É época de eleição, época de ver políticos fazendo promessas no horário eleitoral e em debates na TV. Também é tempo de ver as ruas enfeitadas com placas de políticos sorridentes, e rimas sem sentido.
Em todas as cidades é a mesma história. Acredite, não é só você que não agüenta mais ouvir aquelas musiquinhas repetitivas que ficam desfilando pela sua rua todo santo dia. E ainda aturar de dois em dois metros um ser entregando santinho. É só andar mais um pouquinho que você vai ver um tapete branco na calçada cheio de caras estampadas.
Isso tudo não é só irritante para nós, mas também para o meio ambiente, que sofre com mais lixo, mais poluição e mais exploração de seus recursos naturais. Tente imaginar a quantidade de papel que é gasto em cada eleição?
Na internet você encontra mensagens de pedidos às gráficas de 15 mil a 1 milhão de santinhos, e ainda anúncios de venda de até 5 milhões, o que corresponde a mais de 3 toneladas desses “papeizinhos”.
Pense na quantidade de lixo que é gerado nessa época. Só nas eleições de 2008 foram registrados mais de 345 mil candidatos a vereador. Sem contar com os candidatos a outros cargos e as eleições de outros anos.
Pior ainda, é que esses papéis vão todos para o mesmo destino: o lixo. Não necessariamente para a lixeira, porque muitas vezes elas não comportam tamanha vazão do que é gerado nos 3 meses anteriores ao dia da eleição. Sem contar que se bater um vento, os santinhos voam saltitantes (os políticos devem adorar né?), que além de poluírem outros locais, podem acabar caindo dentro de rios e praias, o que pode diminuir a qualidade da água e prejudicar a vida dos animais aquáticos.
Mas os políticos não querem saber disso, eles querem é ser eleitos! E porque eleger um candidato que não tem nem respeito pelo o meio ambiente? Como ele vai melhorar a qualidade de vida do município se ele não faz a parte dele? Devemos começar a questionar os políticos que votamos, a fim de saber quais são os projetos ambientais que eles têm em suas plataformas.
Vale tudo que tenha a intenção de proteger nosso planeta: limpeza das praias, coleta seletiva, proteção das reservas florestais, despoluição de rios, proibição de sacos plásticos, implantação de mais lixeiras nas calçadas, arborização da cidade, reciclagem, tratamento do esgoto, criação de parques ecológicos, e o que todos os municípios precisam: educação ambiental para a população.
Claro que, deveria haver uma lei federal proibindo a entrega de santinhos nas ruas. Divulgar entre amigos e parentes tudo bem, mas distribuir na rua só gera problema: a poluição da sua cidade.
Existem diversas formas de fazer propaganda política: TV, rádio, jornais, internet… E, melhor ainda, seria promover debates ou palestras com os candidatos da cidade num evento público para que eles pudessem expor suas idéias e metas.
Talvez desta maneira, diminuísse o número de pessoas - muitas vezes despreparadas - que se elegem às vezes por ser filho ou parente de algum político, outras por conhecerem muitas pessoas e na grande maioria por possuírem vantagem da condição financeira em relação aos outros candidatos.
Procure saber quais são os objetivos que os candidatos da sua cidade têm para o meio ambiente. Se por acaso você ouvir uma resposta do tipo “Ainda não tenho nada concreto sobre essa área”, dê sugestões e exija o envolvimento dele com o meio ambiente.
A melhor maneira de saber se o político está mesmo por dentro do assunto, é perguntar alguns detalhes do projeto. Caso ele não souber responder, pelo menos vai se preocupar depois de dar uma estudada! É importante que os políticos entendam o quanto o nosso planeta precisa da atenção deles, para que fique preservado para esta e todas as futuras gerações.
Vote com consciência!
Andrea Mieko

















Andrea, concordo contigo e assino embaixo. Deveria ser proibido tanto os santinhos e placas, quanto os carros de som, que não só poluem nossa audição, como também o ar. Ele geralmente são carros antigos, rodando para cima e para baixo, gastando litros e mais litros de gasolina à toa.
Na minha opinião se o candidato não tem o mínimo de zelo pelo próprio município antes da votação, ele não terá depois de eleito.
Sem querer puxar sardinha para o lado de ninguém (até porque optei por ainda não votar, tenho 17 anos) gostei da campanha do Fernando Gabeira do PV no Rio. Ele não está colocando nenhuma placa, distribuindo santinhos ou mesmo se promovendo com carros de som.
Isso seria algo bacana para os outros candidatos seguirem! :P