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Guia do Consumidor Consciente – Passo 3

Meio Ambiente

Passo nº 3: Faça a sua parte.

Já entendemos o problema, e já estamos conscientes que é preciso mudar. Agora é hora de colocar a mão na massa! O que podemos fazer para diminuir nosso impacto? É o que vamos ver na terceira parte do Guia.

Minha missão agora não é apenas enumerar tudo o que nós devemos fazer, mas também explicar porque devemos fazer tais coisas. Não é apenas o discurso “porque vou estar ajudando o planeta”, e sim um motivo muito mais complexo.

Existe uma grande diferença entre saber o que deve ser feito e realmente fazer isso. É preciso ter iniciativa e muita vontade para dar o primeiro passo, a partir daí não tem mais volta. E para que essas novas atividades virem rotina é preciso do apoio dos nossos amigos e principalmente da família. É necessário que todos entendam e comecem a seguir seus passos.

Durante café da manhã, explique para todos como fazer uma coleta seletiva, separando os restos de alimentos em um saco de lixo separado dos recicláveis como plásticos, alumínio e papel numa caixa de papelão para ser reciclado. No almoço, dê preferência aos alimentos orgânicos, cultivados na sua cidade de forma a economizar os recursos naturais e com um mínimo de agrotóxicos possível. A sua saúde agradece e o planeta também.

Depois que começar a seguir os passos, escreva em pedacinhos de papel – plastifique-os para durarem mais – avisos para toda a família como: fechar a torneira na hora de escovar os dentes (no espelho), tomar banhos rápidos (do lado do xampu), desligar as luzes quando deixar algum cômodo (em cima do interruptor), tirar os aparelhos elétricos da tomada, desligar o monitor quando não estiver usando o PC, e por aí vai…

Toda semana, eleja um dia de refeição vegetariana, escolha o dia de ir à feira, o dia de andar de ônibus, de se locomover de bicicleta, uma noite para jantar à luz de velas. Eleja o dia de desligar todos os aparelhos, o de descongelar o freezer, de lavar a roupa, eleja o dia de ver um filme todo mundo junto, o dia de conversar sobre sustentabilidade…

Todo mês, escolha o dia de levar os materiais recicláveis num posto de coleta ou entre em contato com quem recolha na sua própria casa. Separe as pilhas e baterias, o óleo de cozinha, as garrafas de PET, as latinhas de alumínio, os potes de vidro, as folhas de papel, as caixas de papelão…

Faça compras no supermercado, porém vá sem pressa e preste atenção nas marcas que está comprando. Às vezes vale à pena comprar um produto mais caro, mas que seja feito com materiais ecológicos ou até reciclados, com processos de prevenção de poluição, que apóie projetos sócio-ambientais, que promova a educação ambiental da população. Não se engane com promessas verdes. Na Internet você pode pesquisar sobre os produtos e descobrir o que estão fazendo pelo meio ambiente. Cobre das empresas, principalmente a do seu local de trabalho, para tomarem atitudes mais ecológicas.

E não se esqueça de levar suas sacolas retornáveis para trazer a compra pra casa. Não traga mais aquelas sacolinhas plásticas que eles oferecem. Elas só atrapalham na decomposição dos resíduos e volta e meia entopem bueiros, poluem os corpos hídricos e asfixiam os animais aquáticos. Compre sacos de lixo que são feitos de materiais recicláveis e use-os apenas para jogar o lixo orgânico e de banheiro.

Participe de campanhas, faça um curso de gestão ambiental, converse com os amigos, leia blogs sobre meio ambiente, participe de fóruns, dê a sua opinião… contribua para um mundo mais sustentável!

Aguarde os próximos passos para uma atitude mais sustentável do Guia do Consumidor Consciente!

Conto com vocês,
Andrea Mieko

Guia do Consumidor Consciente – Passo 2

Meio Ambiente

Passo nº 2: Mude seu pensamento.
O segundo passo pode ser um dos mais difíceis a se cumprir. Mas depois que caímos na real e tomamos ciência do problema que temos que enfrentar, os próximos passos vão soar como dicas valiosas para não nos sentirmos tão culpados, e para ajudar a diminuir o caos previsto para nosso planeta.

A mudança é certa. Pode ser agora com consciência ou pode ser daqui a alguns anos contra a nossa vontade. Mudar é difícil, eu sei, e se adaptar é mais cômodo quando não temos alternativa. Mas a questão é mesmo crítica e não cabe somente a nós, o futuro de nossos descendentes é que está em jogo agora.

Visualize um futuro onde seremos privados do conforto. Sem mais banhos demorados, lavanderias só aos domingos, TV ligada só algumas horas, e ligar o ar-condicionado estará fora de cogitação. Quem mora no litoral, vai ter que se mudar por causa do aumento do nível do mar, e se acostumar com uma cidade mais fria para suportar os dias quentes do verão.

Andar de carro? Somente para os privilegiados financeiramente. O preço do petróleo vai estar alto, e se locomover de bicicleta vai ser a opção mais viável. As pequenas empresas vão falir, as favelas vão triplicar, a fome e a miséria vão dominar o mundo. E não digo só por causa da pobreza, a agricultura vai estar prejudicada devido à alta variação de temperatura e tempestades mais frequentes. A biodiversidade estará comprometida, pois diversos biomas vão sofrer alterações.

As previsões dão um belo roteiro de filme de terror. Não, isso não se chama mais ficção científica. Isso é verdade!

Esse alerta é necessário para que possamos acordar e tomar uma atitude. O mundo não vai mais ser o mesmo depois. Seria egoísmo da nossa parte se esperarmos morrer antes que essas mudanças aconteçam. As crianças já perguntam aos pais o que vai acontecer com o planeta. Você consegue dizer que deseja para elas um futuro tranquilo e feliz?

Converse com toda a sua família hoje, alugue o documentário Uma Verdade Inconveniente de Al Gore para entender melhor as previsões feitas pelos cientistas. Não fuja da realidade! Estabeleça as suas próprias metas. Comece fazendo pouco, e logo estará fazendo muito pelo planeta.

Pesquise, mantenha-se atualizado. Envolva-se com uma ONG ou faça suas campanhas, mobilize pessoas. Procure praticar o que estiver ao seu alcance, só não fique parado! O futuro depende de você; de verdade.

Acompanhe os próximos passos do Guia do Consumidor Consciente.
Andrea Mieko

Dia Mundial do Meio Ambiente

Meio Ambiente

O meio ambiente é tudo à sua volta. Não só o espaço natural como também o espaço construído. Onde há um ser vivo, há o meio onde ele vive. E nós seres humanos, necessitamos de um ambiente e equilibrado para que possamos crescer saudáveis.

Compreendendo o meio ambiente como um todo, passamos a ver que tudo que fazemos gera uma reação, e que muitas vezes ela não é nada positiva. Geramos lixo, emitimos CO², poluímos o ar, a água, contaminamos o solo com produtos químicos… Tudo isso afeta a qualidade do nosso meio ambiente e a cada dia estamos descobrindo mais os impactos que nossa existência está provocando no planeta.

Então desperte hoje para uma nova consciência: sua vida depende do meio ambiente. Temos que acabar com a visão de que a natureza foi feita pra nos servir. Nós é que devemos protegê-la para que não haja consequências desastrosas para o nosso futuro e das próximas gerações.

Você que sempre fez as coisas sem pensar no antes e depois, passe a revisar as atividades que faz no dia-a-dia e dê um toque de sustentabilidade em cada uma delas. Faça tudo pensando no impacto que está causando. Ponha limites para si mesmo. Saiba compensar um conforto de que não abre mão. Não deixe de pesquisar, se informar e trocar ideias com parentes ou amigos sobre o assunto.

Se você tem a oportunidade de dar palpite nas atividades da sua empresa, não pense duas vezes em sugerir o caminho da sustentabilidade. Além de ajudar a preservar seu meio ambiente, você estará tornando sua empresa competitiva, conquistando a confiança dos clientes e reduzindo também os custos em despesas de água, energia e materiais.

E assim eu te pergunto: Como você vai presentear o meio ambiente hoje? Saiba o que você pode fazer para reduzir seu impacto no planeta. Descubra um novo jeito de viver, sem culpas e cheio de esperanças. Seja sustentável, seja verde, seja ecológico, seja amigo do meio ambiente!

Feliz Dia do Meio Ambiente!
Andrea Mieko

Guia do Consumidor Consciente – Passo 1

Meio Ambiente

Muitas pessoas já entenderam o recado: se não fizermos alguma coisa, as consequências do aquecimento global podem ser irreversíveis. Acontece que entender é muito mais fácil do que fazer a tal “alguma coisa”. E muitas vezes ficamos perdidos em relação ao que exatamente fazer. Foi por isso que resolvi criar um Guia do Consumidor Consciente para orientar você a adotar práticas mais sustentáveis no dia-a-dia.

Passo nº 1: Entenda o problema.
O primeiro passo é básico: entender o que está acontecendo com o nosso planeta. Você pode até não se interessar pelas causas e consequências da problemática ambiental, mas a verdade é que isso vai te perseguir na TV, no jornal, nas revistas, na internet ou na conversa com os amigos. Uma hora você vai entender. Nem que seja tarde demais enquanto estiver assistindo ao caos global no planeta.

Pode parecer dramático, mas um dia, as mudanças climáticas, o aumento do nível dos oceanos, as secas, enchentes, epidemias, as guerras, as migrações, a escassez de alimentos, a extinção dos animais, as tempestades, tornados, a poluição dos rios, a falta de água e energia elétrica…

… Um dia, algum desses problemas podem bater à sua porta. E você vai se perguntar: “o que está acontecendo com o mundo?”. Não se iluda que essas mudanças só vão ocorrer depois que você morrer. Já estão acontecendo. E sim, o planeta nunca mais será como antes ou como agora.

Mesmo que houvesse a redução de emissão de gases do efeito estufa à zero, a temperatura da superfície da Terra continuaria a aumentar lentamente até 0,3 graus centígrados. Isso acontece devido à inércia do sistema climático que é o tempo que o clima leva para voltar ao equilíbrio, e que neste caso pode levar alguns séculos devido principalmente a enorme capacidade térmica dos oceanos. Isso então explica porque os cientistas afirmam que as mudanças climáticas vão acontecer nos próximos anos.

Nossos antepassados nos deixaram de herança concentrações altas de CO2 na atmosfera, e estamos fazendo o mesmo – e ainda pior – para nossas gerações futuras. Aí você me diz: mas eu não tenho culpa por tudo isso! Ah, engano seu. Só olhar para o lado, na comida industrializada que você come, nas roupas de moda que você usa, nos eletrônicos de última geração que carrega, no carro novo que pegou em troca daquele velho.

Você está rodeado de culpa, não tem como negar. A solução pra isso, é tentar diminuir sua culpa em pequenas tarefas do dia-a-dia. (Nos próximos passos você verá como).

A humanidade pode ser salva? Segundo o IPCC, sim, desde que mudemos nosso comportamento diante do mundo. Assim como Copérnico mudou o pensamento do mundo inteiro quando descobriu que a Terra girava ao redor do Sol, e não o contrário. E pouco a pouco, as pessoas estão compreendendo que seus costumes afetam o futuro do planeta.

As empresas estão adotando novas posturas ambientalmente responsáveis e buscando fabricar produtos menos poluentes e mais econômicos. Os governos estão investindo em energia alternativa como solução para a crise energética. O pensamento global está mudando, e para melhor. Como disse Mahatma Gandhi: “A Terra pode oferecer o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos eles.”

No gráfico localizado logo abaixo, divulgado no 4º relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) podemos observar 3 cenários possíveis sobre a variação da temperatura global.

Projeção Climática - Curva de Temperatura

O traço em vermelho (A2), indica um cenário onde continuaremos a viver em um mundo com rápido crescimento econômico, com aumento da população global.

Já a linha em verde (A1B), projeta um mundo com crescimento contínuo da população, mas com um desenvolvimento mais lento e regional. O risco em azul (B1) indica a projeção mais otimista, onde a população estará mais consciente, e terá um crescimento controlado com bases na sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Fontes:
Revista JB Ecológico
Equilíbrio Térmico

Mudanças Climáticas

A culpa é toda nossa!

Meio Ambiente

Falar sobre o assunto aquecimento global tornou-se inevitável. As mudanças no planeta estão presentes no nosso cotidiano e as pessoas estão sendo afetadas nos quatro cantos da Terra. Já não restam mais tantos cientistas céticos como antes. As provas são muitas e só não vê quem não quer.

Derretimento das Geleiras

Na Europa, ondas de calor matam centenas de pessoas no verão. As geleiras do Ártico estão derretendo e milhares de cidades costeiras, inclusive grandes metrópoles, estão sujeitas a ficarem debaixo d’água até o final do século. Regiões industriais de todo o mundo sofrem com a poluição do ar, deixando milhões de pessoas com doenças respiratórias e alérgicas, causas de muitas mortes.

Na África, a desertificação avança a cada dia. Regiões que chegavam a ter lagos em seu território estão virando desertos. As secas estão condenando milhões de africanos à fome e à doença. Não só na África, mas como diversas regiões do planeta estão sujeitos a quedas na produtividade agrícola, gerando uma grande crise pela falta de alimentos. 

No Brasil, os impactos não são pequenos. A Amazônia por enquanto não apresenta sinais graves de declínio da vegetação. Estudiosos alertam que se continuarmos aquecendo o planeta, o clima vai entrar num círculo vicioso, uma espécie de caminho sem volta em que a partir de um ponto não haverá como salvar mais o planeta.

Se isso realmente acontecer, a floresta estará condenada a virar savana e possuir apenas arbustos e vegetação rasteira para contar história. E sem a floresta amazônica, não é só o Brasil que sofre. Esse grande ecossistema funciona como uma máquina reguladora da temperatura da Terra e influencia no regime de chuvas e massas de ar.

Mas enquanto o clima não afeta a Amazônia, os homens têm se encarregado disso. Desmatamentos e incêndios só colaboram para o início do processo de declínio da nossa floresta.

O Nordeste sofre com secas intensas enquanto o Sul e Sudeste do Brasil são castigados pelas chuvas torrenciais que alagam cidades inteiras, provocam deslizamentos de terra e destruição de várias casas, deixando centenas de famílias desabrigadas. Prova disso é que há pouco tempo, o furacão Catarina surpreendeu muita gente sendo o primeiro a devastar uma cidade brasileira.

Apesar de tudo isso que vem acontecendo nesses últimos anos, as pessoas continuam culpando a natureza pelos desastres, ao invés de enxergar que fomos nós que provocamos isso tudo. Está certo que o aquecimento global acontece por causa do fenômeno natural efeito estufa. Porém, os humanos descobriram um jeito de intensificar esse fenômeno, jogando toneladas de CO² diariamente na atmosfera.

O clima do planeta só está reagindo aos maus tratos que a população fez com o próprio lar. Poucos têm a consciência de que o que fazemos para o planeta volta-se contra nós mesmos. Somos como um hospedeiro instalado em um grande organismo chamado Terra.

A Terra, a natureza, é um ser vivo, tem vontade própria e não temos controle sobre ela. Assim como em nosso corpo, quando há organismos que prejudicam nossa saúde, iniciamos uma luta contra o invasor para expulsá-lo de dentro de nós. A analogia é tão perfeita, que quando estamos doentes, temos febre.

O planeta sem dúvida está ficando doente. Seu organismo está iniciando uma grande febre, pra tentar acabar com os invasores. Se falhar, a Terra morre e falecemos juntos. Se isso der certo, vai ser o aquecimento global contra nós, deixando alguns sobreviventes.

A luta começou. E é definitivamente uma guerra. Queremos sobreviver, e o planeta também. Precisamos aprender a viver em equilíbrio com a natureza, e respeitar os limites dela. Se não tomarmos medidas sérias agora, pode virar um caminho sem volta. E isso pode acontecer tão antes do que imaginamos, que estaremos vivos para receber o castigo merecido.

Se você tem consciência do nosso problema, ajude a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e preservar o planeta. Se não tem, simplesmente não piore, ok?

Pense no futuro!
Andrea Mieko

Revitalização dos Rios e Lagoas

Meio Ambiente

A principal causa da poluição de rios e lagoas é igual no mundo inteiro; o crescimento exponencial da população exige mais exploração dos recursos naturais acima da capacidade de recuperação natural do ecossistema. Quanto mais pessoas se acomodam em uma cidade, mais água é consumida, mais esgoto é lançado, mais lixo é descartado, e mais indústrias aparecem.

    

Os centros urbanos que não possuem planejamento e estrutura para esse crescimento desordenado, acabam descuidando do meio ambiente, o que leva aos desmatamentos, poluição do ar, ilhas de calor, engarrafamentos extensos, o surgimento de lixões, proliferação de doenças, poluição das águas, entre outros problemas…

As cidades privilegiadas com a presença de rios e lagoas em seu território, não sabem aproveitar o potencial desses corpos hídricos para a qualidade de vida da região. Pelo contrário, a maioria dessas cidades utiliza essas águas para despejo de esgoto, lixo e até de substâncias químicas. E a culpa nem sempre é do morador, porque quem deveria apresentar uma solução viável para a população é a prefeitura.

Um estudo da ONU apontou que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrentam sérios problemas de poluição. Aqui no Brasil, o maior problema é o Rio Tietê. Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe aproximadamente 400 toneladas de esgoto por dia e nele só sobrevivem organismos que não precisam de oxigênio pra sobreviver, como certas bactérias e fungos.

O maior problema da recuperação dos corpos hídricos no Brasil é que em vez de todo o esgoto passar por tratamento químico, os encanamentos utilizam sistema de separador absoluto, onde a água da chuva recolhida pelos bueiros corre numa tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra. Dessa forma, não há tratamento do esgoto vindo da galeria pluvial que junto com ligações de esgoto clandestinas provocam a poluição do rio.

A solução para despoluir um corpo hídrico é acabar com todas as ligações clandestinas, e aplicar um sistema de tratamento ou instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tratar todos os efluentes da cidade, e inclusive a água da chuva que é tão suja quanto o próprio esgoto, pois “lava” as ruas e carrega o lixo do chão. E é mais fácil despoluir um rio do que um lago ou uma lagoa, porque um rio tem a capacidade de recuperação natural devido a sua vazão de água. Mas cada caso é um caso.

São três tipos de contaminação da água: a contaminação química, física e biológica. A contaminação química consiste em metais pesados, proveniente de indústrias, produtos sintéticos como adubos da agricultura e resíduos como fenóis e hidrocarbonetos, compostos do petróleo.

A poluição física nada mais é que os sedimentos provenientes de lixo, esgotos, e outros resíduos. Os vírus, bactérias, vermes e protozoários correspondem à poluição biológica que pode ocasionar várias doenças como a leptospirose, cólera, hepatite, varíola, febre amarela, malária, esquistossomose, amebíase, ascaridíase, entre outras…

Em alguns locais, a poluição é ocasionada pelo uso das águas destes corpos hídricos para irrigação da agricultura e atividades industriais, que devolvem a água impura, com resíduos químicos que reduzem a qualidade da água. Algumas cidades estão sofrendo a redução dos seus corpos hídricos

Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa e mais de 2,9 bilhões não têm acesso a serviços de saneamento básico, fatores que causam um aumento da taxa de mortalidade por doenças infecciosas. De fato, 85% das doenças humanas nos países pobres estão relacionados com a quantidade ou a qualidade da água.

A Terra levou alguns bilhões de anos para construir todo o ecossistema do nosso planeta. E os humanos só precisaram de alguns séculos para destruir boa parte desses recursos naturais.

Não seja a maioria; proteja o meio ambiente!
Andrea Mieko

Vivendo no Piloto Automático

Meio Ambiente

Alguma vez você já sentiu como se estivesse vivendo no piloto automático?

Todo dia você faz as mesmas coisas da mesma maneira como sempre fez. Você vai para o trabalho porque tem que sustentar uma casa e uma família. Você faz um curso de especialização para se manter no mercado e acaba indo para as aulas pensando no diploma que vai pegar no final do ano.

Você vai para um almoço de família porque tem que marcar presença enquanto está pensando no jogo de futebol mais tarde. Você conversa com alguém apenas porque não pode ser indelicado e sair andando…

Você faz as coisas, mas não está realmente presente. Seu pensamento está em outro lugar. Seu pensamento é no tempo que está passando, esperando aquilo acabar. Se lhe perguntam alguma coisa, sua resposta vai ser sempre a mesma, como está acostumado a fazer. Até que um dia você percebe que está cansado de fazer aquilo, porque é sempre igual, nada muda.

Depois que vi um filme chamado Click, com Adam Sandler, eu comecei a me policiar para não entrar no piloto automático eventualmente. É bem difícil me controlar, porém às vezes vem um “clique” e eu desperto para o bom e velho modo manual.

Isso é normal acontecer porque o ser humano está acostumado a fazer as coisas como sempre fez. Mas isso não é nada bom para nossas vidas porque agimos de forma sistemática, sem que tenhamos um momento para avaliar quais as opções de escolha que temos disponíveis em uma determinada situação.

As pessoas estão tão acostumadas a fazer as coisas de suas maneiras que já não percebem o que estão fazendo, quais as causas e conseqüências das suas atividades. E é exatamente por isso que muitas pessoas não vêem qual o impacto que suas atitudes causam no planeta.

Elas estão acostumadas a escovar os dentes com a torneira aberta, lavar o carro com a mangueira no quintal, deixar as luzes de casa acesas, esquecer a TV ligada, largar o lixo num canto qualquer, sem que isso as deixe com a consciência pesada ou algo similar.

Se preocupar com o meio ambiente é sim um problema a mais para as nossas vidas. Digo isso, porque ser negligente é muito cômodo. É viver achando que o mundo gira em torno do próprio umbigo, e não é assim não! A gente é que vive num mundo que não é nosso, ele é de todos. E isso inclui todos os seres vivos – não só nós humanos.

Há pouco tempo, as mudanças climáticas no planeta têm feito “clique” nas nossas vidas. A mídia pode ter feito um grande alarde sobre o assunto, mas isso só gerou benefícios para o planeta. Isso fez as pessoas despertarem e perceberem o rumo que a Terra está tomando, porque toda a população entrou em piloto automático, ou pelo menos grande parte dela.

Sempre existiu uma minoria que tentou alertar dos impactos que nosso estilo de vida está causando ao nosso meio.

Chegou a hora de despertar para as necessidades do nosso planeta. Vamos mudar nossos costumes antes que ele mude pela gente. Vamos parar pra pensar antes de iniciar uma atividade.

Por que estamos fazendo aquilo? O que isso causa ao meio ambiente? De que forma nós podemos reduzir nossos impactos? Para tudo existe uma solução criativa. Pode ainda não ter sido passada para o papel, mas pode estar aí escondida no seu pensamento, em forma de idéias.

Transforme suas atividades diárias em atividades prazerosas. Pense quais as diversas formas de fazer a mesma coisa! Mude o caminho que você faz até o trabalho, passe por dentro de um parque, deixe o carro em casa, e vá de bicicleta.

Desenvolva seus projetos pensando no aspecto ambiental. Descubra uma maneira de fazer o que sempre fez da forma mais sustentável possível. Coloque qualquer idéia no papel, e não tenha medo de expor e contar para o mundo. Talvez você tenha dentro de você a solução para muitos problemas ambientais. Cultive a sua criatividade!

Não seja uma pessoa alienada. Não veja a vida como um dia após o outro. Escute o que todas as pessoas têm a dizer. Seja mais especial com elas e principalmente, esteja presente em tudo que estiver fazendo. Desperte para a vida, pense no seu futuro… Mas antes, pense no futuro do planeta, porque você depende dele para sobreviver.

Reflitam sobre isso!
Andrea Mieko