No começo do mês uma ameaça tomou conta do mundo tecnológico e chegou a ser pauta até de grandes noticiários levando medo e pânico aos usuários de computador. O nome da notícia é Conficker, uma praga já existente, mas que preparava uma atualização que prometia infectar milhões de computadores e que ainda não tinha seu código completamente decifrado.

Pois é, embora todo esse alarde em cima do vírus e do dia 1º de Abril, famoso pelos ataques de pragas virtuais, de fato medo de tamanha proporção não se deveria ter tamanha proporção fora da área de tecnologia. Como todo mundo sabe, um vírus só entra em um computador com a permissão do usuário, seja ela ativa ou passivamente. Somente se arriscando ou até mesmo agindo sem querer é que você ou quem mais usa o computador abre as portas para a ameaça que pode vir em diversos tipos e variantes.
O Conficker, também conhecido como Downadup, é uma praga do tipo capaz de se apoderar dos recursos de seu computador e transformá-lo em um zumbi, sendo utilizado para práticas maliciosas desde ataques a servidores até o envio de spam em massa. Ele também pode captar os dados que o usuário digita no teclado e enviar essas informações para computadores que comumente são utilizados pelos crackers envolvidos.
Seu principal fator de risco está na complexidade do seu código e o fato dele atualizar-se regularmente, sofrendo mutação e fazendo um caminho tortuoso para despistar os especialistas. Isso impede a sua localização, destruição e fim da ameaça consequentemente.
A principal forma de contágio do Conficker é através de redes P2P, famosas através de programas como o saudoso Kazaa, o eMule e o LimeWire. O único sistema afetado é somente o mais utilizado do globo, o Windows em sua versão 32 bits. Por isso a capacidade de infecção é grande, pois a maioria dos computadores utilizam o sistema operacional da Microsoft.
Não é à toa que a empresa ofereceu uma recompensa de US$ 250 mil para quem possuir informações que levem ao paradeiro do criador do pior e mais perigoso vírus dos últimos tempos. Conficker é a corruptela formada pelas palavras Configuration Fucker, sendo considerado por especialistas um super-vírus. Eles acreditavam que o seu real ataque aconteceria no primeiro dia do mês de Abril.
Até agora a ameaça de fato não afetou significativamente os computadores do mundo, até porque empresas de segurança e a própria Microsoft se moveram para tentar impedir isso. Tanto que na semana anterior ao suposto ataque, atualizações, patches e correção de brechas nos programas foram lançadas na tentativa de minimizar os estragos.
Apesar de nada de ruim ainda ter acontecido, o fato chamou a atenção para a importância de se atualizar os programas do computador. Estima-se que somente 1 em cada 3 computadores é atualizado regularmente. Junte-se isso a falta de programas específicos para a segurança dos dados e os hábitos nocivos por grande parte dos usuários da internet e você tem uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento.
Portanto mantenha sempre que possível seu computador atualizado. Acesse regularmente o Windows Update, ative as atualizações automáticas, verifique as versões mais recentes dos programas e as instale, caso não seja possível, procure todas as atualizações para a versão do software no site do fabricante. E para completar, instale um aparato de segurança formado por antivírus, firewall e antispyware no seu computador.
Acredite, isso irá prolongar a vida útil do seu computador e evitar dores de cabeça. Por experiência própria afirmo que um computador bem atualizado pode passar 6 anos sem ter nenhum problema (é o caso do meu, graças a Deus) e essa é uma batalha que nunca termina.
Se quiser saber mais sobre o assunto leia nossas matérias anteriores sobre segurança no PC e utilizada a ferramenta disponibilizada pela F-Secure para descobrir se o seu sistema está infectado pela praga e também a atualização do Windows que fecha uma das brechas encontradas pelo vírus para atacar o computador.
Se seguir essas dicas, não se preocupe!
Kaleb Aurich

















