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À Procura do Homem Ideal

Universo Feminino

Um dia desses me perguntaram o que eu busco em um homem. Fiquei um tanto sem o que dizer, afinal, é uma pergunta complicada de ser respondida. Não que eu não saiba a resposta, porque sei! Mas explicar a ideia geral para um homem seria realmente complicado.

O que eu mais escuto por aí é que as mulheres nunca sabem o que querem. Se o cara é carinhoso, elas não dão valor e se o cara é desligado do mundo, elas dizem que ele não presta e não a ama de verdade. Nos julgam como algo realmente difícil e indecifrável.

Mas a questão é: somos difíceis ou eles que não se esforçam o suficiente? Oh, homens têm aquela mania hilária de criar prognósticos prontos sobre as mulheres, tais como: “é dos carecas que elas gostam mais” ou “ela só vai te amar se você a fizer sofrer”. Clichês para lá de batidos, que regulam idade com a minha bisavó, ainda são ouvidos por parte dos marmanjos de plantão.

Queria que pelo menos um dia eles entendessem o que realmente nos faz suspirar na vida real, tanto quanto nos fez suspirar ao ler aquele romance ou ver uma cena de novela um pouco mais melosa.

Seja loiro, moreno, alto, baixo, magrelo ou fortão. As mulheres sem dúvida têm preferências. Porém essas preferências não são iguais para todas. A questão da estética vai muito da pessoa. Umas preferem os mais bonitos, já outras preferem os mais inteligentes.

Não adianta ficar forte e não saber o que dizer quando ela precisar de um conselho. E não adianta ser super inteligente, mas não conseguir abrir um vidro de palmito. Esse tipo de armadilha do destino que os faz pensar que as mulheres têm uma ideia de homem perfeito, o que não é real.

O homem perfeito simplesmente não existe. Aquele que nós lemos, que dão o nome da amada a uma estrela no céu, não passa da ficção. Homens não são perfeitos, nem mulheres. Somos seres normais e conviver com os defeitos faz parte do relacionamento. Porém, a perfeição está nos olhos de quem vê e é aí que a personalidade e o caráter do homem são testados pela mulher.

Não estamos atrás de modelos, queremos formadores de opinião, homens que sabem o que dizer e como dizer. Homens que brigam em um tom de voz baixo e não dão vexame depois de umas três latas de cerveja.

Além do mais, dizer que nós procuramos a metade da laranja é uma besteira. Eu particularmente, nunca vi meia-laranja andando por aí. Dois nunca vão ser um só. Cada um é cada um, seja você ou ele. Relacionamentos não foram feitos para completar, mas para multiplicar e adicionar.

Por fim, não procuramos quem nos complete, pois em nossa maioria somos seres completos. Procuramos pessoas que nos adicionem que nos modifique e que nos prove que existe amor além da ficção das novelas e dos filmes.

Não tente procurar o que não existe.
Amanda Braz

A Valorização da Mulher

Universo Feminino

O número de mulheres presentes no mercado de trabalho vem crescendo demasiadamente. Cada novo dia vemos mais e mais mulheres dominando o mundo dos negócios. Mas é exatamente aí que surge o problema. Alguém já reparou que a maioria dessas mulheres não é de usar muitos apetrechos femininos? Não falam meigo, na maioria não planejam filhos e seu grande sonho nunca foi casamento.

É aí que está o propósito da minha matéria hoje, as mulheres que deixaram a essência do que é ser mulher para trás, para poder competir no mercado de trabalho. Essa grande selva que é o mundo hoje faz com que as pessoas tornem-se cada vez mais competitivas, e isso inclui o lado feminino. A mulher hoje em dia luta por valores iguais, mas ao mesmo tempo deixa os seus próprios valores.

 

Onde foi deixada a mulher que trabalha e faz o dever de casa com os filhos quando chega? Onde fica a personalidade daquelas que se transformam completamente no trabalho? Quando não deixam o lado feminino, e trabalham no meio de diversos homens, acabam por ganhar funções ou nomeações inadequadas, como aquela que faz o café, aquela que tem mais jeito para fazer o arroz na hora que organizam um churrasco…

As mulheres dia após dia ganham espaço, mas para isso se tornaram mais masculinas, mais brutas e agressivas. Será mesmo que uma mulher, não tem nada a adicionar em uma empresa a não ser que mude e se torne cada vez mais um homem?

Não digo para vocês que todas as mulheres são meigas e fofinhas, ou que brincaram de boneca quando eram criança, pois isso varia de personalidade. Porém, a questão toda é: Por que lutamos tanto por direitos iguais como mulheres, mas ainda somos nós que mudamos para nos adequar?

Lutar por décadas em prol de um ideal, no qual mulheres são como homens no trabalho, têm o mesmo valor e tudo o mais, e depois se tornar tão “homem” quanto qualquer outro no trabalho, é jogar toda uma luta fora!

Organicamente podemos dizer que eles têm mais força física, resistência para certas situações e tudo o mais, assim como uma mulher pode ter filhos e o homem não possuir essa estrutura corporal. Portanto, são hipoteticamente diferentes. Mas em uma empresa, no qual os dois têm a mesma qualificação, o sexo não interfere no seu desempenho. Então pra que tentar ser como outro qualquer?

Devemos valorizar o que temos, e isso inclui o nosso sexo. Ser mulher pode ser doloroso às vezes, e ainda somos vítimas de uma sociedade machista, mas parte de nós a mudança. De que adianta reclamar que não temos vez se não lutarmos por ela? E quando temos essa chance, lidamos de uma forma no qual esqueçam que somos mulheres, e nos igualem. Me digam, adianta de alguma coisa?

Valorizar o que temos é sempre a melhor pedida. Dê sempre o seu melhor, mas não tente ser igual ao restante, de cópias o mundo já está cheio, o que nos falta é originalidade.

Reflitam e até a próxima
Amanda Braz

Namorado Futebol Clube

Universo Feminino

Carolina sempre gostou do Flamengo, mesmo não assistindo aos jogos ou acompanhando pelo site oficial. Isso até começar a namorar Rodrigo, aquele tricolor roxo que escuta o jogo pelo rádio se for necessário. Ele queria ir aos jogos, ela preferia tomar sorvete. Ele falava sobre o Thiago Neves e ela preferia discutir até a bolsa de valores do que falar de futebol.

Por fim, ela se rende aos encantos e agora por aderir ao time, tem vontade até de comprar uma camisa oficial. Acompanha o placar dos últimos jogos e discute com ele sobre as melhores jogadas e o desempenho dos atletas. Vontade própria ou falta de opção?

Quando o casal tem diferenças, tudo se torna uma dificuldade. Seja por um preferir azul e o outro adorar vermelho, decisões a dois se tornam complicadas e dignas de brigas. Assim acontece com o time de futebol. Conheço milhões de casais dos quais as meninas acabam trocando de time ou até acompanhando o time do namorado.

Muitas vezes nos pegamos gostando de coisas que pessoas próximas de nós, gostam. Antes você odiava rock, começou a ter contato com o estilo e acabou ouvindo ou ao menos aturando por conta de amigos que curtem esse gênero musical. Isso também ocorre com outros temas, assim como o futebol.

Conviver com alguma pessoa que curte muito algo, acaba fazendo você obter informações sobre aquilo, o que pode te fazer odiar ou amar tal coisa. Por exemplo, você sempre odiou Bob Dylan, mas o seu namorado amava. Ele já te contou tudo sobre, mas você continua a odiar. A ideia simples disso, é que tem coisas que você nunca vai gostar, por mais que entenda sobre elas.

Já o time, seu amor o adora até a morte, mas você nunca foi lá muito fã do esporte, então não fica “por dentro” das novidades, e a tua indiferença em relação a isso é derivada dessa falta de contato com o futebol.

Quando falamos de meninos, os próprios pais já definem o clube quando sabem o sexo do bebê. A criança nem sabe ao certo que tem dois pés e já está usando uma camiseta de algum time no berçário.

Meninas, pelo contrário, tem o direito de escolher. Em sua maioria não ligam muito para o futebol, então escolhem o que tem jogadores mais legais, ou com as coxas mais salientes e outros pequenos detalhes que não fazem o menor sentido para eles.

Quando então, temos a oportunidade de conhecer os times a fundo, saber mais sobre as torcidas, ver jogos, acompanhar o placar nos jogos, aquilo pode se tornar realmente interessante. A não ser, é claro, que você realmente odeie futebol tanto quanto Bob Dylan.

Se depois de começar a namorar, você mudar de time repentinamente, não se importe. Vai ver você nunca gostou de verdade daquele outro que torcia e descobriu um novo amor, o esporte. Se for só para agradar o namorado, vale repensar a ideia, porque ele pode não ser o seu último amor e ficar trocando de time toda vez que mudar de namorado acaba se tornando uma forma de mostrar falta de personalidade.

Caso você seja fascinada pelo seu time, continue nele, só não vale discutir por conta disso ou acabar o relacionamento se for algum rival. A harmonia é o primeiro passo para um bom relacionamento, sempre. Independente do time, da ideia ou do motivo da escolha, o que vale é torcer.

Boa sorte aos finalistas!
Amanda Braz

O famoso clichê!

Universo Feminino

É engraçado o quando todos nós fugimos dos clichês ao escrever ou falar. Tentamos, tentamos, e sempre caímos em uma frase feita ou clichê gritante. Isso acontece nas músicas e nos seus clichês sobre amor. Nas poesias e nos seus desfechos de rimas prontas e também nas campanhas publicitárias de cerveja que smepre mostram lindas mulheres, e no… eu poderia passar o dia inteiro citando situações onde os clichês aparecem!

Eles são uma espécie de praga que se manifesta com uma rapidez imensa em um discurso político ou na briga entre um pai e um filho. Ao ler minhas próprias matérias sempre me pego caindo nos clichês, seja dizendo que o tempo é o melhor remédio (sim, é um clichê) ou dizendo que paciência é uma virtude (não foge a regra…).

Como eu percebi isso tudo?! Boa pergunta… Só para variar eu estava ouvindo música de madrugada (é, eu praticamente sou notívaga) e me peguei falando: Apenas mais uma frase de efeito! E percebi que uso muitas delas para finalizar matérias, ou para aconselhar pessoas.

Tentar fugir realmente não é a melhor forma. Quanto mais fugimos de algo, mais perdemos o fôlego e por fim nos rendemos, correto? Então, como gosto muito do meu fôlego e quero mantê-lo intacto, já me rendi. Um viva aos clichês e as frases de efeito, que são úteis, pragmáticas e casuais.

Clichê; gera dois significados que são:

Um clichê (do francês cliché), chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação má em vez de dar o efeito esperado.

e …

Pode significar uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível e repetitiva dentro daquele contexto.

Às vezes cometemos clichês e nem ao menos percebemos, por isso, estamos aqui para manter os seus olhos bem abertos, perceba que:

Ao concluir uma ideia em um texto, usar “Por fim ou concluímos que” (Essa foi para mim mesma, diretamente);

Ao terminar um relacionamento, dizer assim: “não é você, sou eu!” (Pode até ser verdade, mas vai soar como uma desculpa esfarrapada);

Ao ser pego no flagra com a amante, exclamar da seguinte maneira: “não é o que você está pensando… Eu posso explicar!” (Acontece mais em novela… mas fica a dica);

Assim como os mocinhos ganharem no final do filme, e os vilões sempre saírem perdendo, ou alguém ser sempre totalmente perverso e outro simplesmente ser a nova Madre Teresa de Calcutá.

Só hoje, sem frases de efeito ou qualquer “até a próxima”, nem mesmo “fim”

Obs.: Me sinto sem uma forma de me despedir, por isso uma observação no final da matéria.

Amanda Braz

O emprego dos sonhos

Universo Feminino

Às vezes do nada, em plena madrugada, me vem uma vontade enorme de escrever, e eu me deparo com um computador ligado e fico alguns minutos apenas digitando palavras que para mim fazem total sentido.

Enfim, tinha acabado de desligar o monitor e deixado umas músicas aqui para download, e me deitei para ler um pouco (um bom hábito por sinal, sigam o exemplo). Por um acaso, peguei uma revista que comprei esses dias, mais cedo, e fiquei lendo a coluna do Koala (compositor, guitarrista e vocalista da banda Hateen, uma das minhas bandas favoritas), e ele nessa coluna falava sobre uma outra matéria que tinha visto na internet.

Isso até parece um castelo de cartas, ele montou a matéria dele em cima de outra matéria, e eu estou montando a minha em cima da dele, mas enfim, isso não vem ao caso. O que quero mesmo dizer é que ele falava sobre o melhor emprego do mundo.

De acordo com a menina de um blog, um homem ganhava uma grana alta para ficar em uma ilha, mergulhar e tudo o mais, e seu único dever era tirar fotos e mostrar o quão rico era o tal lugar. Ele diz que não concorda com o título “o melhor emprego do mundo“, pois na verdade nada se compara a estar em um palco, estar com pessoas, fazer o seu próprio som e ainda receber por isso.

Pois bem, levando em conta que cada um deve ficar no seu quadrado, no meu ponto de vista escrever consegue ser melhor ainda. Eu escrevo para vocês, vocês leem, me criticam ou me aprovam e a vida continua. Levam um pouco de mim para a rotina de cada um, e isso me deixa pra lá de satisfeita.

Para cada um, existe um “emprego melhor do mundo”. Para o vocalista nada é melhor que cantar para uma multidão, para o jornalista nada se compara a ser bem visto perante as pessoas e ter suas matérias conceituadas entre os leitores, e por aí vai…

Assim como a maior parte das coisas na vida, tudo é bom de acordo com a perspectiva de cada um. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar numa ilha deserta nem por “reza braba”. É natureza demais, areia demais, falta de computador demais… Enfim, seria um sacrifício e não uma diversão.

Trabalhar em algo que gostamos é fundamental para que o façamos bem. Dar o melhor de si só é possível se temos um objetivo. Seja ganhar bem, ou melhorar de posição na empresa. A ideia do que é melhor ou pior depende do ponto-de-vista de cada um, da sua forma de ver as coisas e tudo o mais.

Eu hoje ficaria satisfeita em ser editora de um jornal conceituado (sonhar não faz mal!). Mas para o meu ídolo, acima citado, a única coisa que realmente faz bem é estar no palco, cantando e se expressando da sua melhor forma.

Músicas, palavras, poesias, natureza, beleza… O que é melhor? O que é realmente diversão? Não existe, por mais que tentemos uma comparação. São diferentes em gênero, número e grau. Porém, por mais incrível que pareça, completam-se entre si.

Eu já descobri o meu emprego perfeito, e você? Já descobriu o seu?!
Amanda Braz

Razão Rosa: João Cabral & o Feminino

Literatura

Ela tem tal composição
e bem entramada sintaxe
que só se pode apreendê-la
em conjunto: nunca em detalhe.

Não se vê nenhum termo, nela,
em que atenção mais se retarde,
e que, por mais significante,
possua, exclusivo, sua chave.
(…)

(Escritos com o CorpoJoão Cabral)

Abrindo 2009 com chave de ouro as atividades literárias do Projeto Palavra Expressa, na última quarta-feira, às 18h, aconteceu na Biblioteca Municipal Dr. Télio Barreto a extraordinária oficina literária Razão rosa: João Cabral & o feminino.

Ministrada pelo grande mestre Gerson Dudus e com duração aproximada de quatro horas (que por mim, estendiam-se por mais poemas e poemas afora…), quem compareceu ao banquete literário em nada teve do que reclamar. Muito pelo contrário; fica o gosto de quero mais.

O ofício da noite foi passear com olhar crítico pelas obras de João Cabral, buscando sempre a forma como olhava o feminino e a linguagem-mulher. Oficina é ofício, assim como poiesis, que significa feitura, criação. O ofício de desmistificar o olhar, de reencontrar o olhar de João Cabral em suas esculturas de linguagem.

A mulher, como escrevi em outras reflexões neste espaço, vive na poesia suas mais diversas formas de representação. Ora como uma santa beatificada de formosura, ora como um instrumento insensato de pecado, ora como retrato humano de sonho e sofrimento… E em João Cabral, como a encontraremos retratada?

João Cabral de Melo Neto (1920-1999) é poeta de alta estirpe, um refinador nato de palavras. Sua poesia, preenchida por uma tácita racionalidade, não deixa, em tempo algum de sensibilizar as idéias. É o poeta das sensações concretas, da poesia substantivada ao invés das adjetivações, preferindo o sensorial ao abstrato.

É nesta capacidade de entendimento da palavra, que veremos uma peculiar forma de entrever a mulher. Apesar de contido, racional ou sem extravasa-mento, acaba vazando de João Cabral um delicado traçado que contorna firmemente o perfil feminino. E assim vemos, como nos poemas Rio e/ou Poço, Mulher Vestida de Gaiola e Uma Ouriça, escritos profundos e sensibilizados sobre as múltiplas faces femininas.

Em se falando de mulher, acostumados que somos com um outro grande mestre, o Vinícius de Moraes, fazer poesia de mulher é também falar de sua beleza, uma beleza lânguida, extremamente acercada de desejo. E neste quesito, João Cabral se mostra inquietante, traduzindo o desejo e o sensorial com classe nunca dantes vista. Permeia o degustativo e a natureza, em Jogos Frutais; delineia o delicado e o fluídico em Imitação da Água; constrói a frase mais bela e feminina com Mondrian’s e sintaxes em Escritos com o Corpo; sem deixar, em tempo algum ser lírico demais, sentimental, ou adocicado.

Nele, a palavra impossível de poema, a palavra já gasta e invariável pode ser reinventada, como em A Palavra Seda, porque foge do lugar-comum. O feito de arrancar da linguagem tudo aquilo que viciou o poeta e a poesia é trabalho grande que ele faz com primor. Repensar a forma.

E para João Cabral, é tudo verdadeiramente poiesis… O feminino singular.

Sobre o Projeto Palavra Expressa: O projeto é na verdade um fomento à atividade literária no município, trazendo diversos eventos e comemorações ligados às letras. Chefiados pelas poetisas Carla Pereira e Rosane Machado, e com apoio e participação de vários outros escritores e poetas ligados à cidade, nos brinda sempre com benditas surpresas. Sejam palestras com autores, lançamentos de novas obras, manifestos literários, saraus de poesia e/ou oficinas interessantíssimas. Como esta.

Plá da Semana

Sarau de Poesia - Palavra Expressa

Ainda pelo Projeto Palavra Expressa, acontece neste sábado, dia 21/03, um evento pelo Dia Mundial da Poesia, promulgado pela Unesco. Além do Varal Poético, com poetas macaenses, haverá uma Procissão Poética comemorando, com o Congresso Mundial Indígena no Brasil, a cura da Mãe Terra, pela vida e pela paz. A concentração do evento está marcada para sair às 10h, da Praia dos Cavaleiros, em frente ao Comfort Suites. Participe!

Até a próxima!
Carla Guedes

Casamento: Sinônimo de felicidade?

Universo Feminino

É realmente engraçada a forma que as pessoas veem o casamento. Não sei quem foi que inventou que casamento trazia felicidade de brinde, mas queria descobrir o inventor de tal disparate.

Casamento e Felicidade

Assim como mil outras coisas, como o sucesso profissional e boas relações familiares, uma relação afetiva também não é garantia de felicidade eterna.

No teatro, estará em cartaz nesta semana uma peça encenada por Zezé Polessa, chamada: “Não sou feliz, mas tenho marido!“. No qual me espelhei para começar a escrever esta matéria. A peça mostra as variadas faces de um casamento, desde a falta de diálogo até as faturas altas do cartão de crédito.

Eu, como solteira, me pego às vezes pensando como seria dormir e acordar com a mesma pessoa, e o quanto seria complicado ter que dividir o espaço, os momentos, as tristezas e os problemas com uma pessoa que tem uma personalidade e uma forma de ver as coisas que se diferencia das minhas.

Obviamente casar é um sonho para a maioria das mulheres. Não diria para a maioria da população, pois embora eu queira fugir dos clichês, casar não é o sonho da maior parte dos homens que eu conheço, nem nunca foi, e que fique claro!

O casamento é realmente uma viagem ao desconhecido, da qual você tem uma chance enorme de ser feliz para sempre, ou de simplesmente ter que se contentar com um “não deu certo”. É como um jogo, onde você aposta tudo e torce para ganhar no final.

Assim como qualquer outro relacionamento, estar casado não lhe garante felicidade, mas assim como qualquer coisa na vida, embora existam momentos difíceis também tem aqueles onde vale à pena cada investimento feito. Seja um café da manhã a dois, ou um filho chegando.

Manual do Bom Relacionamento
(aquele que te leva ao altar)

1° passo:
Amor próprio. Se você não se amar, fica complicado de convencer alguém de fazer o mesmo.

2° passo:
Não correr atrás, mas também não ficar esperando sentada. A felicidade não bate a porta se você se comportar bem durante o ano. O amor está sempre disponível para quem está disponível para amar.

3° passo:
Encontrou a pessoa? Faça ser real, intenso, seja você mesma, não extrapole no ciúme. Ame sem medo do amanhã. Tente por tentar, sem querer nada em troca. Diga “te amo” sem implorar por um “também”.

4° passo:
Ele te pediu em casamento? Mas já?! Aceita, boba! E seja muito feliz! Mas espera… Você tem tudo o que acha necessário? Então não deixa a chance fugir pela janela, faça valer!

Quando você aceita se casar, está abrindo a porta para formar uma nova família, aquela que você irá chamar de sua. Com o tempo a casa deixa de ser um imóvel e se torna seu lar, aquele lugar que você reza tanto para o dia passar e poder estar de volta. Estar com quem ama, no lugar que construíram juntos.

Se vocês chegaram ao ponto de casar, algo realmente bonito e gratificante há. Então apenas aproveite e seja feliz de coração aberto. E se acabar? Volte para a primeira etapa do bom relacionamento, e basicamente: comece de novo e tente tudo outra vez!

Não dá para simplesmente esperar que tudo seja perfeito, afinal de contas, não vivemos em um conto de fadas, e esperar perfeição das outras pessoas é um erro gravíssimo. A única forma de conseguir ser feliz com outra pessoa é se deixar levar, tentar a sorte, entregar-se.

Boa sorte aos futuros casais e aguardo convites para os que leram e decidiram ir até o cartório mais próximo. ; )

Concorra a um ingresso para a peça aqui!
Amanda Braz

O Tempo do Amor

Universo Feminino

Apesar do que sempre dizem na televisão, ela ainda é um dos maiores, senão o maior, meio de comunicação. Esses dias enquanto assistia ao Fantástico acompanhei uma matéria que tudo tinha a ver com as maneiras de escrever e com os assuntos que costumo tratar aqui no site.

Na matéria era falado sobre como existem pessoas que se apaixonam para vida inteira, enquanto outras vivem em busca de um grande amor, pois seus relacionamentos não duram mais do que algumas semanas.

Tempo do Amor

Foi dito que componentes genéticos têm uma influência direta nessa espécie de comportamento, e por acaso eu havia pensando em escrever exatamente sobre como as pessoas são diferentes, na questão do comportamento e postura, em relação aos seus relacionamentos afetivos.

De uma forma geral, vou me tornar um exemplo vivo desta matéria, pois assim como a maioria tenho um problema enorme com relacionamentos. Eles apenas não duram o suficiente, às vezes por minha culpa, outras tantas por motivos alheios. Por fim, eles sempre acabam antes do esperado, e minha vontade de ter um “para sempre” acaba sendo deixada para um futuro distante.

Me sentia sozinha e perdida no mundo achando que era a única sofredora, e achando que tudo andava contra mim, além de pensar que todos os casais eram felizes para sempre. Grande e tolo engano, este meu. Assim como quem vos fala, milhares de pessoas vão às baladas no sábado à noite, e para os shoppings no domingo, em busca de um bom príncipe encantado.

Gosto de falar sobre relacionamentos, pois toda e qualquer pessoa depende de um para sobreviver. Seja ele um relacionamento entre pai e filha ou entre homem e mulher. As pessoas só crescem e amadurecem com o contato com outras pessoas. Quando nos deparamos com crises e diferenças, crescemos com elas. Talvez seja por isso tudo que todos buscamos um amor para a vida toda. Ter com quem crescer lado a lado, dia a dia, deve ser um plano e tanto para o futuro.

O número de casais formados cresce diariamente, mas o número de casais que se separam segue na mesma quantidade. Seja o motivo ciúmes, brigas bobas, a distância, um mal-entendido ou qualquer outra coisa do gênero, todos os valores e sentimentos que sentíamos há 1 mês são deixados para trás e os problemas prevalecem.

Para se arriscar em um relacionamento é preciso aprender a ceder. Ceder no ciúme, deixar os amigos em dia de futebol para levar a namorada no cinema, largar o cabeleireiro e a manicure para fazer companhia ao namorado em um almoço de família, deixar de lado o orgulho e pedir desculpas…

Só que nem todos nós estamos dispostos a fazer estas coisas, e por isso ficamos aqui à procura do nosso par-perfeito. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista) a vida não é uma massa de bolo, e não vem com receita atrás indicando passo-a-passo.

Arriscar-se é a única forma de vencer, se entregar de corpo e alma para um relacionamento ou para um emprego novo. E esperar também, logicamente, pois sempre vai existir em algum lugar do mundo alguém para entender os seus dias de mau humor ou dor de cabeça.

Aquele que tiver paciência terá o que deseja. – Benjamim Franklin

Pense nisso,
Amanda Braz

TV Fofoca: Minha Novela

Universo Feminino

Maria e João sempre tiveram problemas em casa. Brigas, copos voando e crianças chorando. Lucinda sempre ouvia os barracos que aconteciam na casa de Maria e saía por aí comentando o que rolava entre aquelas quatro paredes.

Minha vida é uma novela!

Certo dia, Lucinda aparece de olho roxo e diz para todos que tomou um tombo no dia anterior, mas na verdade o que aconteceu, foi que Maria descobriu das fofocas que Lucinda vinha fazendo e deu-lhe um bom “corretivo” para parar de tomar conta da vida alheia.

Assim como Maria, queria eu sair quebrando a cara de todos que falam da vida dos outros por aí, mas a minha moral e os bons costumes que a sociedade me impôs durante minha criação, não me permite tal ato de justiça. E assim como Lucinda, o que não falta é fofoqueira neste mundo…

Fofoca: aquela coisa que você ouve, mas não consegue guardar apesar de ouvir para não espalhar, tem mesmo é que sair contando para todos, e se for uma fofoqueira das boas ainda aumenta o fato;

Fofoqueira: a pessoa que faz e divulga a fofoca. “Aumenta, mas não inventa” como diz o ditado popular.

Esse vocabulário já é bastante conhecido, e a veracidade deles, também. Mas não pense você que a fofoca é uma parceira recente dos papos entre vizinhas, pois ela existe há décadas e sempre foi motivo para separações, brigas… ou seja, perdas de uma forma geral.

Estudiosos se dedicam a descobrir qual a grande causa da fofoca, e o que é tão interessante na vida dos outros que faz com que pessoas que nada tem a ver com os acontecimentos, se intrometam na história ou saiam falando dela aos quatro ventos.

Além das pessoas que saem contando da vida dos outros, ainda tem aquelas que se aproveitam das crises, seja no casamento ou entre pais e filhos, para simplesmente colocarem o dedo na história, dando palpites e soluções para todo e qualquer problema.

Penso particularmente que se você é tão bom ao ponto de dar conselhos sem ser chamado, devia parar de trabalhar e se dedicar a isso. Se conselho fosse bom, não era dado, era vendido, já dizia a minha avó…

As crises nos fazem ficar vulneráveis e é nesse tipo de hora que aparecem os tais “sem vida própria” que te querem dizer como dirigir a sua vida. Na teoria todos dizem que cada um devia tomar conta da sua própria, mas na prática, essa teoria não funciona. Seja em forma de fofoca, de conselho, de palpites…

A maioria das pessoas têm um grande defeito: eles sempre veem solução para os problemas dos outros e fazem aquilo parecer óbvio. Por que cada um não tenta achar solução para seus próprios problemas? Tentar resolver a vida dos outros, não vai fazer da vida de ninguém ser melhor.

Lanço hoje uma campanha: Se a sua vida não é interessante o suficiente, não faça da minha uma TV por assinatura com interatividade, viva e deixe viver!

Ligue-se na sua vida!
Amanda Braz

O que é fascinante

Universo Feminino

Fascínio é algo realmente engraçado. Enquanto eu passeava de carro pelas ruas da cidade onde moro há quatro anos, fiquei pensando no que realmente me fascinava, ao ver luzes e lembrar de um amigo.

Ele sempre me apresentava fotos onde as luzes davam um tom surreal à realidade, e fiquei me questionando como não encontro em nada algo que realmente me faça parar por horas, e ficar apenas observando com aquele ar de descoberta.

Olhar Fascinante

Encontrar algo que mexa de verdade com a nossa cabeça é realmente uma tarefa complicada. Na minha vida, por exemplo, nada é gratificante por muito tempo. Cursos, aulas de dança, academia, ioga, esportes variados… Tudo é puro encanto por um certo tempo e depois simplesmente perde a graça, o interesse.

Na vida, em vários quesitos as coisas se perdem no caminho. Se a vontade de concluir aquilo não for maior do que a perda do encanto que ela tinha antes. Aulas de violão são excelentes e animador no começo, mas com o tempo se torna algo massante e pode até ficar cansativo repetir notas ou compreender acordes.

Luta no começo parece ser algo realmente empolgante, mas com os treinos diários, tudo se torna um tanto cansativo demais. Por fim, você abandona as aulas e conclui que realmente nada é divertido o suficiente.

Assim como cursos, relacionamentos também seguem essa linha de raciocínio. Na primeira semana são chocolates, na segunda um pão-doce fresco, e na terceira já se torna aquele pão dormido, murcho da padaria da esquina; ou qualquer outro alimento que não esteja no mesmo patamar que um chocolate ou um pão-doce fresquinho.

A busca pelo que realmente faça sua vida se tornar algo mais interessante, é intensa e pode levar anos. Descobrir alguma coisa que você realmente gosta de fazer ou que simplesmente se interessa pode acontecer quando tiver 15 anos, ou 50, dependendo de cada um.

Conhecemos coisas novas todos os dias e isso abre novas possibilidades para que nosso interesse seja desperto. No livro que estou lendo atualmente, o protagonista tem um fascínio por pedras e fotografia, coisas estas que fazem parte da vida dele durante todo o desenrolar da história.

O jeito de desenvolver amor por tarefas ou fascínio por coisas banais aos olhos dos outros é apenas permitir-se conhecer. Conhecer um mundo inteiro experimentando um pouco de cada até algo lhe prender tanto a atenção que você vai entender o que significa realmente se fascinar.

Descubra o que te fascina!
Amanda Braz