
Na história do nosso cinema nacional, muitos filmes se transformaram em películas históricas por conseguirem o feito de levar milhões de espectadores para as salas de cinema. Hoje falaremos de 5 sucessos do cinema Brasileiro de duas épocas áureas: anos 70 e a retomada nos anos 2000.
Dona Flor e seus Dois Maridos
Gênero: Comédia
Público Espectador: 12.500.000 pessoas
Ano: 1976
Toda vez que formos falar do cinema nacional, sempre teremos de falar do nosso maior sucesso nacional de público: Dona Flor e seus Dois Maridos. O filme levou ao cinema aproximadamente 12,5 milhões de pessoas ao cinema. Recorde estabelecido em 1976 e, até hoje, nunca superado.
O filme mostra a história do carnaval de 1943 na Bahia, onde vive Vadinho (José Wilker), um jogador viciado e muito mulherengo. Ele acaba morrendo repentinamente e deixando sua fogosa mulher, Dona Flor (Sônia Braga) inconsolável.
Depois de algum tempo Dona Flor se casa novamente, desta vez com Teodoro (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é totalmente diferente do primeiro marido. Como Teodoro não apresenta os mesmos requisitos de Vadinho, Dona Flor fica entediada e de tanto chamar pelo finado, eis que ele aparece um dia nu em sua cama.
Desesperada, Flor pede ajuda a sua melhor amiga, alegando que quase foi seduzida pelo finado esposo. Diante disso ela terá de escolher entre a vidinha normal dada por Teodoro ou a vida ardente proposta pelo fantasma de Vadinho.
O filme ganhou muitos prêmios no Brasil e no exterior e concorreu ao Globo de Ouro de melhor filme estangeiro. Um filme inesquecível do nosso cinema!
A Dama do Lotação
Gênero: Drama
Público Espectador: 6.508.182 pessoas
Ano: 1978
Sônia Braga sempre foi reconhecida com uma das mais sensuais atrizes nacionais de todos os tempos. Ela protagonizara papéis históricos, como na TV com a sensual Gabriela, do romance de Jorge Amado e no cinema com a fogosa Dona Flor, no filme homônimo de 1976.
Em 1978 ela ataca mais uma vez no cinema com o filme A Dama do Lotação, filme baseado no conto de Nelson Rodrigues. E ela novamente prova porque era umas das mulheres mais populares da década.
O filme mostra a história de Solange e Carlos, que desde jovem namoram. Depois muitos anos de namoro eles decidem se casar. Na tão esperada noite núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. Então Carlos implora e, depois em um acesso de raiva, a estupra.
Depois disso os dois se separam e Solange decide sair às ruas em busca de provar para si mesma que não é frígida. Então ela começa uma rotina diária de seduzir vários homens em coletivos, homens que nunca tinha visto e que nem mesmo sabe os nomes.
O filme foi um sucesso em 1978 levando aos cinemas mais de 6,5 milhões de pessoas e deixando de vez o nome de Sônia Braga na história do cinema nacional.
O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão
Gênero: Comédia
Público Espectador: 5.789.000 pessoas
Ano: 1977
Quem nunca se divertiu com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias? Esses eram os trapalhões, o quarteto mais atrapalhado da história do nosso país.
Os trapalhões sempre foram sucesso nacional, tanto na televisão quanto nas telas do cinema. Seus filmes se transformaram em campeões de bilheteria em nosso território. Eles se tornaram os maiores recordistas do cinema brasileiro, pois seus filmes levaram às salas mais de 120 milhões de pessoas. Curiosidade: 26 dos 50 filmes nacionais mais vistos da história são dos Trapalhões.
Hoje falaremos sobre o maior sucesso comercial dessa trupe, o filme intitulado O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão que levou aos cinemas nacionais cerca de 5,8 milhões de pessoas.
Ele conta a história de três amigos picaretas, os amigos: Pilo (Renato Aragão), Duka (Dedé Santana) e Fumaça (Mussum).
Pilo e Duka ganham a vida simulando brigas em humildes praças públicas, enquanto Fumaça recolhe o dinheiro das apostas.
Diante da “coragem” dos amigos, a jovem Glória, contrata os 3 amigos para uma inesquecível jornada pelas Minas do Rei Salomão, onde seu pai, o nobre arqueólogo Aristóbulo se tornara um prisioneiro.
Para convencê-los, Glória oferece como prêmio um grandioso tesouro desconhecido do qual ela tem a única pista existente.
Durante a jornada acontece muita confusão, com direito a uma bruxa que fará de tudo para impedir que eles encontrem tão sonhado tesouro. Com certeza um dos melhores filmes dos trapalhões.
Cidade de Deus
Gênero: Drama
Público Espectador: 3.458.858 pessoas
Ano: 2002
O nosso cinema sempre nos surpreendeu pela ambição em mostrar a total realidade do nosso povo. Em 2002 o diretor Fernando Meirelles resolveu levar às telonas a história de umas das comunidades mais violentas do nosso país.
O filme contava a história do jovem Buscapé. Negro, pobre e um garoto muito sensível, o jovem crescera em um universo de total violência.
Ele vive na favela Cidade de Deus conhecida por ser um dos lugares mais violentos da cidade do Rio de Janeiro.
Preocupado com a possibilidade de virar bandido, o jovem Buscapé acaba sendo salvo de seu destino, devido ao seu grande talento com fotografia, o qual permite que siga uma grande carreira na profissão.
É através de seu olhar por trás da máquina fotográfica que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde o domínio dos bandidos se apresenta infinito.
O filme foi um sucesso levando aos cinemas quase 3,5 milhões de pessoas. Cidade de Deus ganhou vários prêmios internacionais e concorreu a 4 prêmios do Oscar e a 1 Globo de Ouro, provando de vez que o nosso cinema tem muito a mostrar ao mundo.
Carandiru
Gênero: Drama
Público Espectador: 4.569.963 pessoas
Ano: 2002
Depois do sucesso de Cidade de Deus, Carandiru aportou nos cinemas mostrando a história verídica da maior casa de detenção do nosso país. O filme se passa em 1992, ano em que aconteceu o massacre que acabou deixando 111 mortos no pátio da cadeia.
Carandiru também foca na força de vontade do médico Drauzio Varella na busca de fazer um trabalho de prevenção à AIDS na Casa de Detenção.
Ele mostra como alguns personagens acabaram indo para trás das grades e de como algumas pessoas se acostumam a viver do crime sem ter medo de morrer.
Carandiru levou longos cinco anos para ficar pronto. Devido a grandes problemas na produção, o filme teve um gordo orçamento de R$ 12 milhões de reais, o filme mais caro da história do cinema nacional.
O longa-metragem levou aos cinemas cerca de 4,6 milhões de pessoas, se tornando a maior bilheteria de 2002. Foi indicado ao prêmio de melhor filme no festival de Berlim.
Próxima semana falaremos sobre:
Jogos Mortais 4, Superbad e Rocky Balboa.
Jonathan “Ceará”