No dia 03 de Junho a Microsoft colocou em operação o seu novo mecanismo de busca, batizado de Bing, em substituição ao Live Search. A nova ferramenta causou alvoroço em sua estreia e chegou a ficar à frente do Yahoo! no ranking de pesquisas.
Investindo US$ 100 milhões em novas tecnologias e no seu desenvolvimento, a empresa pretende com a novidade aumentar a sua participação no mercado de buscas e gerar publicidade e exposição para a própria marca. Na época de seu lançamento, a Microsoft o tratou como algo revolucionário e que poderia finalmente desbancar o legado hegemônico do mecanismo líder em buscas, o Google. Será?
Muitos já tentaram, inclusive a própria Microsoft, e o caso mais recente foi o do serviço Cuil, porém o hábito do usuário em digitar Google ou associar tão fortemente o nome do serviço a pesquisas na web está longe de ser mudado tão facilmente na cultura das pessoas, como comprova uma pesquisa feita pela comScore que cita o buscador como o preferido por 64% dos internautas.
O visual do novo buscador é bem elaborado, com imagens e paisagens bonitas aleatoriamente ilustrando o fundo da página, funcionando como uma espécie de papel de parede. Se o usuário passar o mouse sobre determinadas áreas da foto poderá ler informações sobre o lugar em que ela foi tirada.
Porém o diferencial do Bing está no foco dele em relação a um lado esquecido nas buscas: ser um fator decisivo nas pesquisas do usuário, fazendo com que ele auxilie as pessoas na tomada de decisões acertadas em escolhas como planejar uma viagem, decidir sobre uma determinada compra, pesquisar sobre assuntos relacionados à saúde e até encontrar algum negócio ou serviço local mais próximo, que você esteja necessitando.
Um outro objetivo do buscador é correlacionar informações sobre um assunto específico, simplificando para o usuário a decisão sobre o melhor resultado. Ele também é muito bom no que diz respeito a pesquisa de imagens e vídeos, oferecendo diversos filtros, refinando assim a busca desejada. É possível, por exemplo, procurar imagens apenas de rosto, em preto e branco, ilustrações, quadrada e de diferentes tamanhos.
Já os vídeos são um espetáculo à parte, pesquisando sobre este tema você pode escolher sobre o formato (standard ou widescreen), entre alta e baixa resolução; e o mais legal de todos, basta parar o mouse sobre o resultado apresentado que o vídeo é executado automaticamente, sem a necessidade de entrar na página do resultado!
Os resultados ainda são parcos e muitos países ainda sofrem com a espera de uma atualização que faça o serviço ter o mínimo de usabilidade. Porém é de se esperar que com o passar do tempo as bilhões de páginas da internet sejam devidamente indexadas e o serviço mostre o seu poder máximo de fogo. O buscador ainda é novato, então muita coisa pode acontecer.
Definitivamente o Bing é uma ferramenta de busca inteligente e o seu real papel talvez seja dar uma nova perspectiva a disputa entre os serviços de busca, trazendo uma certa inovação em sua filosofia que já provocou até atenção dos grandes executivos do Google. Apesar de não ser ameaçada pelo novo rival, a gigante das buscas está de olho no que a Microsoft anda fazendo e logo tratará de responder. Resta esperar…
E você, já experimentou o Bing?
Kaleb Aurich



















