Chrome OS: O troco do Google

Tecnologia

Aquela velha máxima “olho por olho, dente por dente” parece estar em plena vigência no mundo da tecnologia. Isso por que o Google anunciou na semana passada o desenvolvimento de seu próprio sistema operacional, o Chrome OS que irá ser utilizado em dispositivos portáteis como os netbooks, mas que lá no fundo promete em um futuro próximo rivalizar com o tradicional e massivo sistema operacional Windows.

Este comunicado reacende a competição em um mercado há anos dominado pela Microsoft, que concentra aproximadamente 90% de participação nos computadores de todo o mundo com a família Windows.

Vale ainda ressaltar que esta não é uma atitude totalmente inédita, visto que a empresa desenvolve a plataforma para celulares Android, mas a surpresa está nas proporções em que a aposta do Google assumiu em querer derrubar um gigante de mais de 20 anos em sistemas operacionais.

As máquinas equipadas com o novo sistema operacional poderão chegar ao consumidor a partir do segundo semestre do ano que vem, e depois aportar em PCs. O Chrome OS será um programa de código-aberto (open source) e irá focar em quesitos como rapidez, simplicidade e segurança, segundo a própria empresa. Será idealizado para usuários que passam muito tempo conectados.

Google afirma que o sistema irá transportar o usuário de maneira rápida, leve e prática, em questão de segundos aos domínios da internet. Com sua funcionalidade e a rede a seu favor, o software pretende repensar e mudar o conceito dos sistemas operacionais.

Outro enfoque importante da equipe dos desenvolvedores é a preocupação com ameaças virtuais, tanto que a arquitetura de segurança do programa será totalmente nova, evitando assim ataques de vírus, programas maliciosos e necessidade de atualizações de segurança.

Como qualidades para ingressar neste mercado, a empresa possui a força da marca, que é considerada sinônimo de inovação e modernidade na internet; além da vanguarda que representa em serviços próprios como o mecanismo de busca, o Gmail, o Google Docs, e em outros adquiridos como Youtube e Feedburner mostrando que ela não pararia no tempo e melhorias e novidades podem ser constantes.

Por outro lado as desvantagens são a própria influência que ela exerce na rede, já que muitos usuários não gostariam de ver uma empresa dominando tudo e poderiam não digerir bem uma marca tão forte na web querendo “comandar” o seu computador pessoal, criando um império nunca antes visto (que também poderia chamar a atenção dos órgãos antitruste) e também o fato de seus produtos em sua grande maioria viverem em “betas eternos” o que afugenta e até inibe o apoio de fabricantes de computadores e clientes corporativos ao adotar seus produtos.

Com o anúncio a poucos meses do lançamento do Windows 7, a empresa promete balançar o mercado com o primeiro sistema desenvolvido na era pós-internet baseado principalmente em serviços web. A facilidade em integrar os serviços online como buscas, e-mail e outros poderá ser o principal trunfo para crescer e ser bem aceito entre os usuários, além claro de utilizar a plataforma PC, se tornando uma alternativa tão importante como o Mac, porém sem a necessidade do hardware caro da Apple.

Podemos entender isso como uma estratégia de contra-ataque. A gigante da internet Google tenta ameaçar os domínios da Microsoft, assim como esta fez ao lançar o novo mecanismo de busca Bing. Agora cabe ao futuro dizer se a estratégia semelhante das ambas terá o mesmo fim ou se uma triunfará no território da outra.

Até o próximo capítulo!
Kaleb Aurich

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