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Entrevista com a DJ Kammy

Geral

O Makaeh Cult traz mais uma ótima reportagem, para entrar na seleta lista de grandes entrevistas do site. Hoje iremos publicar a conversa que tivemos com um dos nomes mais importantes da música eletrônica brasileira.

Trata-se da carioca Camila Milieme, mais conhecida como DJ Kammy, e que é considerada uma dos 10 melhores DJs do país, além de figurar em 22º lugar no ranking das 100 melhores DJs femininas do planeta, elaborado pelo site- britânico especializado SheJay.net.

Esta moça de 29 anos que arrasa nas picapes tocando techno é reconhecida como referência no mundo todo e dá orgulho ao Brasil participando das festas mais importantes do circuito internacional de música eletrônica, sem deixar o carisma e a beleza de lado.

Nesta entrevista concedida por e-mail, a simpática DJ fala um pouco da sua história, desejos, suas preferências, prós e contras da profissão, opiniões e a expectativa de tocar na festa Summer Club Macaé, da qual será a principal atração musical. Confira:

1) Conte-nos um pouco sobre como você acabou se tornando DJ e porque você escolheu rumar este caminho?

Eu sempre fui aficionada por música desde pequena e com o passar dos anos só aumentou o meu amor por isso. Música eletrônica comecei a ouvir bem cedo. Meu pai sempre me apresentava a diversas bandas da época como Kraftwerk, Depeche Mode, entre outras que foram importantes para minha formação musical. Comecei a frequentar festas de Techno muito nova, tinha 16 anos… (nossa! 13 anos atrás)

Aí eu meio que me encontrei né?! Quem conhece sabe. (risos) Mas demorei 4 anos para começar a tocar, o que me ajudou a adquirir um bom repertório musical durante esse tempo que era apenas uma menina pendurada na cabine vendo DJs como Maurício Lopes e Ricardo NS tocar…

2) Na sua opinião, qual foi a melhor festa em que já se apresentou? Aquela que é inesquecível, que mais te marcou?

Vou citar algumas que são memoráveis ao longo da minha carreira: Aloca, Bunker, Circuito; o meu aniversário de 27 anos na Quebra Tudo no Fosfobox (festa que eu produzo); a Ipanema Stereo Beach; em Cuiabá tiveram várias memoráveis, adoro aquela terra!

Tem também o Pukkelpop Festival na Bélgica; Metro e Blau Club na Espanha; a Subclub na Eslováquia… são gigs memoráveis.

3) Qual é a sua canção preferida? E quais não podem faltar na hora de você se apresentar?

Minha canção preferida é dureza de responder. Por exemplo, Inner City – Good Life, um clássico! Essa eu sempre toco: Morgan – Flower Child :-)

4) Quais DJs você toma como referência ou considera brilhantes no mundo da música eletrônica?

No Brasil: Maurício Lopes!
No mundo: Jeff Mills (definitivamente minha maior influência em termos de música e mixagem) e Dave Clarke.

5) Qual lugar do Brasil ou do mundo você ainda não tocou e gostaria muito de se apresentar, e com qual DJ ainda não teve a oportunidade, mas gostaria muito de dividir o deck?

Existem alguns festivais conceituados. Como o Awakenings e o Monegros, onde gostaria de atuar. Certamente [tocar] com o Jeff Mills… Espero que isso aconteça, ainda antes de ele se aposentar. (risos) :-)

6) O universo dos DJs é bem democrático na questão de homem x mulher, ou ainda se configura um pouco machista?

Hoje em dia virou democracia. Aliás, pelo que tenho visto hoje, ser DJ para mulher é muito mais fácil do que para um homem…

7) Qual a melhor coisa em ser DJ e qual a maior desvantagem da profissão?

Fazer o que amo, sem dúvidas! Já ter que ficar virando noite para trabalhar é foda…

8) Agora com vários ex-participantes de reality shows, atores e modelos se aventurando no mundo dos DJs, você acha necessário criar a obrigatoriedade de um diploma para exercer a profissão? Hehe

Não acho que isso seja necessário. Essa escola não precisa de um diploma e sim de background musical e conhecimento. Nossa profissão está sendo absurdamente avacalhada por essas pessoas. Acho que esses artistas deveriam ter um pouco de bom senso, e por isso que eu digo… cada vez mais eu amo o underground!!! :-)

9) Para você quais são os principais valores ou características a pessoa deve possuir para se tornar um bom DJ? Você acha que mais vale a técnica apurada ou o talento em agitar o público?

Se for para só agitar o público, é mais fácil chamar um palhaço né, rsrs! (risos) Brincadeiras à parte, eu acho que no final o que conta é um pouco de cada, técnica apurada e repertório. Se você conseguir 45% em cada e ainda usar os outros 10% que faltam com carisma, tá lindo! Mas eu não acho que carisma tem a ver com talento, de jeito nenhum!

10) Com a popularização da internet e o fácil acesso ao conteúdo musical gerado, sabemos que isso ajudou a classe artística, porém também tornou o meio bem mais competitivo. Como você avalia isso e no que acredita que sirva como diferencial para se sobressair em meio a essa enxurrada de opções, muitas não tão boas mas que acabam fazendo relativo sucesso?

O mercado está muito confuso sim, imagino que muitos promoters devem ser bombardeados por informações erradas e são absorvidos por falcatruas na cena… Como nós sabemos, existem em todo meio! O melhor recado é “seja você mesmo e faça o diferencial. Se eu fiz e muitos outros fizeram, existe chance para todos!”

11) Sabemos que hoje em dia “nem só de áudio vive o homem, mas vídeo também”. Gostaria que você desse a sua opinião sobre o trabalho dos VJs, algo crescente nas festas. Você considera estes profissionais parte importante do espetáculo, acredita que seja mais difícil que mandar bem na picape ou cada um (DJ e VJ) tem suas particularidades?

Com relação à dificuldade eu não posso dizer muito, por que eu nunca exerci esse trabalho. Mas sem dúvida acho algo brilhante quando bem feito e manipulado. Nos dias de hoje, imagem e música caminham juntas sem dúvida!

12) Por favor, deixe o seu recado convidando o público do site a conferir sua performance na festa onde irá se apresentar em Macaé, a Summer Club…

Sempre escuto falar muito bem das festas de Macaé pela minha amiga Chris [Rocha], e a galera que eu conheço daí é muito querida! Estou MEGA pilhada!! Nos vemos na Summer Club!!!

Agradecimentos especiais à DJ Kammy por ser tão solícita e topar participar da entrevista; e também a Manoel Bastos e Alexandre Pereira, organizadores da Summer Club Macaé por proporcionarem a oportunidade da matéria.

Faltam 07 dias para uma experiência única!
Equipe Makaeh Cult

Summer Club Macaé: Um novo conceito de festa

Geral

Esta não é mais uma festa realizada de maneira despojada em Macaé, mas sim algo pensado e muito bem elaborado, focando na experiência do público e na diversão plena que um evento de estrutura inédita e bem organizada pode proporcionar.

Estamos falando da Summer Club Macaé, festa que acontecerá no dia 13 de Dezembro no sítio da Transmagno, localizado na Rodovia Amaral Peixoto. O evento que começará de dia, ao estilo day party, traz um conceito inovador e características próprias que farão desta balada a melhor realizada neste final de ano.

E o Makaeh Cult é parceiro oficial do evento, sendo o veículo da web exclusivo a divulgar as principais novidades desta festa. Para isso também estaremos sorteando ingressos e brindes oficiais do evento, fazendo 5 felizardos curtirem o melhor evento diurno da cidade.

O ritmo não poderia ser outro, afinal música eletrônica reúne um perfil bem interessante de público frequentador onde as características em comum dos vários amantes do gênero, que é uma verdadeira paixão entre jovens de todo o mundo, se fazem presentes. Afinal o perfil comum deste grupo é uma pessoa bonita, ativa, moderna, antenada, descontraída, sem preconceitos, que acima de tudo adora diversão e aproveitar a vida.

O espaço, nunca antes usado em uma festa, faz parte de conceito novo para eventos de música eletrônica, criando um ambiente bem convidativo, ao estilo “clube de verão”. A estrutura contará com diversas atrações como bar, piscina, temakeria, sushi bar, banca de comidas naturais e lounge. Tudo isso reunido em um ambiente amplo e bem arborizado, com estrutura para uma diversão integral, desde a música até as atividades disponíveis.

A música contará com sets de Techno, House e Electro. Sempre primando pela versatilidade e qualidade sonora, executado em um espaço com boa acústica, com equipamentos de última geração e mão-de-obra pra lá de especializada…

O evento irá reunir vários DJs renomados especialmente selecionados que irão se revezar e oferecer ao público a melhor qualidade de entretenimento musical possível. No deck da festa passarão referências de nível internacional como a DJ Kammy, considerada uma das 10 melhores do país e figurada entre as 22 melhores DJs femininas do mundo na lista dos 100 mais de um site britânico especializado em música eletrônica.

E os outros nomes que não ficam devendo em nada, todos eles já participaram de grandes eventos do circuito nacional, festivais patrocinados por grandes marcas multinacionais e boates badaladas dos grandes centros. Estão nesse time maestros dos pick-ups como João Paulo, Chris Rocha, Flávio Mancebo, Borcardj, Victor Nok, e o já conhecido do público macaense Electrohm.

Abrindo as festividades do próximo verão, a festa será reconhecidamente uma tendência, tendo uma produção de alto nível, comparável a grandes eventos de música eletrônica organizados em diversos lugares do Brasil. Exemplos não faltam, como as elogiadas Sunset (MG), Skolbeats Sunrise (RJ), HMF (SP), entre outras realizadas durante o período do dia.

Esta é uma excelente pedida para quem quer fugir dos padrões e da mesmice encontrada na cidade durante todo o ano. Este é um evento diferenciado que faz Macaé ficar muito em comum com muitas cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e, segundo seus organizadores, Mikonos, Zagreb e a “meca” Ibiza.

Se você ficou interessado, assista ao vídeo promocional abaixo e veja o que reserva de possibilidades a festa que é bem original, se diferencia das outras ao começar de dia e só acabar quando o último segundo do dia se despedir.

Não é uma rave, afinal não estará acontecendo como algumas, sem nenhum controle em um mato qualquer no pasto de uma fazenda sem demarcações e onde a sua proteção é feita pelas vacas. Trata-se de um evento planejado e consciente, onde a segurança e infraestrutura garantem 12h de preocupações só com a diversão!

E não é itinerante, é uma oportunidade única! Portanto desmarque qualquer outro compromisso neste dia e curta a festa única que acontecerá na cidade, a Summer Club. Macaé foi especialmente escolhida pra ser a primeira a receber este novo padrão e conceito de festa, não vai desperdiçar esta chance, né?!

O Makaeh Cult irá escolher 5 felizardos para curtir o evento na faixa, portanto fiquem ligados para saber como participar do grande evento de 2009 que é a Summer Club Macaé.

Informações sobre o evento
Endereço: Sítio Transmagno, Rod. Amaral Peixoto, s/nº, Km 177,5
Horário: 12h às 00h
Ingressos: R$ 60 (1º lote), R$ 80 (2º lote) e R$ 100 (3º lote)
* Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada (Lei nº 4816/06)
Pontos de Venda: Mutatism, Life Academia, Clínica Corpus e Virgens & Vilões
Informações: http://www.summerclubmacae.com.br
+18 anos

Sessão Cult – Roberto Carlos 50 anos

Cinema

Roberto Carlos nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 19 de abril de 1941, e é o artista brasileiro que mais vendeu discos na história, totalizando mais 100 milhões de exemplares.

Ele comemora neste ano de 2009, 50 anos de uma carreira incontestável. Uma carreira marcada por inúmeros sucessos românticos que fizeram e fazem parte da vida de milhões de brasileiros e principalmente, brasileiras. Destaques para músicas como “Emoções” e “Como é grande o meu amor por você”

Mas a carreira do rei não ficou retida apenas a música, pois no final da década de 60 e início dos anos 70, ele protagonizou três aventuras nas telonas que se tornaram campeões de bilheteria no cinema nacional.

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura

Espectadores: 4.000.000
Ano de Lançamento: 1968
Diretor: Roberto Farias

Bem no auge da Jovem Guarda e já com uma carreira consolidada, Roberto Carlos recebe uma proposta do grande diretor Roberto Farias, recém-saído do sucesso Assalto ao Trem Pagador, para que interpretasse seu primeiro protagonista nos cinemas.

Assim nascia Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, uma mistura de ação com música. Mas antes de começar a gravar o longa, ficou estabelecido em uma reunião algumas cláusulas para o roteiro que determinavam que no longa Roberto Carlos não poderia sofrer, não poderia amar e não poderia beijar.

Com todas essas imposições, o diretor teve que usar toda a sua criatividade para maquiar todas esses requisitos. 

Filmado nos Estados Unidos (Flórida e Cabo Kennedy) e no Rio de Janeiro, a história se desenrola com Roberto Carlos sendo raptado por uma quadrilha internacional. Para escapar dos bandidos, ele passa por situações inevitáveis desde ficar pendurado em um carro por um guindaste até atravessar um túnel com um helicóptero.

Toda essa aventura está interligada por canções que se tornaram clássicas de Roberto Carlos como os hits “Namoradinha de Um Amigo Meu“, “Por Isso Corro Demais“, “Eu Sou Terrível” e “Eu Te Darei o Céu“.

Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa

Espectadores: 2.596.955
Ano de Lançamento: 1970
Diretor: Roberto Farias

Depois do estrondoso sucesso de seu primeiro longa como protagonista, Roberto Carlos recebeu um novo convite do mesmo diretor para protagonizar um novo filme que bebe da fonte do sucesso A Pantera Cor-de-Rosa (1968).

Mas dessa vez sua aventura inclui a participação de seus grandes amigos da Jovem Guarda, o tremendão Erasmo Carlos e a ternurinha Wanderléia. A história passa por várias partes do mundo, como Israel (Jerusalém), Japão (Tóquio), Itália (Roma), Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Nesta aventura Wanderléia compra uma estátua no qual está escondido um mapa que tem a localização do lendário diamante cor-de-rosa, trazido por uma civilização antiga para o Brasil.

Agora o rei, Wanderléia e Erasmo irão embarcar numa aventura em busca da joia desaparecida há mais de 2 mil anos. Durante essa trama eles acabam se envolvendo com gênios, raptos e grandes perseguições com automóveis e barcos.

O filme termina com os três cantando É Preciso Saber Viver, que só pode ser ouvida desse jeito exclusivamente no filme. Como os três não faziam parte da mesma gravadora, essa versão nunca saiu em disco. A produção ainda reúne músicas como “Não Vou Ficar” e “As Curvas da Estrada de Santos“.

Roberto Carlos a 300 Km por Hora

Espectadores: 2.751.344
Ano de Lançamento: 1972
Diretor: Roberto Farias

Lançado em 1972, Roberto Carlos a 300 Km por Hora é a última incursão do rei como protagonista no cinema. Nesta aventura Roberto interpreta um personagem, o mecânico Lalo, que trabalha numa revendedora e quer ser um piloto de corridas. Tímido, Lalo esconde outra paixão impossível, a jovem Luciana, namorada de seu patrão Rodolfo (Raul Cortez), um campeão do automobilismo.

Às escondidas, Lalo e seu amigo Pedro Navalha (Erasmo Carlos), treinam com o carro de Rodolfo, especialmente fabricado para a próxima Taça Brasil, em Interlagos. Antes do dia da corrida, Rodolfo briga com Luciana e vai embora para a Europa, com isso desiste da corrida. Sabendo disso, Pedro evita que Neusa, a secretária Rodolfo, tire o nome do patrão da corrida.

Então Lalo entra no lugar dele e realiza o seu sonho de participar de grande prêmio. Com a corrida em andamento, ele é descoberto, mas devido ao seu desempenho espetacular, os diretores da prova reconhecem sua vitória.

O diretor aproveitou para filmar as cenas de corrida durante a Copa Brasil, uma competição internacional ocorrida em Interlagos e vencida pelo piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, que aparece rapidamente numa das cenas.

O filme tem um fato curioso: pela primeira vez Roberto Carlos não canta em cena (as canções acompanham suas aventuras na trilha sonora). Destaque para a canção “De Tanto Amor“.

“São tantas emoções, bicho!” Parabéns rei!
Jonathan “Ceará”

Canções, belas canções…

Universo Feminino

Músicas de amor, palavras bonitas. Regina deu seu primeiro beijo ao som de Jota Quest, e Luciana pensava no seu ex-namorado ouvindo Skank. Ricardo sentia falta do abraço de sua namorada quando tocava D’Black, e Luiza se sentia cada vez mais apaixonada quando escutava “I Miss You” do Blink-182.

Música Romântica 

Quem nunca passou horas ouvindo aquela música que lhe fazia se lembrar de alguém especial? O ser humano é dado a romances, paixões. Um sorriso, um beijo, um momento divertido a dois… Então do nada, enquanto você ouve uma rádio qualquer, uma música que faz parecer que foi feita para vocês dois. E, toda vez que ela toca, você sente que aquele alguém está mais perto.

Assim como nas novelas, escolhemos músicas como tema, trilha sonora para nossas vidas. Vejamos…

Que música te faz lembrar alguém especial?

 ”Pena que acabou – Strike”
Comentário sobre a escolha: a letra diz tudo!  - Mel, 17 anos.

“Bom dia – Los Hermanos
Explicação prática: “Me faz lembrar da menina que eu mais gosto, que antes me considerava apenas uma amiga e hoje já me vê com outros olhos, a única pessoa que me faz feliz de verdade, na real, assim como na música. Além, claro, de tê-la conhecido em Setembro!”- Anônimo, 16 anos.

“Helena – My Chemical Romance”
Nota: “Sem maiores motivações para a escolha da música, a namorada se chama Helena, logo…”Gabriel, 16 anos.

“Maps – Yeah Yeah Yeahs”
Explicação super plausível: “No começo do nosso namoro ele me mandou essa música, e com o tempo fui vendo que tinha tudo a ver com a gente…” - Janelly, 18 anos.

Como vocês perceberam, todo mundo tem uma história para contar e uma música bonita para dizer que foi seu tema um dia na vida.

O mais divertido de ouvir esse tipo de história é perceber o quanto com o tempo essas músicas podem mudar na nossa concepção. Após o término de um relacionamento, a visão que tínhamos sobre determinada música pode mudar. Ouvi casos onde as pessoas tomaram ódio de algumas bandas e/ou cantores por lembrarem aquela pessoa, aquela que esse alguém queria tanto esquecer.

Assim como o cheiro que fica gravado em nossa memória, as canções são artefatos que usamos para memorizar pessoas, jeitos e momentos. A música é uma espécie de coisa que atravessa gerações. Seria fácil falar com a sua avó e ouvi-la dizendo que namorava o seu avô ao som de Roberto Carlos.

Encontrar a letra onde você logo pensa “nossa, isso expressa tudo que eu sinto” é algo realmente intrigante e que também nos faz pensar se todos os casais amam como nós, embora pensemos que amamos muito mais do que os outros.

Encontre a sua trilha,
Amanda Braz

Nova mídia promete aposentar de vez o CD

Tecnologia

No começo dos tempos eles eram discos de vinil, depois com a evolução passaram a ser fita cassete e por último se transformaram no tão conhecido CD. Agora essa mídia está com os dias contados, a mais nova invenção do tipo se chama SlotMusic!

SlotMusic é a nova aposta da Sandisk, em parceria com gravadoras como EMI, Sony BMG, Universal Music, e Warner para suceder o tão icônico CD das prateleiras das lojas de discos.

A iniciativa visa salvar o mercado fonográfico que vem observando as vendas de CD despencarem a cada mês. Para isso elas se renderam ao formato digital, mas ainda querem vender algo palpável para o consumidor.

O SlotMusic nada mais é do que um cartão MicroSD de 1 Gb, que deverá possuir todas as canções de um álbum convencional. Para se ter idéia este dispositivo de memória flash é do tamanho de uma unha do dedo mínimo da mão.

Eles irão conter além das faixas do álbum em altíssima qualidade (320 kbps), o encarte do álbum (como capa e contracapa) e até mesmo videoclipes, além de alguns extras exclusivos como imagens inéditas do artista, por exemplo, visando aguçar o interesse dos consumidores.

Esse micro cartões de memória poderão ser inseridos em alguns modelos de celulares, tocadores multimídia e até no CD Player automotivo. Para isso o dispositivo irá contar com um conector USB, permitindo a conexão até com computadores que não possuem leitor de cartões.

 

Além disso, o usuário poderá reutilizar o cartão para gravar dados, algo que não era possível com os CDs.

Grandes redes varejistas como Best Buy e Wal-Mart se comprometeram a vender tais “mídias” na temporada de compras no final do ano. Seu tamanho diminuto o fará ser encontrado nos caixas de supermercados e quiosques de shopping, deixando a venda também mais casual.

Segundo um executivo de uma das gravadoras, o preço do novo formato deverá ficar entre US$ 7 e US$ 15, se assemelhando ao preço dos atuais CDs por lá.

Uma ótima notícia é que a músicas contidas nesses cartões virão sem DRM, ou seja, sem proteção de copyright permitindo que o usuário a ouça em vários computadores, celulares e MP3 players e copiá-las sem estar praticando pirataria.

O grande desafio do projeto é conseguir ganhar o grande público. Além disso, esta novidade tem que lutar ainda contra os serviços de venda de música online, a pirataria por meio de redes P2P e sites de compartilhamento. Mas pelo jeito que anda as coisas, os executivos pretendem apostar nessa idéia de qualquer jeito.

Para isso se aliaram a famosa Sandisk, líder mundial em memórias flash e segunda maior vendedora de players no mundo, perdendo somente para a Apple e seu lendário iPod.

A iniciativa visa atingir primeiramente aqueles usuários que gostam de testar novidades, os que não são muito familiarizados com a compra de música online e também quem não possui muito tempo para ficar revirando catálogos em busca de alguma canção especial. No SlotMusic o ouvinte apenas encaixa o cartão e escuta tudo o que encontraria num CD e mais um pouco.

E aí, será que a moda pega? Será que o CD enfim descansa em paz ou reluta por muito tempo como o disquete? Será que a iniciativa consegue frear a comércio de música online ou pelo menos coexistir com ela? Só o tempo dirá!

Vamos ver o que vai dar!
Kaleb Aurich

Serenatas

Música

A música ao longo dos tempos adquiriu uma das funções mais admiradas entre seus apreciadores: a capacidade de exaltar o romance. As canções se tornaram ferramentas importantes para que os amantes pudessem expressar seus sentimentos.

As serenatas são músicas de trechos de pequena duração, mas de lírico apaixonado. Os trovadores e grupos de serenatas iam para baixo das janelas de donzelas, tentando ajudar os apaixonados em suas declarações, assim como, cantarem para suas próprias musas. As canções endeusavam seus alvos e mostrava o quanto o amor poderia ser forte e bem sucedido.

Hoje em dia não existem mais certas tradições na música. Uma delas é a das serenatas, contudo os músicos não deixaram de evocar suas paixões. A música se universalizou e passou a cantar outros sentimentos, mas o amor ainda está no topo.

O homem aprendeu a se identificar cada vez mais com esse e com outros sentimentos que giram em torno do primeiro, como: alegria, melancolia, ansiedade, raiva, frustração, posse, entre outros.

Porém, ele também aprendeu a falar sobre esse conglomerado de sensações. A música deixou de apenas anunciar o amor, começando a funcionar como uma válvula de escape para os maus sentimentos e também servindo para a contemplação das boas sensações.

É bem comum se encontrar bossas e sambinhas sobre a mulata dos olhos, e um Punk cheio de raiva e tristeza sobre a perda de um amor. O que não implica na não existência do contrário, afinal o Punk também ama e a Bossa também chora.

Igor de Souza

Mais Um Violão

Música

Em praticamente todos os estilos de música, existe um instrumento que se faz presente: o uso de um bom Violão. Mesmo quando não presente nas linhas de frente, o violão é um importante aparelho que suporta o processo de composição musical.

O violão moderno foi moldado pelos espanhóis, que seguiram os moldes de instrumento muito antigos. Na antiga Babilônia, foram encontradas placas de barros que registravam figuras seminuas que seguravam objetos que pareciam ser os primeiros modelos de violão, registros esses de quase 2.000 anos a.C.

O Alaúde surgiu entre os anos 1.000 e 800 a.C. e foi pai de diversas ramificações na busca da confecção do violão moderno. Antes de seu filho mais famoso, surgiram a Cítara grega, a Quitarra (ou Kitara) caldáica e a Sitar persa.

O violão se trata de um instrumento de cordas percutidas. O corpo pode ser feito de várias madeiras diferentes e sua forma oca dá ao som uma amplificação natural. O braço do violão é dividido em trates que ficam mais estreitos com a proximidade do corpo, o que torna as alturas dos tons e as notas definidas.

A forma clássica possui seis cordas de aço ou nylon, porém o violão tem suas variações como o violão de 7 (sete) cordas, o de 12 (doze) cordas, violão Folk (corpo maior e com o fundo não-plano, que permite uma maior ressonância acústica) e o Baixo acústico de 4 (quatro) ou 5 (cinco) cordas.

Entre os estilos que mais utilizam o som do violão estão a MPB, Country, Fado, Sertanejo, o Choro, Bossa Nova, Folk, Blues, Rock, Jazz, o Flamenco e a música Erudita. Essa abrangência entre os estilos se deve à sua versatilidade e musicalidade que só podem ser comparadas ao piano.

Somente nos países de língua portuguesa o violão recebe esse nome. Entre outros países e línguas, esse instrumento é conhecido como guitarra clássica. O nome violão vem do simples pensamento, um instrumento semelhante a viola porém maior, esse é um violão. A Guitarra na nossa cultura trata-se de um instrumento que buscava a eletrificação e modernização das características do violão.

Por mais mudanças que tenham os homens, a música o segue e faz o fundo musical de seu tempo. O violão mudou e seguiu o homem para ser o assistente perfeito para esse acompanhamento.

Igor de Souza

Underground

Música

O underground é o estágio inicial de qualquer banda no mundo dos espetáculos. Todas as grandes bandas já tiveram seus dias de underground.

Apesar da tendência em se fazer músicas cada vez mais comerciais, no underground ainda são encontradas bandas que exploram toda sua liberdade musical. Os temas das letras, assim como as melodias e canções, não obedecem às regras impostas pelas gravadoras.

O público das bandas underground’s é, em grande parte, composto pelos amigos da banda, o que torna os shows mais interativos, direcionados e intimistas. Porém nem tudo são flores no cenário underground…

Hoje, praticamente não há incentivos nessa área. As grandes casas não recebem as pequenas bandas, e as casas de menor expressão, cobram das bandas e ainda lucram com as rendas do bar. Os grupos recebem ingressos para render, tendo que repassar às casas parte da renda. Caso o valor arrecado não atinja o teto mínimo estipulado pelos organizadores, o bolso dos integrantes é quem paga a diferença.

São poucas as gravadoras que ainda procuram no underground por novos talentos. Para que haja contrações, a banda precisa estar dando o que falar e cutucando o main-stream há muito tempo, tornando quase que obrigatória a assinatura de um contrato.

Um exemplo claro disso é a banda capixaba Dead Fish, que ficou conhecida no Brasil inteiro e fez fama no underground por 13 anos. Hoje faz parte da setlist da gravadora Deck Disc. Outro jeito de ser contratado por uma gravadora é bancando seus custos de gravação e lançamento, ou “elaborando” por baixo dos panos.

Além do estágio de iniciação das bandas, o underground se tornou um movimento musical. É um estilo descompromissado e desregrado, geralmente seguindo as tendências: punk, grunge e hardcore. O underground nos deu grandes nomes como o clássico Nirvana, o atual The Vines e a novidade britânica The Subways.

Underground é a escola que reúne lixo e luxo. Nele encontramos a sinceridade em forma de show, mesmo passando pelos caminhos mais tempestuosos. Mas isso é o underground.

Igor de Souza

Bossa Nova

Música

Surgido no fim anos 50, a Bossa Nova é uma genuína expressão da nossa Música Popular Brasileira. Com a sua nomenclatura retirada da música Nossas Canções, de 1930, composta por Noel Rosa, a Bossa Nova se tornou umas das maiores forças culturais brasileiras.

Considerado um subgênero do Samba, a Bossa Nova vem apoiada no Jazz, no impressionismo das músicas eruditas e das canções norte americanas pós-guerra. Tudo isso mesclado às particularidades da criatividade e da improvisação brasileira, como paradas nas harmonias para dar encaixe ao que se canta.

Possui em suas letras e versos uma característica coloquial, leve e des-compromissada, mostrando uma total disparidade com as canções populares da época. Além de um jeito singular de cantar, considerado um cantar-falado ou “cantar baixinho”.

Reuniões corriqueiras de jovens da classe média do carioca em seus apar-tamentos na Zona Sul deram início ao movimento. O fomento da arte e a sua apresentação ao público, aconteciam em festivais universitários e foram parar no Beco das Garrafas, como era chamado o circuito de bares de Copacabana.

Logo a Bossa Nova foi integrada aos gostos da elite cultural brasileira, e não demorou muito para atingir as camadas mais populares. Em 1962 aconteceu no Carnegie Hall, em Nova Iorque, um histórico concerto onde a Bossa Nova seria apresentada e disseminada em todo o mundo. O movimento revelou vários grandes intérpretes e compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão, Dorival Caymmi, Nelson Motta, Wilson Simonal e Baden Powell.

Entre os potenciais revelados, João Gilberto é considerado o maior de todos eles, já que além de enorme expressão na Bossa Nova, foi o primeiro a lançar um álbum em que se apresenta o estilo, um compacto contendo “Chega de Saudade” de Vínicius de Moraes e Tom Jobim além uma canção própria chamada “Bim Bom”.

A Bossa foi dividida em dois períodos: o primeiro onde as canções tinham propriamente o estilo bossa-novista em forma pura e num segundo momento quando as novas canções tinham influências de estilos regionalistas nacionais, como o Baião e Xote, se desprenderam de suas influências do Jazz norte-americano, aproximando-se das classes baixas e dos sambistas. Foi também quando as letras tornaram-se nacionalistas e de cunho popular.

O fim da Bossa Nova veio com um dos seus maiores autores, Vinícius de Moraes. Em uma composição em parceria com Edu Lobo, ele apresentou no Festival de Música Popular Brasileira a canção Arrastão, interpretada por Elis Regina. A melodia deu início a era do MPB (Música Popular Brasileira).

A MPB se tornou o primeiro estilo originado da Bossa Nova e ainda carrega suas influências. A mesma deu ao Brasil novos grandes nomes como Chico Buarque, Geraldo Vandré e Edu Lobo. O novo movimento vinha mais carregado das questões populares e nacionalistas, o que influenciava as camadas sociais e levou muitos de nossos artistas ao exílio, o que ajuda no fortalecimento do novo conceito fora do Brasil.

Até mesmo hoje a Bossa Nova, a MPB e suas canções estão presentes no nosso dia-a-dia: são as conhecidas músicas de barzinho. Quem nunca ouviu falar de Garota de Ipanema, de Tom Jobim? Ou quem nunca cantou “Caminhando e cantando, e seguindo a canção; Somos todos unidos, braços dados ou não”? Início de Pra não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré.

Apesar de pouca coisa nova ser feita, o estilo influenciou diversos artistas na composição de suas canções. Músicos famosos como Lobão, Cazuza e nomes internacionais, como The Who, usam ou utilizaram a Bossa como parâmetro para suas próprias canções.

Não importa quanto tempo passe, os estilos se mantêm atuais e significantes. O Brasil deve muito às nossas culturas musicais, e algumas fizeram mudanças no nosso modo de ser. Não há um final feliz sem um começo inspirador.

Igor de Souza

Música por Si Dó

Música

A origem da música é inexata. Os homens da caverna já utilizavam pedras, ossos, pedaços de madeira ou qualquer outra coisa que pudessem batucar para se expressar e se comunicar. A arte, mais sentimental de todas, influencia e já embalou o ritmo da sociedade por diversas vezes. Da batucada empolgante à Bossa Nova suave, a música é parte da história mundial e cria seguidores apaixonados.

Ela é tão presente quanto o ar que se respira. Não há romances sem tema musical, protestos sem refrões ou festas sem som. A música é hoje uma forma de expressão de alto nível de comunicação e alcance gigantesco. Alguns cientistas acreditam que a música apareceu antes mesmo da comunicação interpessoal. E não somente feita para evidenciar um sentimento qualquer, uma situação ou mesmo por pura diversão, ela tem o dom de cativar e provocar diferentes sensações nas pessoas.

Essas sensações, como de bem-estar, raiva, tristeza, compaixão, leveza, entre outras, são por muitos utilizada como musicoterapia e podem ajudar no tratamento de pacientes com dificuldades motoras, autistas, pessoas com alguma deficiência mental, paralisia cerebral, transtornos emocionais ou psiquiátricos, gestantes e idosos, além de promover e facilitar a sociabilização, aprendizado e a resolução de outros problemas de relacionamento.

Alguns estudos comprovam que crianças em fase de formação do seu intelecto podem, no futuro, ter uma maior facilidade de compreensão e aprendizado lógico, se submetidas à música erudita e de alto nível.

As sociedades podem ser reconhecidas por seus estilos musicais. Cada povo tem as suas canções que fazem parte da cultura e folclore local. O Samba brasileiro, a Salsa cubana e o Tango argentino são exemplos desses ritmos que diferenciam as sociedades mundiais. Hoje com a globalização e o acesso à música de diferentes países, pode-se ouvir e manter-se informado sobre a cena musical de todo o globo.

Contudo essa expansão da cultura musical redividiu as sociedades por estilos musicais. Cada tribo possui suas próprias características e modo de se comportar. Inserido no gênero Rock, por exemplo, existem diversos estilos: os Punks, os Emos, Hardcore, Glitter, Metaleiros, Grunges, Góticos, entre outros. A escolha musical se tornou um dos fatores mais importantes que encaixam as pessoas em seus grupos sociais.

Do latim musica, do grego mousiké, das musas e das belas-artes, es-pecialmente dos sons. Arte e ciência de combinar harmoniosamente os ruídos, qualquer conjunto de sons agradáveis. De Euterpe, a musa doadora de prazeres. A música é vida e morte, água e fogo, sentido e paradoxo. A música nos transforma para que possamos transformá-la.

Prazer em conhecê-los!
Igor de Souza