O underground é o estágio inicial de qualquer banda no mundo dos espetáculos. Todas as grandes bandas já tiveram seus dias de underground.

Apesar da tendência em se fazer músicas cada vez mais comerciais, no underground ainda são encontradas bandas que exploram toda sua liberdade musical. Os temas das letras, assim como as melodias e canções, não obedecem às regras impostas pelas gravadoras.
O público das bandas underground’s é, em grande parte, composto pelos amigos da banda, o que torna os shows mais interativos, direcionados e intimistas. Porém nem tudo são flores no cenário underground…
Hoje, praticamente não há incentivos nessa área. As grandes casas não recebem as pequenas bandas, e as casas de menor expressão, cobram das bandas e ainda lucram com as rendas do bar. Os grupos recebem ingressos para render, tendo que repassar às casas parte da renda. Caso o valor arrecado não atinja o teto mínimo estipulado pelos organizadores, o bolso dos integrantes é quem paga a diferença.
São poucas as gravadoras que ainda procuram no underground por novos talentos. Para que haja contrações, a banda precisa estar dando o que falar e cutucando o main-stream há muito tempo, tornando quase que obrigatória a assinatura de um contrato.
Um exemplo claro disso é a banda capixaba Dead Fish, que ficou conhecida no Brasil inteiro e fez fama no underground por 13 anos. Hoje faz parte da setlist da gravadora Deck Disc. Outro jeito de ser contratado por uma gravadora é bancando seus custos de gravação e lançamento, ou “elaborando” por baixo dos panos.
Além do estágio de iniciação das bandas, o underground se tornou um movimento musical. É um estilo descompromissado e desregrado, geralmente seguindo as tendências: punk, grunge e hardcore. O underground nos deu grandes nomes como o clássico Nirvana, o atual The Vines e a novidade britânica The Subways.
Underground é a escola que reúne lixo e luxo. Nele encontramos a sinceridade em forma de show, mesmo passando pelos caminhos mais tempestuosos. Mas isso é o underground.
Igor de Souza


















Parabéns pela coluna e pelas matérias bem trabalhadas.
Sucesso aê!
PS: Faltou incluir os australianos do Silverchair
PS²: Vai ter release de CD’s? Antigos e novos?
Abraços!