Por um Natal mais Ecológico

Meio Ambiente

Todo ano a tradição se repete. Famílias inteiras vêm de longe para o dia do Natal, a mesa é recheada com comidas típicas e doces diversos, a árvore de natal é enfeitada e iluminada, o canto da sala fica abarrotado de presentes de vários tamanhos…

Natal verdeSe pararmos para pensar o quanto isso tudo impacta no meio ambiente, não teríamos mais vontade de comemorar o Natal.

Primeiro de tudo, deveríamos pensar como este dia se transformou de uma data comemorativa do nascimento de Jesus para uma data em que compramos e ganhamos presentes. É a época do ano em que mais gastamos dinheiro, comprando coisas supérfluas que muitas vezes a pessoa nem vai gostar e vai guardar num canto do armário.

Pense na quantidade de coisas desnecessárias que você comprou para os outros que estão guardadas em uma gaveta ou ainda dentro da caixa em que veio. Coisas que foram fabricadas à toa, extraindo matéria prima da natureza além do que era preciso para ficarem estocadas até que a pessoa resolva jogar fora porque aquilo não tem utilidade nenhuma em sua vida. Pense na quantidade de vezes que você já fez isso.

Embrulhos de papel, embalagens de plástico, caixas de papelão, tudo isso vira lixo no dia seguinte. Sem contar os restos de comida. A desigualdade fica evidente nesta data. Enquanto muitas casas têm mesas fartas de comidas, existem pessoas na rua que não tem ao menos uma lentilha para comer.

Falando em comida, não podemos deixar de se lembrar da estrela da noite: o Chester (da Perdigão) ou o Fiesta (da Sadia) podem ser ainda piores. O que grande parte das pessoas não sabe é que essa ave de carne suculenta são espécies geneticamente modificadas, que são produzidas tornando-as ainda mais “peitudas” e “coxudas” que os frangos comuns para assim deixarem o consumidor mais satisfeito.

Sem contar o estresse que sofrem e a falta de espaço para se movimentarem. As galinhas que são mantidas em condições naturais ao ar livre podem viver de 15 a 20 anos, mas as que se encontram enjauladas na criação industrial são abatidas entre 45 e 60 dias e podem viver no máximo um ano e meio.

A conseqüência de tudo isso? Diversos tipos de doenças da vida moderna que também podem ser decorrentes dessa alimentação artificial.

A solução é preferir consumir produtos mais saudáveis, como os alimentos orgânicos feitos em pequenas fazendas, granjas e plantações. Quanto menos industrializado for o alimento, mais seu corpo agradecerá. Neste Natal, deixar de comer um delicioso pedaço de Chester pode ser uma missão impossível. Mas tente optar por uma alimentação saudável na maior parte do tempo.

Ainda pensando na data, em vez de ir para o shopping comprar bugigangas para todo mundo, tente bolar algum presente artesanal que possa ser útil pra pessoa que vai dar. Um presente pra ser especial não precisa ser caro, precisa ter significado. Faça algo especialmente para aquela pessoa, que sempre ao ver ou usar vai se lembrar de você.

E se for às compras, não se esqueça de dar preferência à produtos que sejam feitos a partir de materiais reciclados, livres de substâncias tóxicas, com madeira certificada, selo de eficiência energética do Procel e que sejam de empresas ambientalmente responsáveis.

Comemore um bom Natal com consciência ecológica!
Andrea Mieko

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1 Opinião sobre “Por um Natal mais Ecológico”


  • Olá Andrea, parabéns por mais uma bela matéria!

    A consciência do Natal tem mudado através dos anos somente para atender à máquina capitalista e atender isso significa extrair, produzir, consumir e gerar resíduos. Em todas estas etapas, o impacto ambiental é assombroso!

    Um grande abraço, e que o verdadeiro espírito natalino possa renascer! Beijos!

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