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24/10 – Dia Internacional da Ação Climática

Meio Ambiente

Amanhã (dia 24) é o Dia Internacional da Ação Climática, um apelo mundial pela atenção da população e dos governantes a fim de buscar soluções para a crise climática. Organizada principalmente pela ONG 350, tem o objetivo de unir pessoas do mundo todo em ações locais neste sábado para que juntos mobilizem mais pessoas para esta campanha.

Por que 350?
O número 350 são as partes por milhão que os cientistas identificaram como o limite máximo de segurança para o nível de CO² na nossa atmosfera. Mais que isso, o número 350 representa um símbolo do caminho que precisamos trilhar para buscar um futuro melhor para o nosso planeta.

Há cerca de 300 anos atrás, a nossa atmosfera tinha apenas 275 ppm (partes por milhão) de dióxido de carbono. Era o suficiente para manter o planeta aquecido para que houvesse vida na Terra. Ao longo dos anos, os humanos começaram a queimar carvão e petróleo para produzir bens e energia. Além disso, atividades cotidianas como andar de carro, avião, assistir TV, cozinhar, acender as luzes, consomem energia e combustível que emite CO² na nossa atmosfera. No Brasil, as principais atividades que mais geram emissão de CO² são as queimadas e derrubadas de árvores na Floresta Amazônica.

Atualmente, o nível de CO² na atmosfera é de 389 partes por milhão.

O que significa “partes por milhão”?
A concentração de CO² é medida desta maneira porque significa a proporção do número das moléculas de dióxido de carbono para cada milhão de outras moléculas na atmosfera. 389 ppm pode até parecer uma quantidade pequena, mas a nossa atmosfera possui um equilíbrio tão sensível que uma pequena modificação nestas concentrações pode perturbar todo o planeta.

A hora de mudar isso é agora! E como eu sempre falo, existe a tal história do “ponto sem volta”. Isso significa se continuarmos a poluir, podemos chegar a uma época em que não poderemos fazer mais nada para voltar atrás. E aí as consequências com certeza serão arrasadoras. Isso tudo acontece devido aos círculos viciosos, isso é, à medida que o gelo do Ártico derrete, haverá mais áreas escuras no mar, o que absorve mais luz do sol, e consequentemente a água do oceano fica mais quente, o que vai derreter mais ainda as geleiras.

Existe um consenso entre vários cientistas do mundo de que chegar aos 350 ppm é essencial para um futuro mais estável. E chegar a esse nível não vai ser fácil. É necessário que todos os países do mundo – incluindo os governantes e a população – estabeleçam metas e cumpram sua parte do acordo.

Se a humanidade deseja preservar um planeta semelhante àquele em que toda a civilização se desenvolveu e ao qual a vida na Terra está adaptada, as evidências paleoclimáticas e as alterações climáticas em curso sugerem que o CO² precisará de baixar das atuais 385 ppm para um máximo de 350 ppm.Dr. James Hansen, NASA

Já são mais de 4.800 ações preparadas para acontecer em 179 países! E destas, 123 serão realizadas em várias partes do Brasil neste sábado.

Para encontrar uma Ação já cadastrada, clique aqui, selecione Brasil e digite o nome da sua cidade. Se não existe nenhum evento cadastrado, melhor ainda. Sua iniciativa pode valer muito. Convide os seus amigos, crie cartazes com o número 350 escrito, promova uma caminhada pelos pontos turísticos da sua cidade, faça aglomerações para chamar a atenção da população, participe de feiras orgânicas, deixe o carro em casa e vá de bicicleta, vá à praia com a sua família, colete o lixo que você encontrar na areia e no mar, converse com as pessoas; faça alguma coisa.

Se você não quiser sair de casa, escreva no seu blog, deixe uma mensagem no seu Orkut, Twitter, MSN… Seja lá onde for, divulgue para seus familiares e amigos a importância de tomarmos uma atitude pelo futuro climático do nosso planeta.

Veja o vídeo da campanha:

Veja mais idéias, os 9 passos para organizar uma Ação e baixe o logo 350 da Campanha. Leia também a explicação de Por que 350 e as soluções em PDF.

Participe!
Andrea Mieko

Guia do Consumidor Consciente – Passo 3

Meio Ambiente

Passo nº 3: Faça a sua parte.

Já entendemos o problema, e já estamos conscientes que é preciso mudar. Agora é hora de colocar a mão na massa! O que podemos fazer para diminuir nosso impacto? É o que vamos ver na terceira parte do Guia.

Minha missão agora não é apenas enumerar tudo o que nós devemos fazer, mas também explicar porque devemos fazer tais coisas. Não é apenas o discurso “porque vou estar ajudando o planeta”, e sim um motivo muito mais complexo.

Existe uma grande diferença entre saber o que deve ser feito e realmente fazer isso. É preciso ter iniciativa e muita vontade para dar o primeiro passo, a partir daí não tem mais volta. E para que essas novas atividades virem rotina é preciso do apoio dos nossos amigos e principalmente da família. É necessário que todos entendam e comecem a seguir seus passos.

Durante café da manhã, explique para todos como fazer uma coleta seletiva, separando os restos de alimentos em um saco de lixo separado dos recicláveis como plásticos, alumínio e papel numa caixa de papelão para ser reciclado. No almoço, dê preferência aos alimentos orgânicos, cultivados na sua cidade de forma a economizar os recursos naturais e com um mínimo de agrotóxicos possível. A sua saúde agradece e o planeta também.

Depois que começar a seguir os passos, escreva em pedacinhos de papel – plastifique-os para durarem mais – avisos para toda a família como: fechar a torneira na hora de escovar os dentes (no espelho), tomar banhos rápidos (do lado do xampu), desligar as luzes quando deixar algum cômodo (em cima do interruptor), tirar os aparelhos elétricos da tomada, desligar o monitor quando não estiver usando o PC, e por aí vai…

Toda semana, eleja um dia de refeição vegetariana, escolha o dia de ir à feira, o dia de andar de ônibus, de se locomover de bicicleta, uma noite para jantar à luz de velas. Eleja o dia de desligar todos os aparelhos, o de descongelar o freezer, de lavar a roupa, eleja o dia de ver um filme todo mundo junto, o dia de conversar sobre sustentabilidade…

Todo mês, escolha o dia de levar os materiais recicláveis num posto de coleta ou entre em contato com quem recolha na sua própria casa. Separe as pilhas e baterias, o óleo de cozinha, as garrafas de PET, as latinhas de alumínio, os potes de vidro, as folhas de papel, as caixas de papelão…

Faça compras no supermercado, porém vá sem pressa e preste atenção nas marcas que está comprando. Às vezes vale à pena comprar um produto mais caro, mas que seja feito com materiais ecológicos ou até reciclados, com processos de prevenção de poluição, que apóie projetos sócio-ambientais, que promova a educação ambiental da população. Não se engane com promessas verdes. Na Internet você pode pesquisar sobre os produtos e descobrir o que estão fazendo pelo meio ambiente. Cobre das empresas, principalmente a do seu local de trabalho, para tomarem atitudes mais ecológicas.

E não se esqueça de levar suas sacolas retornáveis para trazer a compra pra casa. Não traga mais aquelas sacolinhas plásticas que eles oferecem. Elas só atrapalham na decomposição dos resíduos e volta e meia entopem bueiros, poluem os corpos hídricos e asfixiam os animais aquáticos. Compre sacos de lixo que são feitos de materiais recicláveis e use-os apenas para jogar o lixo orgânico e de banheiro.

Participe de campanhas, faça um curso de gestão ambiental, converse com os amigos, leia blogs sobre meio ambiente, participe de fóruns, dê a sua opinião… contribua para um mundo mais sustentável!

Aguarde os próximos passos para uma atitude mais sustentável do Guia do Consumidor Consciente!

Conto com vocês,
Andrea Mieko