A música ao longo dos tempos adquiriu uma das funções mais admiradas entre seus apreciadores: a capacidade de exaltar o romance. As canções se tornaram ferramentas importantes para que os amantes pudessem expressar seus sentimentos.
As serenatas são músicas de trechos de pequena duração, mas de lírico apaixonado. Os trovadores e grupos de serenatas iam para baixo das janelas de donzelas, tentando ajudar os apaixonados em suas declarações, assim como, cantarem para suas próprias musas. As canções endeusavam seus alvos e mostrava o quanto o amor poderia ser forte e bem sucedido.

Hoje em dia não existem mais certas tradições na música. Uma delas é a das serenatas, contudo os músicos não deixaram de evocar suas paixões. A música se universalizou e passou a cantar outros sentimentos, mas o amor ainda está no topo.
O homem aprendeu a se identificar cada vez mais com esse e com outros sentimentos que giram em torno do primeiro, como: alegria, melancolia, ansiedade, raiva, frustração, posse, entre outros.
Porém, ele também aprendeu a falar sobre esse conglomerado de sensações. A música deixou de apenas anunciar o amor, começando a funcionar como uma válvula de escape para os maus sentimentos e também servindo para a contemplação das boas sensações.
É bem comum se encontrar bossas e sambinhas sobre a mulata dos olhos, e um Punk cheio de raiva e tristeza sobre a perda de um amor. O que não implica na não existência do contrário, afinal o Punk também ama e a Bossa também chora.
Igor de Souza


















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