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Livre-se dos Livros!

Literatura

Não, esta não é mais uma chamada revolucionária anticultural, nem uma convocação inquisitorial com cheiro de fogueira, muito menos uma manifestação indignada dos anti-leitores. Mas, participe, livre-se dos livros!

Para você se livrar dos seus livros, dica é o que não falta. Vamos então propor aqui algumas iniciativas para você fazer com que eles estejam longe de você (mas perto de alguém que o precisa).

Para começar, o site LivraLivro é um dos caminhos. A ideia é simples. Você tem um livro em sua estante, que você já leu. Você está interessado em um determinado livro para ler, mas que ainda não possui. Com certeza, existe alguém que já leu o livro que você quer, mas que ainda não leu o livro que você já leu…

Então, livre-se do seu livro, que outra pessoa também se livrará do dela, e ambos estarão satisfeitos com a troca. Eureca!

A efetuação das trocas no LivraLivro funcionam mais ou menos assim: você se cadastra e monta duas listas. Uma lista será a de “Livros que Possui”, e a outra, a de “Livros que Deseja”. O resto será por conta do sistema, que têm mecanismos simultâneos de identificação, casando suas necessidades com as de outras pessoas. Achado a permuta (com sorte e ajuda da probabilidade), um e-mail é enviado, havendo um prazo para as trocas.

O envio é por sua conta, pelos Correios mesmo (que pode variar, dependendo do livro, de R$3,00 à R$8,00). Não é um custo muito alto, não é verdade? Há também um sistema de avaliação do usuário, que permite medir a reputação, confiabilidade de quem você está trocando (não vale enviar livro deteriorado, que você corre o risco de ser qualificado negativamente). Outra coisa que vale a pena enfatizar é que os livros trocados não serão devolvidos. É uma espécie de escambo dos tempos atuais.

Com proposta similar, trâmites um pouco diferentes (e muito mais dinâmico), o Trocando Livros é interessantíssimo! Com um sistema de créditos, você é quem faz a troca, e, para acompanhar o envio do seu livro, é disponibilizado o código de rastreamento pelos Correios. Conheço pessoas que já fizeram a troca, e não se arrependeram!

Outro projeto muito interessante é o Livro Errante, que nós já tivemos a oportunidade de falar um pouquinho aqui na nossa coluna (Projeto Chá de Letrinhas). Celebrado em território “orkuteano” e propagado em iniciativas mais, o Livro Errante prega a mesma ideologia: não deixe seu livro em uma estante; há outras pessoas querendo lê-lo.

Os caminhos para fazê-lo, são os mais diversos. Você pode se tornar membro da Comunidade e participar dos tópicos de lista de empréstimo ou ser um ativista radical, deixando por aí seus livros em praças públicas, bancos, ônibus, salas de espera. Dentro, coloque um recadinho: “Pegue! Leia este livro, e passe a iniciativa adiante!”

Nós achamos que os livros, em vez de amarelarem nas estantes, longe dos olhares curiosos, são destinados a estar ao alcance dos leitores. Assim, esses volumes passam de mão em mão, e são folheados, lidos e relidos (…) Viagem ao Centro da Terra, Jules Verne

São iniciativas próprias e criativas que vêm crescendo no território da web, nas escolas, bibliotecas, hospitais. O objetivo maior é levar a leitura a pessoas que talvez não teriam acesso; ou despertar a curiosidade de ler um livro naqueles que geralmente não o fazem por falta de incentivo; ou fazer a circulação de leituras pelo preço muito abaixo de uma obra: apenas a postagem de envio dos Correios!

Em tempos de crise, vale a criatividade. Não importa a crise que seja. Seja ela econômica, educacional, cultural ou humanitária, façamos a nossa parte para mudar o que nos cabe como indivíduos sociais que somos. Basta um pouco de união e exercício de nossas capacidades intelecto-morais.

Quase sempre nos sentiremos como o beija-flor que tenta apagar o incêndio na floresta, mas acho que não importa. O que interessa é o que realmente importa para nós.

Livre-se do seu livro!
Carla Guedes

A Arte de Ler

Literatura

“A pena está para o pensamento assim como a bengala está para o andar.” - Arthur Schopenhauer

Já havia me prometido que não adquiriria mais livros enquanto não lesse a maioria dos que eu tenho (a mancheias). Entretanto, fazer-me esta promessa, não significa deixar de dar uma “olhadinha” em uns livros por aí… E foi em uma recente olhadela dessas que a obra A Arte de Escrever, do filósofo Arthur Schopen-hauer (1788-1860), veio parar em minhas mãos.
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Bastou ler a sinopse de contracapa, para devorá-lo:
Embora redigidos na primeira metade do séc. XIX, estes ensaios, ao tratar sobre o mundo das letras, os vícios do pensamento humano, as armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos – hoje talvez mais do que nunca.

Interesse à primeira linha, este livreto de cento e poucas páginas furou a gigantesca fila de espera de obras encarecidas de leitura. Afinal, por que o interesse? – irás me perguntar. Ora, ora! Em tempos de best-sellers, é bom ouvir o que esta aclamada (e controvertida) voz do passado tem a dizer sobre o ofício, ou o melhor, sobre a arte de literar.

Admirador de Goethe; crítico ferrenho de Schelling e Hegel; influenciador de Nietzche, Thomas Mann e Liev Tolstói; Schopenhauer distribui críticas e mais críticas ao longo do livro. Porém, no meio de tantas alfinetadas, é possível recolher preciosas tiradas, se deixarmos de lado seu puritanismo lingüista e as desavenças pessoais de seu tempo.

Importante questão abordada em relação ao hábito da leitura é o que ele chama de “a arte de não ler“. É isto mesmo o que você leu! Não ler. E este estranho conceito traz duas implicações lúcidas. Uma é a atitude crítica do que não escolher para ler, principalmente as obras das abomináveis listas de mais vendidos. Outra é a cômica, mas verdadeira: “Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto!”

Na atitude de escolher o que não ler, é importante ter senso. Quem escreve para encher o papel engana o leitor, fingindo que escreve. Que por sua vez engana o autor, fingindo que lê. Chega a ser radical, aconselhando a se jogar fora tal livro, mas, não vamos contribuir para o sacrifício de mais árvores. Basta dizer seu ‘não’ deixando de contribuir à máquina capitalista.

Outra coisa: é melhor ler os verdadeiros autores. Nada de obra sobre a obra da obra… Vá direto à fonte! “É melhor comprar livros de segunda mão do que ler conteúdos de segunda mão.” Você tem plena capacidade, tanto quanto os outros autores, de assimilar a essência do texto integral.

Agora, sobre a leitura em demasia, seria muito bom comprar livros se fosse possível comprar junto o tempo para lê-los. Eu mesma caí nessa armadilha, e nunca tenho o tempo suficiente. Entretanto, a crítica vai mais fundo: quem lê muito, quase o dia todo e não pensa por si mesmo nos intervalos, com o tempo a capacidade de pensar por si mesmo só tende a diminuir! Você estará pensando (repetindo!) pensamentos de outros. É preciso a ruminação do conteúdo. Só assim chegamos ao aprendizado e à retenção do que é válido.

Quem lê continuamente, sem parar para pensar, o que foi lido não cria raízes (…)”

Mais uma vez, faço apologia ao discernimento entre literatura unicamente comercial e literatura de qualidade (aquelas que sobrevivem a despeito dos séculos: os famosos clássicos). É certo que toda e qualquer literatura é válida, desde que filtrada por sua retina crítica e pensante. É certo também que há literaturas consideradas comerciais que são ótimo lazer.

Mas, mesmo que você leia pouco (não sendo um desses exemplos bibliófilos acima citados), leia com consciência e qualidade. De resto, exercitando a boa leitura, você de olho vai saber escolhê-las (não só pela capa, ou por indicações editoriais). Numa era em que fórmulas prontas pra vender superam o amor às palavras, é bom de vez em quando rever os conceitos do que você traz nos escaninhos do pensamento. E na estante.

Grande abraço, e um Feliz Natal antecipado!
Carla Guedes

Leitura no Brasil: Alguns Flashes

Literatura

Dia 29 de Outubro foi comemorado o Dia Nacional do Livro, e não podemos passar sem honras à comemoração desta semana. A propósito, o dia fora escolhido em homenagem à Biblioteca Nacional, pois que “a 29 de outubro de 1810, o Príncipe Regente determinou que no lugar que servia de catacumba aos religiosos do Carmo, fosse erigida e acomodada a Real Biblioteca no Brasil”…

O primeiro livro publicado pela Imprensa Régia aqui no Brasil consta de Marília de Dirceu, com poemas de Tomás Antônio Gonzaga à sua musa, Maria Dorotéia. Apesar disso, somente no ano de 1925, com os impulsos do escritor Monteiro Lobato para a criação da Companhia Editora Nacional, que houve uma pequena revolução no mercado editorial.

Este ano, mais uma vez, repetimos a pergunta que nunca cala: festejar o quê?!

Tempo, principalmente, de balanços. O Instituto Pró-Livro e o Observatório do Livro e da Leitura apresentaram dados recentes na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, uma espécie de perfil do leitor brasileiro (ou também, do não leitor) no ano de 2007, e que de boa reflexão.

Na pesquisa em questão foram registrados alguns avanços em relação à última edição, que data de 2000. Nisso há alguma alegria, mas os avanços, como sempre, não são suficientes. Nas palavras de Galeno Amorim, “só não dá para parar para festejar porque há um chamamento nacional para pôr as mãos à obra.”

A realidade é crua. O tempo dedicado à leitura é baixo (a grande maioria, de 1 a 3 horas semanais); 48% dos entrevistados não haviam lido um livro há pelo menos três meses antes da pesquisa, e a média de livros comprada por ano é de 1,2 livro por leitor. Soma-se a isso a baixa renda, a dificuldade de acesso, e principalmente, a falta de incentivo (próprio e externo).

Uma boa surpresa é o aumento do índice de leitura. Outra é a preferência dos leitores pela poesia. Este dado deixa um grande ponto de interrogação, já que a dificuldade de publicação e venda nesse gênero é enorme. Fica aí um bom campo a ser trabalhado pelas editoras, divulgadores e livrarias.

Fatos em números? Aqui vão alguns deles:

Dificuldades de leitura: 17% lêem muito devagar; 7% não compreendem o que lêem; 11% não têm paciência para ler; 7% não têm concentração.

Ausência de leitura: 54% por falta de tempo; 34% têm outras preferências; 19% por simples desinteresse; 18% por falta de dinheiro; 15% por falta de bibliotecas.

No ranking de preferências, a leitura aparece em quinto lugar, logo após assistir televisão (com esmagadores 77%), ouvir música, ouvir rádio -notícias- e descansar (50%).

Há a pertinente reclamação de falta dos “pontos de venda”, requerendo uma melhor manutenção e fomento de livreiros e livrarias. Com irrisórios 2%, a venda pela internet nem tão cedo chegará à maioria da população, e, se chegar, não substituirá o contato e uma boa prateleira.

Vê-se que há um grande problema de acesso aos livros. Mas, mesmo tendo-os ao alcance, falta a descoberta, o prazer. É sabido também que a escola, querendo ou não, torna o livro um objeto chato e obrigatório. Assim, quando o aluno finda os estudos, faz questão de manter certa distância da leitura, desconhecendo a diversão que é se aventurar pelo próprio imaginário…

Mas, o trabalho de reversão desta imagem só está por começar. Cabe a nós redescobrir a importância cultural e social da leitura, e contagiar a todos ao redor. A iniciativa pra mudança começa no micro: presenteie com um livro, doe alguns já lidos, dê ao seu amigo a dica daquele livro que marcou sua vida, leia uma estória para alguma criança. Assim, sempre garantiremos um feliz Dia Nacional do Livro!

Plá da Semana

Este é o Meu Corpo, de Filipa Melo
135 páginas - Ed. Planeta

Este é um desses livros inquietantes e apaixonantes. Romance de estréia da jornalista angolana, trata de muitos corpos; vivos e mortos. Tudo gira em torno de uma trama, e um assassinato, trazendo, em cada observação, por mais crua que pareça, uma sensibi-lidade estonteante.

Uma ótima semana, e até!
Carla Guedes

Afinal, o que é Literatura?

Literatura

Poetry Reading - Irene SheriCaros leitores do Makaeh Cult, muito prazer! Ótimo estar aqui trazendo a vocês a coluna de Literatura. Grande responsabilidade, pois pra quem já vinha acompanhando o trabalho da colega Nathália Borges, sabe bem do alto nível da conversa que vínhamos tendo nesta seção. Venho então com este desafio de continuar o projeto idealizado e tão importante que é o espaço literário aqui no site.

Afinal, para início de conversa, alguém se lembra da definição da palavra Literatura? Corramos então ao dicionário para relembrá-la…

Literatura: s.f. [do latim litteratura, a partir da palavra littera, "letra"]: 1. A arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa e verso. (Fonte: Aurélio)

Definir este conceito talvez seja resolvido pensando-se na classificação dos textos em literário e não-literário. Recordamos então que a notícia no jornal ou a bula do remédio não são literaturas propriamente ditas. Precisamos de um “quê” a mais nos textos verbais. Enumero alguns: eloqüência, princípios teóricos, linguagem verbal, assunto…

Mas apenas isso não basta. Os dois quesitos mais importantes e marcantes presentes numa boa literatura são a estética e a subjetividade.

Literatura é a arte da palavra. Está carregada da alma de quem o fez, do enfoque que se quis dar, do período em que se retrata e do que é retratado, das conjunturas estéticas, dos padrões de escrita (ou a negação deles)… Literatura é a arte de tocar com verbos, subjetivos, adjetivos e rimas. Idéias em forma gráfica e palpável de letras. E é isso que abordaremos neste espaço durante as próximas semanas…

“De que serve o homem de letras para realizar seu gênio inventivo? Não é, por natureza, nem do movimento como o dançarino, nem da linha como o escultor ou o arquiteto, nem do som como o músico, nem da cor como o pintor. E sim – da palavra. A palavra é, pois, o elemento material intrínseco do homem de letras para realizar sua natureza e alcançar seu objetivo artístico.”
(Alceu Amoroso Lima, em A Estética Literária e o Crítico)

E nós, leitores de mundo, somos degustadores de todo esse banquete de prosa e poesia: sejam nos nossos bons e velhos amigos livros, na nossa vertiginosa e mutante Internet, ou talvez, nas telas de nossos mp4′s… obras literárias figuram por toda parte!

Paramos por aqui na nossa edição introdutória, propondo algumas reflexões e inquietações a vocês. Por ora, fica o convite de se pensar sobre o que é literatura, qual sua importância (individual e conjunturalmente falando) e qual nosso papel como leitores (depósitos de conceitos ou agentes críticos?).

Leitura crítica, leitura contemplativa, leitura estudiosa ou leitura pelo simples gosto de ler: não importa o olhar que escolhamos, ler é sempre um bom convite à viagem (seja ela ao mundo interior ou a mundos imaginários). Porque ler, é ser cult. Mas cult mesmo é ampliar nossa visão de mundo.

Plá da Semana

Livro - A Sombra do VentoA Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
400 páginas – Editora Suma de Letras

Livro mais que aprovado, A Sombra do Vento é um sucesso que prende do início ao fim, sem ser clichê. Numa narrativa em compasso frenético, traça a história do menino Daniel Sempere na Barcelona de Franco Salazar do século XX. Entre casarões abandonados e a Biblioteca Cemitério dos Livros Esquecidos, Daniel busca o autor misterioso de um raro livro (que dá nome à obra). Afinal, quem é Julian Carax?

“Além de ser uma grande homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias.” Recomendadíssimo!

Um grande abraço, e boas leituras!
Carla Guedes

Perdas & Ganhos

Literatura

Livro - Perdas e GanhosDepois de uma breve pausa em minhas matérias, eu volto. Dessa vez com a missão de falar do livro mais elogiado da Lya Luft: Perdas e Ganhos. Um livro de auto-ajuda? Pode ser. Depende do ângulo que você observa.

Nele encontramos um mix de vários sentimentos demonstrados por Lya, sempre de uma forma requintada, com a profundidade de observação e uma sensibilidade incrível, que explica a capacidade da autora de investigar bem a fundo os mistérios mais profundos do ser humano – solidão, morte, amor, vício, assombramento e desencontro – nos conflitos que tecem a trama das vidas de todos nós.

Em Perdas & Ganhos, Lya Luft fala sobre o amor, o prazer e a dor da perda, em textos curtos, a meio caminho entre as memórias e o ensaio, cedendo a sugestão poética de ter um quase diálogo com o leitor.

A cada página, encontramos uma nova maneira de olhar a nossa volta e uma inspiração para refletir sobre nossas próprias histórias, fazendo com que nos identifiquemos com muitos fatos ali narrados. Na contramão da banalização, Lya baseia sua relação com o leitor numa convocação à descoberta da beleza e das questões existenciais mais essenciais nos acontecimentos comuns da vida.

O livro tem o poder de tocar nossos sentimentos mais profundos e fazer despertar idéias, quase teses sobre os temas. Uma prova de o livro ser tão tocante foi o seu estouro de vendas, quando lançado, no ano de 2003. Foram mais de 700 mil exemplares vendidos no Brasil, permanecendo no topo da lista dos mais vendidos por mais de 54 semanas, e uma dezena de traduções para idiomas estrangeiros.

Ao meu ver, a Sra. Luft desabafou nesse livro. São detalhes, opiniões de quem já viveu, pelo visto viveu como pode e atualmente senta no topo de sua vida e vê que aprendeu com tudo o que aconteceu, cresceu com todo o ocorrido. E é tudo natural, viver é natural. Complicam-se muito as coisas. Por se tratar de crônicas que contém partes, e boas partes, de realidade o livro ganha uma certa densidade. Ele é bem escrito e seu ritmo varia de acordo com a natureza do que vai sendo dito. Às vezes notamos um tom claro de grito angustiado, outras uma leveza digna da serenidade.

O que mais me interessa em tudo isso é que Lya não busca um leitor, ela não utiliza artifícios pra que ele se mantenha fixado na leitura; isso ocorre naturalmente. É agradável ler sua obra. O segredo está em não ler procurando respostas, procurando algo; mas em ler de forma despretensiosa, que você acha respostas maravilhosas sem querer.

Eu nunca havia lido nenhuma de suas obras, nada mesmo, nem sequer uma frase. Mas há uns 5 anos atrás, na Biblioteca do Colégio São José (colégio no qual cursei o primeiro ano do Ensino Médio, localizado em Pelotas/RS), freqüentada por mim semanalmente, eu procurei por um livro especial e não o encontrei.

Resolvi que naquela semana não iria ler nada, já que eu estava com o meu tempo tão dividido entre os estudos incessantes de química e meus ensaios para o espetáculo de dança que se aproximava. Porém quando estava saindo, a bibliotecária me chamou atenção para o lançamento carregado de tantas críticas positivas; eu resolvi levar, mas não dei muita importância.

Sem querer eu achei a resposta da qual estava precisando pra minha vida naquelas circunstâncias pessoais: nós somos pessoas únicas, que devemos crescer concomitantemente sozinhas e juntas, sempre da melhor maneira possível; a individualidade é algo fundamental, mas nós podemos ganhar muito com outras pessoas. Para me despedir, deixo um pequeno trecho do livro:

Clique aqui para ler o trecho do livro!

Bons ganhos à todos nesse feriado e se houverem perdas, que elas venham acompanhas de maturidade! Uma ótima páscoa!
Nathália Borges