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Deixe passar…

Universo Feminino

É tão estranho olhar para pessoas que fizeram parte da sua vida e ver que elas já não fazem mais tanta diferença. Tornaram-se apenas pessoas. Quando amadas elas se tornam fundamentais, fazem parte dos melhores momentos, das maiores tristezas, dividimos medos e inseguranças. Depois a noite chega ao fim e elas se tornam apenas um vazio.

São tantas, com formas e personalidades diferentes, que entram e saem da nossa vida todos os dias. Não, elas não se substituem. Ninguém é realmente substituível, embora a gente sempre tente suprir a falta de uma pessoa com a presença de outra.

Já tive muitos amigos pelo mundo afora, sempre fui daquelas que quando se aproxima acaba ganhando o mundo, fazendo parte da vida daquela pessoa. Vou conhecendo aos poucos, dando conselhos e puxões de orelha.

Quando olho para trás, vejo o tanto de pessoas que deixei pelo caminho. Não que eu me arrependa disso, jamais! O tempo existe para passar, realmente.

Algumas amizades duram para sempre, muitas vezes distantes em corpo, mas presentes em alma. Estas estão sempre por ali, tão próximas, que a única forma de lembrar que não estão ali fisicamente é a saudade que bate quando precisamos de um abraço apertado. Outras tantas duram enquanto há cerveja e cigarro, ou enquanto a música da balada ainda está alta o suficiente.

Não vim realmente para falar da amizade, mas da palavra “passar”. Significa ir, deixar. Passar é apenas passar, quando estamos falando de lugares. Porém quando são pessoas, elas passam e deixam um pouco de si.

Você cresce ouvindo sua mãe dizer para não falar com estranhos, mas imagine que monotonia a vida seria se ninguém puxasse assunto na fila do banco, ou sentasse do seu lado na escola?

É impossível ser feliz sozinho, de fato. Precisamos ousar, conhecer. Todavia precisamos aprender que um dia as pessoas vão embora. Não nascemos para sermos entrelaçados a outras pessoas fisicamente. Podemos amar de longe, sentir falta, visitar. Temos vários meios de comunicação e locomoção, por que não aprender a amar mesmo a quilômetros?

Sou daquele tipo que apoia amizades à distância, que sempre vai se lembrar daquelas amigas do Ensino Médio com carinho. E que embora todos tenham passado, fui forte o suficiente para encontrar novas pessoas e formar novas famílias.

Tenho em mente que quando amamos muito, duas pessoas se tornam uma. Se complementam, viram unidade. A melhor maneira de viver é se deixar ser unidade todos os dias, com várias pessoas diferentes.

Como diz aquela frase muito conhecida “ninguém é tão pouco que vai embora sem deixar pelo menos um pouco de si”. Que deixe ao menos uma lágrima, um problema, um sorriso ou uma solução, mas que deixe, e tenho dito.

Amanda Braz

Drogas: Vício ou diversão?

Universo Feminino

As drogas recreativas sempre foram polêmica, seja um ácido ou um baseado. Tudo começou com o cigarro, onde as pessoas no começo achavam agradável, divertido e chique alguém fumando, e hoje em dia é estranho ver alguém que não se incomoda com quem fuma. Maconha, cocaína, crack… Enfim, drogas no geral. Como diz uma amiga, é a grande doença da humanidade.

Quando se é adolescente a ideia de dominar o mundo nos parece bastante acessível. Viver momentos, curtir ondas e não pensar no amanhã. É então que as drogas começam a fazer parte da sua vida e desses momentos. Seja na balada ou em um fim de tarde entre amigos, o que tem demais em fumar um baseado, afinal?!

Tudo vem da brincadeira, tudo começa naquele usuário de fim de semana. Até que você se pega precisando daquilo, e quando se depara com um problema pensa logo em ficar tão louco que os problemas vão sumir junto com a fumaça que sobe.

Aí sempre aparece um amigo careta que não curte aquela onda e você acaba se afastando dele e diz para todos, inclusive para você mesmo, que aquilo é só uma curtição, uma mera diversão. Pode ser que quando você perceba que a brincadeira virou rotina, já seja tarde demais…

O grande problema de qualquer diversão é que se torna algo viciante. Tudo o que lhe traz boas sensações deixa um gostinho de quero mais. E nenhuma dessa drogas foge à regra. Fumar um baseado e ver tudo acontecer devagar, deixando os seus problemas em um plano diferente do seu ou cheirar cocaína e ficar elétrico, se sentindo o dono do mundo, traz realmente umas sensações indescritíveis.

Só que se você vai hoje ao parque de diversões e passa o dia inteiro rindo e brincando, logicamente na próxima semana você vai querer repetir a dose. É nesse momento que você repete, e depois de novo, e assim sucessivamente. Até perder o controle dessas repetições e transformar a diversão em um vício que você nem se recorda como começou.

Dizem por aí, que as drogas são ruins, outros já dizem que se fossem ruins ninguém usaria. Disto, criei minha própria teoria: Um baseado é como o lobo mau vestido de vovó na história da chapeuzinho vermelho. Ele vai se passar por amigo, resolver seus problemas e depois te atacar, porque depois que a onda acabar, os problemas voltam e a realidade também.

As pessoas no geral têm problemas demais, e ao invés de cada um enfrentar suas próprias feras, todos preferem fugir, deixar para depois… Naquele jeito brasileiro de resolver as coisas, na última hora e se valendo da malandragem.

Bater de frente com o que lhe incomoda é a melhor forma de não deixar com que um vício domine uma vida que é só sua por direito. Drogas no geral são falsos amigos, que te mostram um caminho colorido quando você está nas trevas. Quando as pessoas dizem que é um caminho sem volta é realmente a verdade clara e simples. Por mais que você pare de usar, terá que viver um dia de cada vez vencendo aquele vício que te consome, porque a vontade muitas vezes vai aparecer, mas como já ouvi de antigos usuários: “vontade é uma coisa que dá e passa”.

Não dá para simplesmente usar algo e fingir que tudo vai se tornar um mar de rosas. Construa sua vida e transforme-a em algo que te faça feliz, ao invés de se iludir com as miragens que algo como as drogas podem te proporcionar.

Viver intensamente tem muito de ser sincero com você mesmo, de construir sua felicidade. Depois que a onda passa, a felicidade vai embora junto. Basta só você escolher: Eu quero ser feliz por hoje ou para sempre?

Fica a reflexão, boa semana!
Amanda Braz

Por que tanto medo de levar um ‘não’?

Universo Feminino

Enquanto eu navegava na internet durante este final de semana percebi a quantidade de matérias sobre tomar um fora que existiam, e decidi então escrever uma que mudasse o foco totalmente, pra valer.

As pessoas fazem de um simples “não” o pior momento, ou de um “acabou” o fim do mundo. Não é tudo tão ruim quanto parece. Se a tristeza veio ao cair da tarde, a felicidade vem quando o sol voltar a nascer.

O amor da vida é a grande procura das pessoas até hoje, e essa procura não começou apenas na semana passada. Desde o tempo das cavernas que o homem procura seu par perfeito. Mas tudo mudou. Hoje temos muitos fatores que influenciam o encontro com aquela pessoa, principalmente as baladas do sábado a noite, onde você fica com gente que nem se dá ao trabalho de conhecer, e muito menos perde tempo pegando o telefone. 

E quando não é esse o problema, tudo se resume ao medo. Medo de um “não” ou de um “tenho namorado”, que é um “não” só que muito mais educado e gentil. As pessoas têm medo da rejeição sempre e em qualquer ocasião, seja quando estão à procura do par ou de quando já tem esse par e tudo acaba indo por água abaixo.

Quando tudo acaba então, aí que as coisas complicam! As pessoas choram, se descabelam toda e acham que vão morrer. Mal sabem elas que a semana vem e passa, e como o bom ditado popular diz: a fila anda!

Já dizia o nosso grande poeta Cazuza: “A solidão é pretensão de quem fica escondido fazendo fita”…

A solidão é sim uma opção. Sentir medo não é opcional, mas tentar se livrar dele é. A principal forma de aprender a lidar com seus medos é encará-los. Se você namora e ele termina porque precisa de um tempo, encare com frieza e finja estar tudo bem. Saiba respeitar o espaço do outro, ao invés de agarrar aos pés dele e pedi-lo para ficar. O amor próprio nessas horas é mais do que fundamental, ele é basicamente necessário.

O que é para ser nosso ninguém tira. E sempre existirá um chinelo velho para o seu pé cansado, então para que correr contra o tempo?

Todos os dias, milhões de meninas choram por um amor perdido, e outras milhões dão imensos sorrisos por aí, por causa de um novo amor. O seu amor hoje pode ser o amor de outra pessoa amanhã, e se um dia ele voltar a ser seu, é porque era pra ser. Levar um fora, convenhamos, não é o fim do mundo. Assim como o chifre, o fora não foge à regra: quem nunca teve ou tomou, terá ou tomará um dia (amém!).

Não peço para as pessoas que lêem as minhas matérias para acreditarem em destino, porém o que custa acreditar que existem pessoas afins no mundo? Não acredito no acaso, mas na certeza de que uma hora tudo que é nosso será nosso e ponto final.

Se você quer alguém, então vá a luta! Se cansou do namoro? Termine! Se ele te largou e você já engordou 5 kg volte para a academia e saia mais à noite para ter a possibilidade das pessoas verem o quanto você é única.

- Chance, é essa a palavra. Dê chances para você mesma perceber que o príncipe de ontem, é o sapo de hoje e que o príncipe de hoje pode ser o final feliz do seu conto de fadas amanhã, se realmente valer a pena.

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Reflita!
Amanda Braz

* Esta matéria foi motivada pelos vários artigos do gênero, inclusive o texto “Levei um Fora” do site Bolsa de Mulher.

Amor sem Dogmas

Universo Feminino

Bonito, alto, olhos claros e cabelos curtos. Simpática, elegante, inteligente e um corte diferente no cabelo. Um belo casal no geral, mas com um pequeno problema de 20 anos, pois ela já partiu para os 40 e ele ainda está a fazer 20.

Dizem por aí que o amor não tem idade, que não há preconceitos em um relacionamento e que amor é o primeiro passo para tudo dar certo. Dizer é realmente mais fácil do que pôr em prática. Com o passar dos dias as piadas de mau gosto surgem e só quem é alvo das mesmas sabe o quanto isso é complicado.

Ele vivia escutando que só estava com ela devido ao carro e a casa de frente para a praia; e ela ouvia todos os dias que tinha tantos chifres que devia se envergonhar. É ai então que tudo começa a minar, e o encanto de estar junto vai se perdendo.

Por quê? Simples. Por mais que não acreditemos em uma fofoca ou piada boba, quando estamos inseguros em relação a algo, a menor cogitação de um dos nossos medos ser real ao ponto de outra pessoa ter a mesma visão, nos traz uma instabilidade tamanha que deixa tudo desandar.

O primeiro passo de um relacionamento então é a confiança? Sim, em partes. A confiança junto ao respeito é fundamental tanto para um casal da mesma idade, quanto para um casal que tem vidas e idades diferentes. Quando há além do amor claro e simples, o respeito, a confiança e a cumplicidade, pode-se estabelecer algo estável que mostre aos dois que qualquer diferença se torna indigna de tamanha atenção.

O grande problema da sociedade é ver o diferente, ter algo que contrarie o tradicional feijão com arroz que as pessoas estão acostumadas já muda tudo. Experimente oferecer uma comida de nome estranho para a sua bisavó. Provavelmente ela vai pensar que a sua geração está perdida e vai preparar balas de coco para você levar para casa. O tempo passa, mas nem todas as pessoas têm o dom da evolução, e isso é valido para os pensamentos.

É possível encontrarmos ainda hoje pessoas que não sabem lidar com casais homossexuais ou com a preferência de uma pessoa branca para com uma negra. Ou um rico e bem sucedido casado com uma balconista. As pessoas ainda têm a mesma visão de séculos atrás, conceitos definidos numa época de sociedade estamental, onde príncipes casavam com princesas. Queria poder contar a todas essas pessoas que o mundo não é cor-de-rosa, as nuvens não são feitas de algodão-doce e que não vivemos em um conto de fadas.

O amor devia inspirar liberdade, devia ser válido de todas as formas. Se você tem 30 anos e o amor da sua vida tem 15, espere ele chegar aos 18 para não ser presa por pedofilia (não podia perder o trocadilho) e depois invista. Afinal alguém paga as suas contas?

A parte ruim é quando as pessoas têm medo de assumir e serem julgadas. Mas por que temer? Pense apenas no que te faz feliz, não deixe acabar o que te faz sorrir todos os dias só por fofocas e palavras pelas metades.

Viver intensamente tem muito de se jogar na vida, ir contra dogmas de uma sociedade antiquada. Mas viver intensamente também tem muito de ser feliz. Seja feliz de todas as formas e maneiras, sendo ao lado de um dono de multinacional ou de uma bicicleta modelo 1997. E quando se ver bem dessa forma, cante para quem tanto quer ver o fim do seu relacionamento:

Que culpa a gente tem de ser feliz? Que culpa a gente tem, meu bem?!

Amanda Braz

* Esta matéria foi baseada neste artigo do site Bolsa de Mulher.

Viver Feliz para Viver Bem

Universo Feminino

O dia-a-dia não nos deixa pensar em nada além de trabalho, casa e tarefas. São tantas coisas para se fazer que as mais importantes de nossas vidas vão sendo deixadas de lado. Você passa o dia todo na rua trabalhando, quando chega em casa tem que ajudar as crianças no dever de casa, fazer o jantar e adiantar tudo para o dia seguinte, que, cá entre nós, começa cedo. E a saúde, os bons momentos em família e aquela noite gostosa com o companheiro vão sendo deixadas em um segundo plano bem distante.

Com o cotidiano a saúde é uma das principais áreas afetadas, principalmente devido a alimentação. Não existe tarefas que se encaixam entre uma refeição e outra, mas sim um lanche que se encaixa entre uma tarefa e outra. Quem atualmente tem tempo para ficar uma hora aproveitando um almoço num dia de semana? Poderia contar nos dedos da mão as pessoas que conheço que contam com essa prática.

Complicado aliar bons hábitos alimentícios a uma vida agitada. O mundo real é comandado pelo tempo, e nós vivemos em função dele. Está aí então o grande problema. Viver em função do tempo é um dos erros mais graves e perigosos, tanto para sua saúde quanto para a sua felicidade.

Se tudo na sua vida começou a ter hora marcada, até aquela transa que antes durava um dia inteiro acabou virando uma rapidinha entre um dever de casa e uma extensão de roupa no varal, é hora de rever os seus conceitos. Quem manda em quem, afinal?

Rotina tem muito de organização, e talvez seja isso que falte na sua vida, de uma forma geral. Viver em função do tempo ou do seu emprego, além de te proporcionar várias rugas, ainda vai te deixar frustrada. Com que ânimo você vai começar a semana se já sabe que vai ser só problema, criança chorando e coisas a resolver no trabalho?

Dicas para uma vida melhor?

1) Tire tempo para você. Seja você e o espelho ou você e a sua família.

2) Coma sem medo de engordar pelo menos uma vez por semana, vai te deixar aliviada não pensar em dieta pelo menos uma vez em sete dias.

3) Organize as suas tarefas de tal forma que tenha pelos menos uma hora de almoço, e uma hora no final do dia para se dedicar a um bom banho.

4) Faça atividades que te deixem feliz, seja um passeio no parque ou a noite em um motel. Você vai perceber a pele melhor no dia seguinte.

5) Não leve trabalho para casa, um dos erros das pessoas hoje é achar que tudo é uma coisa só, saiba dividir os momentos e as circunstâncias.

Simples? Então mãos à obra, ponha em prática!

Viver bem significa definir algumas prioridades para si mesma, e até desligar o celular quando estiver jantando com seus filhos e marido. Veja pessoas, ande um pouco na praia, veja a lua no céu, durma tarde pelo menos uma vez ou outra para assistir um filme divertido.

Uma boa prática de felicidade vai refletir diretamente na sua saúde, além de melhorar tudo a sua volta. Imagine começar a segunda feira depois de um final de semana na praia com as crianças, onde o seu filho menor se sujou todo de picolé e o seu marido ficou vermelho igual um camarão?

Os bons e divertidos momentos vão te dar ânimo para enfrentar uma semana exaustiva de trabalho. Então, o que custa tentar? Pratique!

Amanda Braz

A distância entre o querer e o conseguir

Universo Feminino

Querer é o suficiente? Me pergunto isso todos os dias ao me levantar. E todos esses dias tenho cada vez mais certeza que não.

Sempre tive aquele tipo de pensamento onde o que queremos é o que temos ou vamos ter. Não nasci para ter o que é fácil, o acessível. Sempre acreditei em barreiras, elas fazem tudo na vida ter um pouco mais de graça no final. A acessibilidade gera falta de credibilidade, e sempre foi esse o meu ponto de vista.

Querer não é poder, já dizia minha mãe. Mas discordo totalmente desse ditado popular antiquado. Querer é o inicio do poder, se você quer, já é meio caminho andado.

Certo dia enquanto atendia um cliente ele me disse: “e agora?” e eu respondi “Agora o senhor me passa as informações necessárias para efetuar o cadastro, pois o senhor quer comprar e eu quero vender, então já estamos entendidos em boa parte do processo”. E ele comprou? Sim. Outra boa parte do querer é a segurança.

Insegurança é a palavra chave para o erro. Se você não tem nem ao menos certeza do que diz, por que eu aceitaria seus desejos e os tornaria reais? Segurança é o jeito certo de falar sobre os seus desejos.

O segundo passo para a realização dos desejos não é esperar achar uma lâmpada mágica com direito a gênio estilo Aladim não. É lutar por isso. Ir à frente, não atrás. Não é sonhar, é desejar, traçar metas. Deixe os sonhos para as noites frias e trace metas reais para sua vida, seja passar em uma faculdade ou casar e ter um cachorro que morda o sofá.

Quando você acredita no que faz, quando tem certeza do que quer e fala com firmeza na voz que aquilo será seu ou que vai fazer parte da sua vida, tudo parece mais fácil. Assim como quando você se acha bonita e parece que todo mundo na rua já te olha diferente, ou quando você acha que precisa pintar o cabelo, mas não tem tempo, e parece que todo mundo reparou na sua maldita raiz mais escura.

Boa parte das coisas na vida das pessoas não acontece por falta de fé. Mas não fé em algo sobre-humano, mas fé em si. A melhor das crenças é quando cremos em nós mesmos, em nossa força de vencer barreiras, de destruir os obstáculos ao invés de apenas desviar deles.

Se o seu sonho é ter aquela pessoa do seu lado, lute por ela. Mostre o quanto tudo é melhor com ela, o quanto tudo tem mais brilho quando vocês estão juntos. Se ela já ama outra pessoa, apenas cultive sua semente.

A grande diferença entre esquecer e deixar adormecido é exatamente essa. Você pode plantar a sua semente e regar todos os dias. Se ela der frutos, perfeito. Mas se não der, já valeu a tentativa. Esquecer é mais para o lado de desistir do que se quer, sem nem ao menos ter realmente tentado.

Caso você queira uma faculdade onde a prova tem 50 questões discursivas da matéria que você não entende nada, estude!

Problemas são psicológicos, basta querer resolvê-los. E vontades podem ser realidades, se você fizer por onde acontecer.

Levante todos os dias e diga para o seu espelho o que você quer para aquele dia, crie listas distintas sobre desejos, planos e metas. Inicie hoje a era “eu tenho o que quero” e seja feliz.

Reflita : )
Amanda Braz

O de ontem ou o atual?

Universo Feminino

Ele sempre foi sua vida, a pessoa que você queria ter filhos e morar junto para sempre. Porém, diferente dos contos de fada, primeiro o príncipe aparece e depois vira um sapo verde e gosmento. Logo ele mostrou seu lado sapo e tudo desmoronou. Os dias se passaram e você já não mandava mais tantas mensagens, nem mexia no Orkut dele todos os dias. Até que outro aparece e com um olhar faz teu coração bater forte. A voz dele, o jeito, o sorriso… tudo! Ele te faz voltar a ver a vida colorida, devolve o sabor das coisas, põe seu mundo no lugar.

O celular alerta às 2 da manhã de um Domingo. A mensagem diz “Sinto sua falta”. Quem vem logo à sua cabeça? O seu namorado, logicamente. Mas o número é outro… Bom, e o namorado também. Aquele é o número da pessoa que te fez chorar por dias e te fez fazer jurar de ódio aos homens, é o famoso “ex”.

Complicado é o tal ex-namorado. Ele sempre aparece nas piores horas para atrapalhar todo e qualquer sentimento que você venha a sentir por uma nova pessoa. Pior ainda é quando você ainda não o esqueceu, quando ele é tão presente na sua vida quanto Coca-Cola.

Quando o sentimento é forte, fica realmente complicado de ser deixado para trás. Não é simples dizer um adeus e partir sem sentir uma dor quase física. A partir do momento que decidimos partir, tomamos um novo caminho, seja por vontade ou por necessidade, amor próprio.

Tomada à decisão da partida, o segundo passo e o mais difícil é manter essa decisão. A vontade de voltar vai bater, mas o que diferencia o amor verdadeiro do sentimento doentio é exatamente saber ver até onde é amor. Se te faz mal não é amor, de fato. Se você já chegou ao ponto de estar com a outra pessoa, pessoa esta que você diz gostar, será que vale a pena magoá-la por um outro que te fez mal no mês passado?

O grande problema do amor é que além de cego, ele é injusto e analfabeto. Ele não escolhe o momento para fazer seu coração acelerar ou sua respiração descompassar. Ele acontece por si só. Quando é amor verdadeiro, nenhum outro faz acabar. Amor não é um só na vida, são vários. Mas um deles sempre terá um peso maior, e se houver competição pelo seu coração, o mais pesado vai tomar conta.

Vale sempre lembrar que amor é muito mais do que vontade de estar junto, amor também é o respeito e a cumplicidade. Além claro, de companheirismo e sensibilidade. Sem pensar que, muitas das vezes pensamos amar e é só um momento, uma atração. Antes de largar o atual pelo ex, pense: Por que ele é o ex? Eu realmente o quero de volta?

Mexer com sentimentos é mais complicado do que cálculo de uma faculdade de física, as pessoas são mutáveis demais para se poder definir reações.

Se a resposta para Eu realmente o amo? for sim, vá em frente e o tenha de volta. Se for não, responda o “sinto sua falta” com um bom “que pena que não posso dizer o mesmo”. Porque algo melhor do que esquecer e arrumar outro, é conseguir sair de uma relação sem ter quebrado o salto antes da porta de saída.

Um dia descobrimos que apaixonar-se é inevitável.Mário Quintana

Amanda Braz

Os hábitos humanos: Pré-conceito

Universo Feminino

Muito me choca a naturalidade com que as pessoas julgam as outras e as denominam através de grupos. Se escutar NX Zero é emo, e se amar Cássia Eller então é sapatão (com o perdão da palavra). A facilidade deles de união é tamanha que conseguiu me fazer escrever.

Logicamente que através de uma roupa ou uma forma de falar, muito é dito da pessoa. A aparência é o cartão de visitas de qualquer um, e vale frisar que a primeira impressão é a que fica. Se eu te conheço em uma boate muito bêbada e se declarando para a sua melhor amiga, não tente me dizer que ama o seu marido e que não bebe na próxima vez que nos encontrarmos.

Desde que o mundo é mundo que as pessoas usam vestimentas e cabelos diferentes para expressar opiniões e ideias, roqueiros de preto e pacifistas de branco, por exemplo.

Além de roupa, ações e reações também são válidas para se denominar as pessoas, aqueles brigões que quando alguém olha já quer partir para a briga ou aquelas meninas de short curto e salto alto indo para um baile funk.

É perceptível a facilidade de avaliar pessoas, de colocá-las em classes como se fossem palavras em uma organização gramatical. Selecionar as pessoas e encaixá-las num perfil determinado a partir de uma ação, de uma forma, de uma ideia. Errado? Jamais, só que não o suficiente.

Nunca vi pessoas serem formadas a partir de apenas uma coisa, pessoas são maiores que qualquer dominação, além de totalmente mutáveis.

Pesquisando hoje descobri que existem testes como “Você é Gay?” que se seguem por questionamentos como “odiar futebol e amar Britney”. O engraçado disso é que se tornou um marco certas situações. Mas deixo claro que nem todo homem heterossexual gosta de futebol e nem todo homem homossexual idolatra a Britney.

Todo corno é enganado, toda loira é burra, toda mulher gostosa não usa o cérebro, todo jogador de futebol fala errado, todo nerd usa aparelho e óculos e todo flamenguista nasceu na favela. Conceitos? Não. Pré-conceitos!

Quem foi que disse que ter preconceito é só ser contra negros ou brancos? Preconceito é ser contra algo que você não conhece, é julgar sem conhecer, sem dominar.

Há certo tempo deixou de ser preconceito e se tornou cultura popular esses tipos de pensamento. Obviamente, existem situações que fazem você levar a crer em um senso comum como esse, mas para que generalizar?

Lidar com pessoas não tem fórmula. Uni-las pode ser mais difícil do que você imagina. Por quê? Nós somos todos diferentes demais para sermos igualmente classificados. Antes de classificar, verifique a individualidade de cada um.

Reveja os seus conceitos,
Amanda Braz

O que te assombra?

Universo Feminino

Em momentos da minha vida me pego com medo do futuro. Em outros tantos, com medo dos erros que cometi e não pude consertar. Medo é um sentimento complicado de levar, que te assombra nos momentos ociosos.

O medo do desconhecido é antigo, e até mesmo antiquado. Por que temer o que você não conhece? Mal sabem eles que é exatamente este o problema. Perder o controle e não saber o que esperar daqui a cinco minutos não agrada todos os tipos de personalidade.

As pessoas vivem lutando por liberdade, elas querem ser livres de qualquer maneira, custe o que custar. Mas ninguém parou para pensar que o preço da liberdade é incrivelmente aleatório. Conquistar a tua própria liberdade inclui não ligar para o daqui a pouco, não ter medo de se jogar em um abismo sem pensar se vai cair e se quebrar ou se vai aprender a voar no caminho para o chão.

Criamos no dia-a-dia a nossa liberdade inventada. Aquela no qual achamos que dominamos nossas vontades, nossas teses e ideias. Porém a prova do contrário é esperar coisas óbvias e pré-impostas pela sociedade, como cursar uma faculdade ou ter filhos. A prova maior é ter medo de não alcançar esses objetivos, e ser um nada perante um grupo que definiu o que você tem que ser e fazer.

A primeira coisa que deve te passar pela cabeça, é: “O que eu quero ser ou fazer?” A segunda coisa é: “Por que eu quero ser e fazer isso?” e a terceira é: “Como eu vou alcançar tal objetivo?”. Criar receios com as várias coisas que não conhecemos é comum, mas enfrentar nossos próprios medos faz parte de uma coisa chamada amadurecer.

Quando pequenos, a mãe decide a roupa e o que comeremos no almoço. Já maiores, ser adolescente inclui pequenas escolhas, mas ainda precisamos do dinheiro do cinema. Como adultos, porém, tudo se torna decisivo. Ninguém em momento algum te preparou, mas ao mesmo tempo todos te largaram em um mundo novo onde se você quer ter algo, terá de conseguir sozinho.

O que mais assombra é não saber se tomamos a decisão certa, na hora certa e da forma certa. Estar certo por si só é realmente exaustivo. Sentir aquele frio na barriga em aceitar ou não um emprego, em escolher uma faculdade federal ou a particular, iniciar um namoro ou deixar para uma próxima oportunidade. Tudo é uma questão de escolhas, e deve-se respeitar as particularidades de cada um.

As suas decisões, apenas você mesmo pode tomar. Enfrentar os seus medos e incertezas é apenas a primeira das muitas dificuldades, em um caminho que só tende a ser mais íngreme a cada passo.

Pergunto-lhe o que mais o assombra, além do futuro? Nada pode ser mais amedrontador que o desconhecido. Façamos então um acordo, vamos apenas por um dia dar asas as liberdades e nos deixarmos tentar. Tentar em prol de um algo desconhecido, porém melhor. Tentar não apenas por tentar, mas para crescer e chegar a algum lugar.

Tentemos, e vamos ver onde vai dar!
Amanda Braz

Muito mais que dietas e moda

Universo Feminino

Hoje, por falta de uma opção melhor, me peguei lendo uma revista feminina. Nunca pensei que este assunto acabaria virando uma matéria, mas ao ver aquela quantidade de páginas “zero conteúdo” me revoltei.

Realmente é engraçado o quanto os colunistas das revistas pensam que mulher só se interessa por dieta e as 10 melhores formas de manter o seu cabelo bonito depois da chapinha. Em praticamente 50 páginas, tudo se resumia a aparência. Por mais incrível que pareça, isso não é critério de uma revista, mas sim da maioria daquelas que são voltadas ao público feminino.

Revistas

Não critico em momento algum a moda ou qualquer coisa do gênero e acho realmente interessante dicas sobre como se manter num peso legal e ideias sobre como ter mais brilho no cabelo. Mas em que momento, alguém me diga por favor, o universo feminino começou a se resumir a apenas nisso?

Todas as semanas eu e uma amiga compramos revistas desse tipo para nos divertir lendo as matérias. Cada semana vejo uma dieta com nome diferente (e com a mesma ineficiência) sendo apresentada e uma nova forma de manter o seu cabelo ou a sua maquiagem melhores durante o dia.

É definitivamente estranho pensar que essas pessoas não viram que mulheres também têm outros interesses além de estética. Logicamente as revistas são feitas de acordo com o público. Onde quadrinhos são para as crianças, revistas de esporte para os homens e revistas de fofoca para as mulheres. Mas queria saber, realmente, de onde tiraram a ideia que esses são os únicos assuntos do qual as mulheres se interessam?

Eu adoro política, por exemplo. Mas nunca comprei uma revista feminina que ao menos citasse algo que lembrasse o assunto. Não sou contra, em momento algum, que assuntos como este sejam parte de matérias, mas por que não expandir? Por que não apresentar outras colunas com interessantes assuntos que podem vir a interessar o público feminino?

Quando criamos a coluna do universo feminino, e comecei a escrever sobre assuntos diversos, meu próprio editor se pegou surpreso, e me disse que eu devia pegar mais leve. Infelizmente, quem criou essa aparência de “mulheres só querem falar de esfoliante” fomos nós mesmas quando perdemos tempo e dinheiro enriquecendo revistas que só falam futilidades e não nos acrescentam em nada.

Realmente, ler coisas e ligar para futilidade é ótimo, mas quando vira um hábito e você deixa seus ideais para trás, acaba se tornando um traço de sua personalidade. Isso só vem a nos provar o quanto o mundo ainda é machista, enquanto o homem prefere política, a mulher se preocupa com a sobremesa e formas de disciplinar o cabelo.

A culpa disso é nossa, sem dúvida. E é nesses momentos onde devemos mostrar que por trás da preocupação com a nossa aparência, existe um ser pensante, um cérebro. Cabe a nós mudar essas visão, ou deixar para lá e continuar lendo sobre a dieta da lua todas as semanas…

Abraços,
Amanda Braz