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Amor x Equilíbrio

Universo Feminino

Ouvi dizer que um lado da balança sempre pesa mais. Queria poder discutir isso cara a cara com o dono original dessa frase. Ouvir da boca do tal dono, um bom motivo para dizer que as pessoas não podem amar em equilíbrio.

Ele faz de tudo por ela, se esforça para vê-la, para terem momentos juntos. Ela trabalha a semana inteira, mas se esforça para estar bem disposta ao final de semana, o único tempo junto para os dois. Isso não é amar igual? Eis a questão.

Amor na Balança

Sabemos do nosso amor, aquilo que sentimos por alguém, e como o coração acelera quando a pessoa se aproxima. Mas coração dos outros é terra que ninguém pisa e fica difícil descobrir o quanto de amor existe ali.

Uma questão que muda todo o panorama e que às vezes nos faz pensar que amamos sozinhos é a questão de demonstrar sentimento. Não é fácil para qualquer pessoa falar coisas bonitas e dizer o que se sente. Nesse aspecto devemos levar o histórico de cada um em consideração, porque quando nos magoamos muito, acabamos por levar esta experiência ruim para nossos relacionamentos futuros.

Quem quebrou a cara no mês passado não vai dar corda para o azar e liberar todas as suas emoções como da última vez. As pessoas levam para novos relacionamentos, um pouco de seu passado e isso, por vezes, nos faz pensar que não somos amados como mereceríamos.

Além disso, existe o fato de que cada um tem a sua forma de demonstrar o sentimento. Uns mais tímidos e outros mais cativantes e românticos, amor que se mede acaba se tornando um amor pobre.

Me recordo agora de uma música do Cidade Negra que diz: “Amor que não se mede, amor que não se pede, que não se repete… amor!” e ela traduziria bem a definição da qual quero chegar.

Amor para ser amor não precisa ser medido, pedido. Simplesmente não existe amor igual, onde você ama uma pessoa e a próxima vai te amar do mesmo jeito. Amor não se repete, não se mede, não se pede, simplesmente existe! Filosófico, não?

Exigir um amor igual ao seu, um carinho igual ao que você dá, é pedir para ser amado de uma forma que a pessoa não pode dar naquele momento. Dizer que sempre um lado ama mais, quer mais, se preocupa mais, é simplesmente se declarar não ser conhecedor do amor.

Saber o que os outros pensam é impossível em qualquer aspecto, seja em relação ao amor, amizade ou outra coisa. Então por que não amar com toda a intensidade que você pode, se esforçar para fazer alguém feliz, sem pensar se aquela pessoa se preocupa tanto com isso quanto você?

Amar é andar às cegas num lugar perigoso, é mergulhar de cabeça sem saber se há pedras no fundo. Então, me digam… Por que não?

Atrever-se a amar alguém com todo o seu coração pode ser uma prova de coragem enorme e com grandes recompensas futuras. Vai ver ele te ama tanto quanto você o ama, e espera tanto quanto você para poder passar horas assistindo um filme ruim na televisão.

Não precisa sonhar com um conto de fadas, apenas dê chances para o mundo provar que nem tudo é tão ruim e triste quanto parece.

Até a próxima,
Amanda Braz

Canções, belas canções…

Universo Feminino

Músicas de amor, palavras bonitas. Regina deu seu primeiro beijo ao som de Jota Quest, e Luciana pensava no seu ex-namorado ouvindo Skank. Ricardo sentia falta do abraço de sua namorada quando tocava D’Black, e Luiza se sentia cada vez mais apaixonada quando escutava “I Miss You” do Blink-182.

Música Romântica 

Quem nunca passou horas ouvindo aquela música que lhe fazia se lembrar de alguém especial? O ser humano é dado a romances, paixões. Um sorriso, um beijo, um momento divertido a dois… Então do nada, enquanto você ouve uma rádio qualquer, uma música que faz parecer que foi feita para vocês dois. E, toda vez que ela toca, você sente que aquele alguém está mais perto.

Assim como nas novelas, escolhemos músicas como tema, trilha sonora para nossas vidas. Vejamos…

Que música te faz lembrar alguém especial?

 ”Pena que acabou – Strike”
Comentário sobre a escolha: a letra diz tudo!  - Mel, 17 anos.

“Bom dia – Los Hermanos
Explicação prática: “Me faz lembrar da menina que eu mais gosto, que antes me considerava apenas uma amiga e hoje já me vê com outros olhos, a única pessoa que me faz feliz de verdade, na real, assim como na música. Além, claro, de tê-la conhecido em Setembro!”- Anônimo, 16 anos.

“Helena – My Chemical Romance”
Nota: “Sem maiores motivações para a escolha da música, a namorada se chama Helena, logo…”Gabriel, 16 anos.

“Maps – Yeah Yeah Yeahs”
Explicação super plausível: “No começo do nosso namoro ele me mandou essa música, e com o tempo fui vendo que tinha tudo a ver com a gente…” - Janelly, 18 anos.

Como vocês perceberam, todo mundo tem uma história para contar e uma música bonita para dizer que foi seu tema um dia na vida.

O mais divertido de ouvir esse tipo de história é perceber o quanto com o tempo essas músicas podem mudar na nossa concepção. Após o término de um relacionamento, a visão que tínhamos sobre determinada música pode mudar. Ouvi casos onde as pessoas tomaram ódio de algumas bandas e/ou cantores por lembrarem aquela pessoa, aquela que esse alguém queria tanto esquecer.

Assim como o cheiro que fica gravado em nossa memória, as canções são artefatos que usamos para memorizar pessoas, jeitos e momentos. A música é uma espécie de coisa que atravessa gerações. Seria fácil falar com a sua avó e ouvi-la dizendo que namorava o seu avô ao som de Roberto Carlos.

Encontrar a letra onde você logo pensa “nossa, isso expressa tudo que eu sinto” é algo realmente intrigante e que também nos faz pensar se todos os casais amam como nós, embora pensemos que amamos muito mais do que os outros.

Encontre a sua trilha,
Amanda Braz

Mulheres e Letras

Literatura

Marília Guignard(..) Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
(Marília de DirceuTomás António Gonzaga)

A figura feminina é uma constante sempre presente na literatura. São escritoras, poetisas, teóricas e temas. Figuras que fizeram história ao longo dos séculos, seja como personagens ou mulheres reais.

Há muito se fala de uma literatura de características marcadamente feminina, ou a Literatura Cor de Rosa. É claro que a mulher possui um ponto de vista próprio na escrita, pois seus dilemas, vivências e experiência são de fato um tanto diferentes, mas seus pontos de vista são sempre muito metamórficos e imprecisos mesmo nos gêneros.

Somos todos atuantes mútuos na sociedade, e em critério de arte e cultura, as sensibilidades artísticas de homens e mulheres se somam na construção do mosaico humano-mundo. Não creio numa composição em separado.

É forte papel influenciador de grandes nomes femininos na feitura da arte, só para citar Cora Coralina, Rachel de Queiroz, Adélia Prado, Clarice Lispector, Cecília Meireles as Lygias – a Fagundes e a Bojunga – no Brasil.

Iracema e Aurélia (Senhora) de José de Alencar. Capitu, Helena e Carolina de Machado de Assis. A Moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo. Clara dos Anjos, de Lima Barreto. A Isaura, de Bernardo Guimarães… E assim seguimos numa lista ad infinitum de mulheres. Mulheres cujas vidas foram inventadas no papel, outras cujas vidas foram mais cruas do que o descrito, e ainda outras, cujas lembranças são quase lendas.

As mulheres são sempre um grande tema, e sempre um grande motivo de contestação. Já passaram pela fase Barroca, onde sua figura era vista como o suplício ou da tentação encarnada. Já passaram pela fase Romântica, onde seus encantos e levezas as faziam verdadeiros anjos encarnados. Também pela fase Realista, onde suas vidas se abeiram do conto de fadas ao avesso que é a realidade.

Proibidas de se manifestarem, valorizadas ou o próprio tema, sua participação é inegável, inclusive na relação com os livros, onde, a maioria dos leitores do Brasil, e do mundo, são mulheres.

Controvérsias cercam as vidas das Musas das grandes obras, e falar em musa é lembrar-se logo de cara dos poemas: as inspiradoras dos grandes poetas. São evidentes em certas obras ou fases; outras, nem tão evidentes assim.

Uma que sempre despertou um certo imaginário popular, e como toda boa musa, ainda hoje é digna de lendas, é a Maria Joaquina Dorotéia de Seixas. Essa sempre foi minha favorita, e todos a conhecemos sob alcunha de Marília de Dirceu.

Há alguns anos atrás, em uma viagem à Ouro Preto – cidade palco do mítico romance entre Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) e Marília (Maria Dorotéia) – lembro-me ter ficado abismada em ver o Arcadismo assim tão perto da vida, como uma moldura bucólica a eternizar os fatos.

Ponte dos SuspirosRetornando recentemente àquela cidade, fiz questão de sentar-me sobre a Ponte dos Suspiros (de Marília) e ficar contemplando a linda manhã tentando relembrar alguns versos dedicados à Marília-musa. O Arcadismo sempre me foi uma escola-literária de grande afeto, além das comprovadas profícuas e belas composições.

Termino aqui deixando um trecho do poema dedicado a Maria Dorotéia, e o convite para que descubras o poder encantador e atuante das mulheres na literatura. Leia o poema Lira III.

Até a próxima!
Carla Guedes

A sutil diferença entre ‘eu gosto dele’ e ‘ele gosta de mim’

Universo Feminino

Pode até parecer incrível, mas a diferença é enorme. Quando nós dizemos: eu gosto dele e apontamos para algum cara distraído logo à frente, estamos afirmando que o nosso coração bate mais forte quando ele aparece, e que é o nome dele que está escrito em vários pontos de nossas agendas.

Quando nós dizemos: ele gosta de mime apontamos para um feio que está olhando para uma planta com cara de curioso, queríamos realmente dizer que é aquela coisa esquisita que está no nosso pé ultimamente.

A diferença entre o 'Eu gosto dele' e 'Ele gosta de mim'

Claro que toda regra tem exceção, mas alguns pontos podem revelar em qual das duas frases a sua situação se encontra…

Eu gosto dele… você que liga, deixa recado no Orkut e mensagem offline.
Ele gosta de mim… se ele quiser que ligue, afinal, ele que quer falar, correto?

Eu gosto dele… você sugere onde ir no final de semana.
Ele gosta de mim… ele sugere, ele busca e leva em casa, ele paga a conta.

Eu gosto dele… você diz: “Eu quero coca!”; e ele diz: “Prefiro soda.”; você complementa: “Claro, eu também!”
Ele gosta de mim… você: “Quero coca!”; Ele pode até odiar coca, mas sem dúvida irá concordar e pedir uma garrafa de 600 ml.

Eu gosto dele… quando é ele no telefone a ligação dura o quanto tempo for preciso e você larga qualquer um chamando no MSN para poder dar atenção total.
Ele gosta de mim… você está ocupada demais para atender, ele que tente mais tarde!

Eu gosto dele… e o quero o tempo todo!
Ele gosta de mim… e não sai do meu pé!

Deixando um texto como esse com alguém que saiba respeitar as ordens de pontuação, ele pode se tornar algo extremamente engraçado. Realista, mas cômico. Quando a realidade é vista em pauta de uma forma engraçada, ela se torna digna da roda de amigos, onde alguns dizem que “nada a ver” e outros dizem “quem nunca passou por isso?”.

Todos em seu íntimo sabem de uma coisa, que quando gostamos de alguém ele vira prioridade e quando alguém se apaixona por nós, ela pode se tornar até mesmo inconveniente.

Mas realmente vale a pena ir atrás se é você que tem que ligar, você que tem que marcar, você que tem que pagar a conta? Antes de qualquer outro amor, devemos nos amar. É o famoso amor próprio que deve prevalecer, queridas leitoras.

Chegar a um ponto onde o “eu gosto dele” e o “ele gosta de mim” se unem é o ideal, pois a partir daí que começa a existir um relacionamento de verdade.

Dizem por aí que a mulher gosta de ser mal-tratada, e só assim é que elas “gamam”. Estamos aqui para mostrar que na verdade nós gostamos de ser amadas e respeitadas, mas com uma pontinha de desleixo para não se tornar algo muito comum ou basicamente, chato!

Até a próxima,
Amanda Braz

A boa filha a casa torna

Universo Feminino

O retorno é sempre mais complicado do que qualquer espécie de começo. Voltar gera uma cobrança maior, um medo. Seja para pedir perdão e fazer as pazes com um amigo ou conseguir um antigo emprego de volta. Retornar ao ponto que largamos tudo e apenas recomeçar.

Retorno

Inicio hoje, junto a vocês, a minha segunda etapa no Makaeh Cult. Quando me despedi, esperava nunca mais voltar a falar assim com cada um de vocês.  Esperava simplesmente me tornar uma lembrança vaga, e que em semanas já existiria outra em meu lugar.

Mas os comentários de vocês em matérias antigas, o pedido de ajuda que alguns clamavam em sua forma de comentar, me fizeram voltar a escrever. Confesso que pensei em abandonar o jornalismo, pensava ser um sonho de adolescência. Porém existem coisas que nos fazem ter vontade, seja um livro novo, um comentário ou um e-mail.

Não posso garantir a vocês perfeição na escrita, me sinto um tanto quanto enferrujada e sem o menor tato para tratar de certos assuntos. Nesse meio tempo tanta coisa aconteceu, e é nesse ano que inicio a minha faculdade. Dar vazão a um sonho antigo, e começar uma etapa sem medos e incertezas.

A falta de criatividade me embriagou nesse momento, e penso em mais o que dizer numa matéria como esta. Já disse que voltei, que senti falta e que farei o que sempre quis profissionalmente. Mas que graça tem uma matéria sem fim?

Isso me lembra aquele tipo de texto onde escrevemos a ideia toda. Ele fica perfeito, mas não sabemos como dar a ele uma conclusão… Então, isso já é assunto para uma próxima matéria!

Sem maiores brincadeiras ou tiradas sem graça, o bom filho a casa torna, e aqui estou eu, contando com a paciência e o apoio de todos vocês, semana após semana, para me aprimorar e seguir em frente de onde parei da última vez.

Com carinho,
Amanda Braz 

Por Uma Última Vez

Universo Feminino

As coisas acabam um dia. Querendo ou não, às vezes devemos dizer adeus a coisas que há muito tempo amávamos.

Na matéria de hoje vim apenas me despedir. O meu mundo anda atarefado e ando sem tempo para me dedicar as coisas, sem tempo pra ficar até mesmo no computador.

O site significou muito para mim, e me acrescentou muito como pessoa. Poder conviver com casos, com pessoas novas, ver opiniões, mostrar meus conceitos e criar novos ideais.

Cada dia valeu à pena, sem dúvida. Mas para continuar em um projeto no qual não posso me dedicar, prefiro não continuar. Sou a favor da doação, ou você se doa por total ou se guarda.

Acabei me doando para outros projetos, coisas pessoais, e me fugiu quando o site precisava de mim. Por agora, resolvi abandonar esse projeto. Não por inteiro, pois pretendo continuar acompanhando seu desenvolvimento, mas não como participante ativa.

Espero que sintam minha falta, e espero também ter feito tanto por vocês quanto todos vocês fizeram por mim.

Com carinho,
Amanda Braz

Títulos?

Universo Feminino

A arte de odiar os tais títulos não é nenhuma novidade. O seu texto está lá, imaculado… Quando você lembra que ainda falta o título! Como colocar em poucas palavras toda a idéia de um texto e, conseguir que ele faça sentido?

É antiga a tal mania de julgar um livro pela capa e um texto pelo bendito título. Se o texto fala sobre frutas e tem como nome “Maçã” pode parecer óbvio, mas desinteressante. Se a vontade de inovar existe e o texto sobre frutas é nomeado por “Águias do Pantanal” acaba-se fugindo da proposta do conteúdo, e fica tudo então meio perdido.

Em meio a minha pequena experiência, tomei ódio pelos títulos. Acabar uma matéria e ter que defini-la em poucas palavras, que digam o assunto, o propósito e que além de tudo faça com que você, caro leitor, se interesse pelo meu assunto, me fazia dar pulos gigantescos.

A minha criatividade se limitava ao óbvio, se vamos falar sobre frutas o nome do texto seria “frutas” e ponto final. Para quê tanto enfeite em algo simples, correto? Erro meu. Aposto que eu perdi muitos leitores sedentos por conhecimentos interessantes simplesmente por ter desistido nas primeiras tentativas de criar um nome para os meus feitos escritos.

Bolei mil idéias dessa vez, fiz e refiz, apaguei, copiei, colei… E o nome do meu atual texto não ultrapassou a linha do “nada original, tente outra vez”. Pior que escrever matérias e depois nomeá-las, é fazer textos para a pior professora de redação de todos os tempos que tira ponto desde a menor vírgula.

Você deixa o título para o final do texto, como é proposto pela maioria dos professores, mas não seria um erro essa tal regra? Ao término do texto seu cérebro já está cansado, como bolar algo que precise de tanta, inspiração? Mas você segue à risca, afinal eles devem saber o que dizem. Termina aquele texto que tem praticamente trinta linhas de acordo com as normas exigidas e vai para a pior parte.

A cabeça ferve! Se fizéssemos parte de um desenho animado sairia fumaça da sua humilde cabeça pensante. Surge então a idéia, o título perfeito! Você o coloca, fugindo dos clichês e entrega a sua professora das trevas, acreditando que está “abafando” com aquele título “tudo de bom”. Semanas depois o resultado chega. Ao final da folha, segue um bilhete:

“Ótimo título, mas o que ‘amor – verbo intransitivo’ tem a ver com os problemas econômicos da África do Sul?”

Nem um pouco desanimador, imagina! Queria poder lançar uma campanha no estilo “Fome Zero”, mas dizendo: “Título Zero” ou simplesmente colocar “título” ou “espaço reservado para o título” ao invés de queimar neurônios tentando desvendar o mistério de tais definições.

Finalizo a matéria de hoje, estreando o site, e deixando com vocês a minha indignação. E assim, como em programas de televisão, abro o espaço para envio de idéias para os meus futuros (e odiados) “nomes da matéria que vem abaixo” ou, se preferir, títulos.

Amanda Braz

Cabelos

Universo Feminino

Curto, longo, loiro, cacheado… Seja ele brilhoso ou opaco, bem cortado ou cheio de pontas duplas. Cabelo, melhor amigo ou pior inimigo?

Difícil realmente é achar uma mulher que diga que o cabelo está sempre ótimo, que não dá o menor trabalho e que ela só lava com sabão de coco. As tais madeixas de todas as mulheres requerem cuidados especiais, muito dinheiro e horas perdidas no salão com aquele cabeleireiro tuuudo de bom!

Dicas e mais dicas povoam as revistas femininas, desde passar açúcar até fazer uma escova que acabou de surgir no mercado. Acontece simplesmente que a satisfação é uma palavra inexistente no vocabulário feminino. Quem nunca se olhou no espelho e disse: Meu cabelo realmente me odeia! E prometeu cortá-lo curto, como já dizia a minha avó, no modelo Joãozinho.

Se ele é liso, porque não fazer uns cachos? Se for cacheado, porque não alisá-lo até ficar escorrido? Se for preto, elas preferem o tom loiro, e se é loiro elas sempre sonharam em se tornarem belas ruivas.

Entender as mulheres é tão difícil que o que nos resta é apenas aceitar. Eu como mulher, já tive o cabelo de todas as formas. Curto, longo, loiro, ruivo, castanho. E o que mais escutei até encontrar algum estilo que eu curtisse, foi que eu ia terminar usando peruca. Parece cômico, mas pode acontecer.

Bem, é muito bom manter o cabelo bonito e tudo mais; só que a saúde dos cabelos também é algo importante. Um cabelo brilhoso, sedoso, cheiroso e todo resto o com finalização no “-oso”, precisa de cuidados de bons profissionais. As dicas de como manter o seu cabelo liso por mais tempo de acordo com a receita caseira da sua vizinha, pode não funcionar e em alguns casos piorar o estado.

Uma maneira fácil de escolher um corte ou uma cor, é a própria aceitação. Quando saímos do salão tudo fica lindo, mas a realidade do corte ou de qual seja o processo feito, aparece dias depois, ou até mesmo após a lavagem. Gostar do seu cabelo é a parte fundamental de mantê-lo bonito.

Se você o acha belo, vai fazer de tudo para mantê-lo assim. É uma espécie de círculo vicioso: se você gosta dele, ele melhora, se você o detesta, ele provavelmente vai te responder à altura.

O melhor amigo da mulher, por fim, não é o cabelo e nem o cabeleireiro que faz de tudo para atingir a perfeição, mas sim o cartão de crédito que banca toda a façanha para, pelo menos, um dia estarmos com a palavra satisfação, no nosso vocabulário.

Cuidem bem de suas madeixas!
Amanda Braz

Shiiiiiu, é segredo!

Universo Feminino

Quem nunca ouviu algo do gênero, que atire a primeira pedra. Quem não tem segredo que atire a segunda, e aposto o quanto quiserem que até agora nem um cascalho foi arremessado.

Todos nós temos segredos, sejam eles pequenos, médios, grandes ou até mesmo vergonhosos. Daquela vez que você roubou um docinho antes da festa ou comeu biscoito na hora do jantar. Ou daquela outra que beijou o namorado da sua amiga por curtição ou bebeu até cair e disse para sua mãe que tinha sido um pedaço de bolo que havia comido.

Mentiras? Não necessariamente. Apenas pequenas ocultações da verdade que se tornaram segredos entre amigas. Segredo realmente tem uma definição errada para todos nós, e já dizia meu pai “Se mais de um sabe, não é segredo”. Mas qual seria a graça de ter um segredo e não contar pra ninguém?

Eles nasceram para serem divididos com as amigas ou contados ao pé do ouvido quando achamos que não tem ninguém por perto. Além do lado bom, existe assim como em qualquer outra coisa, o lado ruim também. Muitas vezes guardamos coisas como segredos que formam a nossa personalidade, e não o mostramos pra ninguém. Como odiar calças baixas ou achar que a forma de alguém nos tratar, não é adequada.

Algo sigiloso assim pode nos deixar em uma tremenda saia justa. Vai que a sua amiga te dá uma calça cara de um modelo que você detesta? Pode acabar a magoando ao não usar ou caso ela descubra que você trocou por um modelo diferente na loja. Imagine então se alguém comenta algo impróprio perto das pessoas erradas e você não demonstra reprovação a esta atitude e, por fim, aquilo sempre se repete?

Segredos são só nossos, mas algumas coisas não foram feitas para serem guardadas a sete chaves. Detalhes sobre a sua personalidade, o que gosta ou detesta, o que sentiu ou deixou de sentir em alguma ocasião, às vezes precisam ser ditos.

Eles existem para guardarmos coisas nossas, como momentos, situações íntimas ou constrangedoras, algo especial que só você ou quem você confia sabe. Não são feitos para ocultar idéias, incômodos ou qualquer coisa do gênero.

Jogue com a realidade e assuma defeitos e qualidades. Mas não antes de separar alguns segredos, claro. Porque todo mundo têm… Ah, mas isso já não é segredo!

Amanda Braz

Apelidos, malditos ou amados, apelidos!

Universo Feminino

Os dois já estão namorando há tanto tempo e, sabe como é, acabam existindo aqueles apelidos. Você o chama de meu bebezinho e ele te chama de minha pequena. Não é tão lindo assim para as outras pessoas, mas para vocês ainda tudo são flores.

Às vezes os apelidos incomodam, mas na maioria das vezes são formas de demonstrar afeto. Com o tempo, os apelidos vão mudando. Enquanto ele vira o seu porquinho dorminhoco, ele começa a te chamar de minha bolinha cor de rosa. Até aí tudo nos conformes. “Eu posso sobreviver a isso.” – pensa você.

Então, certa hora ele te chama de minha bolinha, na frente daquela sua conhecida que você não suporta, e por fim seu mundo desaba!

Quem tem aquele apelido que não gosta, torce todos os dias para um raio dos bem grandes cair na cabeça do “sem mãe” que inventou os tais apelidos. Apelidos em sua maioria servem para zombar de alguma característica nada querida, pelo dono do apelido. Os apelidos podem ser amados ou totalmente odiados por quem tem.

Fora o apelido que recebemos do namorado, dos amigos e dos colegas de escola, ainda existe os apelidos familiares, que cá entre nós, são os piores. Parece que eles nos conhecem tanto que inventam os piores, e assim que tem uma oportunidade fazem com que todos os seus amigos saibam daquele “nomezinho” vergonhoso.

Além do mais, a história da origem de certos apelidos podem ser as mais engraçadas, vejam só:

“Meu apelido é Down porque certa vez um professor disse que eu tinha síndrome de Down, aí o pessoal da sala reduziu para apenas Down e acabou pegando.”Túlio, 17 anos.

“Meu apelido lá no MEB é Joelma, porque uma vez eu fui tomar banho e estava com o cabelo ainda molhado, aí passei um creme de desembaraçar e chacoalhei para deixar o cabelo solto e formar cachos, nessa hora que chacoalhei meu amigo disse que eu parecia a Joelma do Calypso e acabou ficando.”Pedro, 18 anos.

Algumas vezes os apelidos existem para substituição. O caso ocorre quando você não curte o seu nome e sempre que conhece alguém vai logo dizendo: “Meu nome é Fulano, mas pode me chamar de Lano que tá tudo certo”.

O apelido, assim como o famoso jiló, segue aquela regra básica: ou você ama, ou odeia completamente. Eu particularmente não tenho muita afeição pelos meus, mas isso já é outra história…

Nota do editor-chefe: Eu chamo ela de Pamonha, hahahaha!
Amanda Braz