Todo mundo já ouviu falar, e provavelmente na sua casa existem vários deles. Sem contar que é uma peça essencial no estoque de super-mercados, padarias, farmácias, lojinhas de presente, papelarias ou outro estabelecimento onde se vende algo.
Eles estão em todo lugar, e o pior de tudo é ter que admitir que são muito eficientes na hora de juntar o lixo de casa.
Os sacos plásticos, apesar de úteis, causam uma tremenda poluição ao meio ambiente. Isso porque eles são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, ou seja, são difíceis de serem decompostos. Podem levar cerca de 400 anos para desaparecer completamente.
Além disso, a manufatura do polietileno – substância do qual é feito o saco plástico – faz-se a partir de combustíveis fósseis, o que acarreta a emissão de gases poluentes. Mas o maior problema é o destino final que damos a esses saquinhos plásticos. Eles sempre acabam nos aterros sanitários, ou nos rios e oceanos quando o esgoto é jogado sem tratamento.
Nos aterros sanitários e mesmo lixões a céu aberto, os sacos plásticos dificultam e impedem a decomposição dos materiais orgânicos e/ou biodegradáveis. Além disso, comprometem a capacidade do aterro, deixam o terreno muito impermeável e instável para uma boa adequação dos resíduos.
Já no mar, o saco plástico além de poluir visualmente, e diminuir a qualidade da água, provoca asfixia em animais marinhos. Baleias, tartarugas e golfinhos podem confundir as sacolas com algas e águas-vivas e acabarem sufocados, o que os certamente leva à morte.

O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia-anã apareceu morta na costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.
Alguns lugares do mundo já tomaram suas atitudes para acabar com o uso dos sacos plásticos. Na Europa, vários países – Alemanha e Dinamarca, entre outros – já evitam a entrega gratuita de sacos pelos supermercados à clientela. Na Irlanda, por exemplo, há um imposto de 0,22 € para cada saco plástico distribuído, o que reduziu em 90% o uso. E melhor ainda: todo o dinheiro recolhido vai para projetos ambientais.
Alguns supermercados já fazem propaganda do uso de sacolas verdes, isso é, sacolas bio-, fotobio-, oxibiodegradáveis e hidrossolúveis. O custo total pela substituição por esses plásticos mais avançados é quase o mesmo dos convencionais, devido à procura cada vez maior, que vem barateando a novidade. A adoção desses plásticos também traz benefícios com relação a preservação ambiental e marketing verde.
Cada vez mais pesquisas nos surpreendem, e o Brasil ainda não tomou uma atitude sobre isso. Existem infinitas opções para substituir os usuais sacos plásticos que tanto nos trazem problemas. Cada família brasileira descarta em média 40 kg de plástico por ano.
Mais de 40 países já utilizam as sacolas plásticas oxibiodegradáveis. Estas aceleram a decomposição do material numa velocidade até cem vezes maior (o plástico comum levaria dezenas de anos para se degradar). Porém a opção tem seus aspectos negativos: o alto custo dos materiais, partículas derivadas de metais pesados que poderiam contaminar os lençóis freáticos.
Ainda assim existem as opções de plásticos degradáveis e biodegradáveis que não causam impacto no meio ambiente, como por exemplo, os plásticos d2w® que já começam a se degradar mesmo ao ar livre e levam de 2 meses a 6 anos para sumir completamente. Muitas empresas estão adotando essa novidade que pode até ser uma iniciativa de marketing positiva, já que virou moda preservar a natureza.
De qualquer maneira quem ganha com isso somos nós com melhor qualidade de vida e o planeta que vêm sendo tão explorado e poluído, tendo a chance de ser um lugar mais ecologicamente equilibrado.
Preservem o meio ambiente!
Andrea Mieko


















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