruptos, já conhecidos, só damos continuidade a um círculo vicioso de erros.

Em breve estaremos todos, frente a frente a uma urna qualquer. Seja em Santa Catarina ou no Rio de Janeiro, teremos que decidir o futuro de todo um país com apenas alguns dígitos. São tantos partidos, tantos políticos, tantas promessas… Fica difícil escolher alguém e depois poder dizer com orgulho que fez valer o seu voto.

Numa democracia a maioria vence. Ou seja, se você vota no mais honesto em sua concepção e a maior parte do restante da população vota no mais corrupto, ele vence e o seu voto é praticamente anulado.

Quando questionei as pessoas sobre isso, dei de cara com a idéia de votar em branco. Assim você anula a sua culpa e pode ficar de consciência tranqüila, correto? Nem tanto…

Você anula sim a “culpa” pelo candidato eleito, mas anula também seu direito ao voto, que foi dificilmente conquistado durante anos de luta. Anula sua opinião e, por fim, sua vontade de ter um mundo melhor. Ela (sua vontade) não segue em frente, fica estagnada pela sua falta de coragem em optar e assumir a culpa, caso tenha sido um voto “errado”.

A política também tem suas controvérsias. As pessoas hoje não optam pelo candidato mais honesto, mas sim pelo menos corrupto. O que vai roubar menos ou que não vai fugir com o dinheiro e apostar tudo em cavalos.

A boa e velha opção de votar na pessoa que lhe presta favores, ou naquela que é amigo do seu vizinho que resolveu se candidatar esse ano, não é a mais apropriada. Quem garante que ele vai continuar indo a sua casa e lhe dando sacos de cimento após a eleição?

Fechar os olhos para os problemas não resolve nada, e anular a sua vontade muito menos. Somos totalmente culpados pelos problemas que enfrentamos, parte por sermos a sociedade e não fazermos nada para mudar, e parte por votarmos em pessoas que tratam as coisas como consertar ruas e construir hospitais, como favores à população.

Ser sincero com um dos nossos maiores direitos, por qual lutamos tanto, é algo realmente necessário. Se acreditarmos em algo maior do que vivemos, quem sabe ele se torne real.

“É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos.”
William Shakespeare

Vote consciente!
Amanda Braz

Títulos?

Universo Feminino

A arte de odiar os tais títulos não é nenhuma novidade. O seu texto está lá, imaculado… Quando você lembra que ainda falta o título! Como colocar em poucas palavras toda a idéia de um texto e, conseguir que ele faça sentido?

É antiga a tal mania de julgar um livro pela capa e um texto pelo bendito título. Se o texto fala sobre frutas e tem como nome “Maçã” pode parecer óbvio, mas desinteressante. Se a vontade de inovar existe e o texto sobre frutas é nomeado por “Águias do Pantanal” acaba-se fugindo da proposta do conteúdo, e fica tudo então meio perdido.

Em meio a minha pequena experiência, tomei ódio pelos títulos. Acabar uma matéria e ter que defini-la em poucas palavras, que digam o assunto, o propósito e que além de tudo faça com que você, caro leitor, se interesse pelo meu assunto, me fazia dar pulos gigantescos.

A minha criatividade se limitava ao óbvio, se vamos falar sobre frutas o nome do texto seria “frutas” e ponto final. Para quê tanto enfeite em algo simples, correto? Erro meu. Aposto que eu perdi muitos leitores sedentos por conhecimentos interessantes simplesmente por ter desistido nas primeiras tentativas de criar um nome para os meus feitos escritos.

Bolei mil idéias dessa vez, fiz e refiz, apaguei, copiei, colei… E o nome do meu atual texto não ultrapassou a linha do “nada original, tente outra vez”. Pior que escrever matérias e depois nomeá-las, é fazer textos para a pior professora de redação de todos os tempos que tira ponto desde a menor vírgula.

Você deixa o título para o final do texto, como é proposto pela maioria dos professores, mas não seria um erro essa tal regra? Ao término do texto seu cérebro já está cansado, como bolar algo que precise de tanta, inspiração? Mas você segue à risca, afinal eles devem saber o que dizem. Termina aquele texto que tem praticamente trinta linhas de acordo com as normas exigidas e vai para a pior parte.

A cabeça ferve! Se fizéssemos parte de um desenho animado sairia fumaça da sua humilde cabeça pensante. Surge então a idéia, o título perfeito! Você o coloca, fugindo dos clichês e entrega a sua professora das trevas, acreditando que está “abafando” com aquele título “tudo de bom”. Semanas depois o resultado chega. Ao final da folha, segue um bilhete:

“Ótimo título, mas o que ‘amor – verbo intransitivo’ tem a ver com os problemas econômicos da África do Sul?”

Nem um pouco desanimador, imagina! Queria poder lançar uma campanha no estilo “Fome Zero”, mas dizendo: “Título Zero” ou simplesmente colocar “título” ou “espaço reservado para o título” ao invés de queimar neurônios tentando desvendar o mistério de tais definições.

Finalizo a matéria de hoje, estreando o site, e deixando com vocês a minha indignação. E assim, como em programas de televisão, abro o espaço para envio de idéias para os meus futuros (e odiados) “nomes da matéria que vem abaixo” ou, se preferir, títulos.

Amanda Braz

Tão Simpático…

Universo Feminino

Nossa grande decepção é aquela quando você começa a conversar com alguém, e essa pessoa lhe parece, a pessoa mais legal do mundo. Te faz rir, fala coisas legais, sente sua falta, põe nick no MSN pra você, mas quando você resolve ver o álbum novo no Orkut, a tristeza bate forte. É, ele é feio.

Apesar de ser uma simpatia, ele é quase que um “espanta mosquito da dengue”. Nada contra, claro. Afinal a beleza está nos olhos de quem vê. Mas, nos seus olhos, e também nos meus, esse cara não pareceu nada belo.

Pior mesmo é quando você conversa com alguém por horas, que conheceu por acaso na sorveteria da esquina, tão simpático, bonito, mas, como nada é perfeito, quando você conhece o Orkut dele tem vontade de mandá-lo largar a internet e procurar um bom professor de português.

Realmente, acontece nas melhores famílias. A simpatia das pessoas às vezes nos encanta, mas quando conhecemos um defeito que seja superior a essa qualidade, o encanto se perde.

Obviamente a noção de superior e inferior nessa espécie de conceito vai da cabeça de cada um. Talvez na sua mente a beleza seja mais importante, mas na cabeça da vizinha falar o português correto seja necessário.

O que nos faz gostar de alguém de verdade é uma pergunta e tanto. Mas deixar de gostar de alguém por conhecer os defeitos desta pessoa, acaba sendo superficial. Assim como ela, você também tem defeitos. O que para você parece perfeitamente normal pode fazê-la querer não te ver mais.

Os defeitos e qualidades de cada um dependem de qual referencial você observa. Ele não era um dos mais bonitos nas fotos, mas foi o que te fez rir quando a vontade era de deixar tudo pra lá e chorar até amanhecer. Ele não era um dos mais inteligentes, mas serviu para um papo ótimo durante toda aquela tarde.

Procurar perfeição nos outros sem nem mesmo obtê-la é um defeito fatal. Seguir o coração e deixar com que ele opte não pelo mais bonito ou pelo mais inteligente, mas pelo o que te faz feliz, talvez seja o começo de uma nova forma de encarar os seus próprios conceitos.

Amanda Braz