Carolina sempre gostou do Flamengo, mesmo não assistindo aos jogos ou acompanhando pelo site oficial. Isso até começar a namorar Rodrigo, aquele tricolor roxo que escuta o jogo pelo rádio se for necessário. Ele queria ir aos jogos, ela preferia tomar sorvete. Ele falava sobre o Thiago Neves e ela preferia discutir até a bolsa de valores do que falar de futebol.

Por fim, ela se rende aos encantos e agora por aderir ao time, tem vontade até de comprar uma camisa oficial. Acompanha o placar dos últimos jogos e discute com ele sobre as melhores jogadas e o desempenho dos atletas. Vontade própria ou falta de opção?
Quando o casal tem diferenças, tudo se torna uma dificuldade. Seja por um preferir azul e o outro adorar vermelho, decisões a dois se tornam complicadas e dignas de brigas. Assim acontece com o time de futebol. Conheço milhões de casais dos quais as meninas acabam trocando de time ou até acompanhando o time do namorado.
Muitas vezes nos pegamos gostando de coisas que pessoas próximas de nós, gostam. Antes você odiava rock, começou a ter contato com o estilo e acabou ouvindo ou ao menos aturando por conta de amigos que curtem esse gênero musical. Isso também ocorre com outros temas, assim como o futebol.
Conviver com alguma pessoa que curte muito algo, acaba fazendo você obter informações sobre aquilo, o que pode te fazer odiar ou amar tal coisa. Por exemplo, você sempre odiou Bob Dylan, mas o seu namorado amava. Ele já te contou tudo sobre, mas você continua a odiar. A ideia simples disso, é que tem coisas que você nunca vai gostar, por mais que entenda sobre elas.
Já o time, seu amor o adora até a morte, mas você nunca foi lá muito fã do esporte, então não fica “por dentro” das novidades, e a tua indiferença em relação a isso é derivada dessa falta de contato com o futebol.
Quando falamos de meninos, os próprios pais já definem o clube quando sabem o sexo do bebê. A criança nem sabe ao certo que tem dois pés e já está usando uma camiseta de algum time no berçário.
Meninas, pelo contrário, tem o direito de escolher. Em sua maioria não ligam muito para o futebol, então escolhem o que tem jogadores mais legais, ou com as coxas mais salientes e outros pequenos detalhes que não fazem o menor sentido para eles.
Quando então, temos a oportunidade de conhecer os times a fundo, saber mais sobre as torcidas, ver jogos, acompanhar o placar nos jogos, aquilo pode se tornar realmente interessante. A não ser, é claro, que você realmente odeie futebol tanto quanto Bob Dylan.
Se depois de começar a namorar, você mudar de time repentinamente, não se importe. Vai ver você nunca gostou de verdade daquele outro que torcia e descobriu um novo amor, o esporte. Se for só para agradar o namorado, vale repensar a ideia, porque ele pode não ser o seu último amor e ficar trocando de time toda vez que mudar de namorado acaba se tornando uma forma de mostrar falta de personalidade.
Caso você seja fascinada pelo seu time, continue nele, só não vale discutir por conta disso ou acabar o relacionamento se for algum rival. A harmonia é o primeiro passo para um bom relacionamento, sempre. Independente do time, da ideia ou do motivo da escolha, o que vale é torcer.
Boa sorte aos finalistas!
Amanda Braz

















