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Avaliação Visus TV Extreme – Review

Tecnologia

Semana passada falamos sobre a o panorama da TV Digital dois anos após a sua estreia. E o que vemos de lá pra cá mostra que muita coisa ainda precisa ser feita. Porém se há um agente democratizador deste sinal digital são os sintonizadores digitais portáteis que se conectam via USB a computadores e notebooks e aproximam o usuário da imagem de alta definição.

Aproveitamos o tema para testar um produto bem peculiar que recebemos há duas semanas, e que promete fazer isso e mais um pouco, dentro de uma pequena e bonita carcaça em plástico resistente.

Trata-se da Visus TV Extreme, um gadget externo híbrido que sintoniza TV com sinal analógico e digital, pega rádio FM, possui um software gerenciador de conteúdo e ainda funciona como placa de captura, transformando imagens analógicas em vídeos digitalizados no computador.

Nota-se que o acabamento do produto é bom, com revestimento brilhoso e plástico que aparenta durabilidade embora os encaixes sejam muitos duros, talvez ainda pelo produto ser novo. No geral apresenta significativa qualidade.

Ainda faz parte do pacote um controle remoto, uma antena dupla, extensor USB, multiadaptador (A/V e S-Vídeo para mini-usb), adaptador RF. Para fixar o produto o conjunto possui duas bases, uma tipo ventosa e outra em lapela para monitor LCD, ambas para fixar a antena, além claro do manual e CD com software e drivers.

O Visus é o primeiro sintonizador portátil de TV digital que capta sinal full-seg, ou seja, em alta definição, na resolução máxima de 1920×1080 pixels*. A analogia entre o padrão utilizado em dispositivos portáteis e TVs de plasma e LCD é simples: o sinal one-seg, é comparado ao HDTV e o full-seg é equivalente ao Full HD.

Se não só bastasse oferecer toda essa resolução na tela, o produto ainda oferece sintonização de TV analógica, para quem mora ou viaja para cidades que ainda não contam com o sinal digital. Além disso, é capaz de sintonizar estações de rádio FM e converter vídeos analógicos (como fitas VHS antigas) para o computador, através de conexões RF, vídeo composto e S-Vídeo.

Pelo que promete o produto por si só parece ser a solução muita coisa, já que não há nada semelhante tão completo. Mas não adianta apenas ter um bom hardware, então vamos ao software…

O software utilizado é o famoso Total Media, da Arcsoft, que oferece interface em português e comandos práticos, possibilitando a qualquer usuário leigo utilizar a solução sem problemas. A versão que acompanha o produto é a 3.5 e durante o uso se mostrou um pouco lenta. Um fato curioso é de que mesmo com o número de série, o software apresenta o aviso “for evaluation only”.

Além da sua facilidade para configuração, as funções legais do programa são os recursos time shifting, de live pause, retroceder e gravação. Resumindo, você também pode pausar o que estiver assistindo, gravar e voltar a uma cena da programação ao vivo e até capturar um quadro, sem necessidade de printscreen. Tudo isso sem precisar ter aquele decodificador caro daquela TV por assinatura ou então um televisor de Plasma ou LCD de certa marca para contar com tais funções interessantes.

A gravação é feita em MPEG-2 e pode-se selecionar a qualidade desejada. As opções são HQ (alta qualidade), EP (extendida), LP (longa) e SP (padrão).

Apesar disso, na visão geral o programa é bom. Nada excepcional e com suas particularidades esquisitas, porém cumpre bem o prometido. Sentimos falta mesmo é do recurso PiP (Picture in Picture) onde a imagem da TV poderia ficar num canto da tela enquanto fazemos outras atividades, o que infelizmente não é possível com o software que acompanha o produto.

Nas avaliações utilizamos 3 computadores diferentes, com sistemas XP, Vista e 7. Nos dois primeiros o programa e a plaquinha funcionaram perfeitamente, mas no Windows 7 houve algumas instabilidades e até uma tela azul. Embora o produto informe na caixa que é compatível com ele, vimos que (ainda) não é bem assim. A disponibilização de um driver atualizado resolveria o problema. A versão utilizada para teste foi a Home Premium 64 bits.

Em testes realizados aqui em Macaé o produto sintonizou todos os canais analógicos e captou as principais estações. Como ainda não temos o sinal digital na cidade, ela “viajou” ao Rio de Janeiro para realizar a prova dos 9 com a frequência de alta definição. Lá reconheceu os principais canais em HD e obteve uma recepção muito boa, com imagem que realmente faz você querer esquecer que já houve tempo em que o sinal era analógico…

Abaixo alguns screenshots das imagems captadas pela Visus TV feitas por proprietários do produto:

(Imagens obtidas no HT Fórum, site especializado em áudio e vídeo)

A pequena antena que vem com o kit não deve ser levada muito em conta, a recepção é inconstante, às vezes pega e outras vezes não. A dica é usar uma antena UHF de maior alcance. Aqui vai uma outra curiosidade: a sintonização dos canais e estações é -1, se a Globo é 04 você pega no canal 03, se a sua rádio é a 95,3 você a ouve melhor na freqüência 95,2 e por aí vai.

Mas atenção: Para aproveitar ao máximo o produto, seu computador precisa ter uma boa configuração, condizente assim como qualquer equipamento do gênero o produto exige recursos da máquina. Os requisitos mínimos são processador de 2.0 Ghz, Windows XP com Service Pack 2, 512 Mb de memória RAM (recomendado) e ao menos 1 Gb de espaço no HD.

Avaliamos também o pós-venda da Visus TV Extreme. Acessamos o site e entramos em contato com o suporte. A página oficial do produto apresenta informações detalhadas e o manual do usuário, mas fica devendo os drivers do mesmo. Uma dúvida formulada para testes foi respondida satisfatoriamente em menos de 24 horas, um tempo bom entre a maioria dos suportes técnicos existentes.

Apesar de algumas observações o produto em si é ótimo para a proposta que compete: oferecer mobilidade e funcionalidade para assistir a TV digital. O hardware não decepcionou em nenhum momento as expectativas do teste e o produto até surpreendeu com algumas funções inesperadas.

Porém detalhes relacionados ao software e ao driver não o fizeram ser de todo perfeito, mas isto é algo dá para se atualizar e corrigir com o tempo. Este fator no final das contas não compromete a boa impressão do produto que é um ótimo tudo-em-um e com preço acessível frente aos concorrentes, mesmo sendo mais completo.

Seu custo/benefício se mostrou extraordinário e com a proximidade do Natal, o sintonizador de TV digital se torna um belo presente, inclusive visando a Copa do Mundo na África do Sul ano que vem.

O Visus TV Extreme está à venda em diversos sites e na revendedora oficial por R$ 209. Para ver o resumo e a nota final obtida pelo produto no review, clique aqui.

Até mais um review!
Kaleb Aurich

Matéria de Tecnologia vira referência no assunto

Tecnologia

O Makaeh Cult mais uma vez mostra que está sempre inovando e proporcionando o melhor conteúdo para você leitor. E isso se reflete nas matérias escritas por todos nós, buscando assuntos atuais e que tenham relação com o dia-a-dia ou com mudanças diretas no modo de vida do público em geral.

Através da coluna de Tecnologia, escrita por mim, o Makaeh Cult teve uma de suas matérias relacionada como referência no assunto em um site do ramo de eletrônica e TV.

A matéria em questão é a trilogia sobre a TV Digital, abordada na coluna de Tecnologia durante 3 semanas e que apesar de extensa, era muito bem elaborada.

O Makaeh Cult estava dividindo espaço na determinada página com outros sites famosos como o da Politécnica da USP e colunistas renomados como Silvio Meira, jornalista de Tecnologia do site G1, da Globo.

Veja abaixo um screenshot da página onde mostra o Makaeh Cult como referência no assunto TV Digital:

Screenshot TV Digital

Isso demonstra que nosso trabalho, embora ainda pouco conhecido na cidade, vem rendendo frutos fora dela e assim afirmando o Makaeh Cult não só como um site limitado aos domínios da cidade, mas sim da Internet, um site do mundo.

Um abraço e bom começo de ano a todos.
Kaleb Aurich

TV Digital – Parte 3

Tecnologia

Finalmente chegamos à última parte de nossa trilogia sobre a TV Digital. Para finalizar o assunto, vamos falar do aspecto único e mais importante da TV Digital mais moderna do mundo, a mobilidade.

 TV no Celular!

Celulares, Laptops e dispositivos portáteis

O grande diferencial para a escolha do padrão japonês ISDB foi a questão da portabilidade. A possibilidade de assistir TV em qualquer lugar através de dispositivos portáteis atrai uma população que passou dos 100 milhões de celulares.
Assim será possível assistir a partir de computadores, laptops, MP743 players, televisores portáteis e até do conforto do seu carro.

Para assistir a TV Digital de notebooks e PC’s, por exemplo, você deverá comprar um receptor de TV Digital que se conecta facilmente a porta USB da máquina. Tectoy, Philips e Gradiente vão disponibilizar este adaptador USB para recepção da TV Digital.

Será uma alternativa muito em conta, visto que para assistir a TV Digital o usuário não precisará de nada como antena, conversor digital ou televisão. Ele precisará apenas do adaptador que irá permitir além de assistir a TV com uma qualidade superior a da TV de tubo e ainda com possibilidades de gravar e pausar a programação ao vivo, algo muito interessante. Seus preços serão bem atraentes, variando entre 370 e 400 reais.

A questão automotiva é uma incógnita, já que esta parte do mercado pouco se pronunciou sobre o assunto. Nossa previsão é de que o receptor digital venha nos aparelhos de DVD automotivos ou nos navegadores GPS que é uma novidade crescente entre os motoristas. Previsão de valores é impossível neste caso.

TVs portáteis ressuscitarão, já que se trata de um produto que estava sumido. Provavelmente elas virão reestilizadas na versão de um MP7 (???) Player. Visto que a moda é intitular erroneamente portáteis multimídia chamando-os por MP5, MP6, MP7, MP8…

O celular não será mais o mesmo quando existirem modelos com receptor de TV Digital embutido. Porém essa alternativa será a mais difícil e demorada empreitada da TV Digital. Ainda não existem celulares capazes de receber sinal digital.

Isso porque as operadoras não vêem vantagem em oferecer aparelhos que transmitam TV, até observam prejuízos. Visto que o público irá deixar de fazer ligações e utilizar menos os serviços de telefonia enquanto assistem mais a programação.
Por exemplo, ninguém irá mais ligar para casa para saber o resultado do jogo de futebol porque poderá assisti-lo de onde estiver.

Essa possibilidade só será atrativa para as empresas de telefonia celular quando a interatividade estiver estabelecida. Aí sim elas poderiam lucrar com conteúdo ou acesso dos usuários as áreas interativas que serão tarifadas.

Outra barreira é a tecnológica, o serviço só deverá ser incorporado aos celulares quando a telefonia móvel de terceira geração for realmente lançada. Por questões de mercado, será mais vantagem oferecer um celular 3G sofisticado e caro já com a TV Digital.

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TV Digital – Parte 2

Tecnologia

Semana passada nós falamos das possibilidades e inovações tecnológicas que a TV Digital nos proporcionará, sua qualidade superior. Hoje nós vamos abordar a questão da interatividade e dos equipamentos que você precisa para assistir a TV Digital.

Na verdade a TV Digital já existe aqui no Brasil há mais de 10 anos. Mais especificamente desde 1996 quando as empresas de TV por assinatura DirecTV e Sky aportaram em nosso país.

Ao longo do tempo elas foram implementando melhorias no sinal, como som com qualidade de CD e a imagem com resolução de DVD (720 linhas), além da interatividade que não é uma completa novidade como a maioria imagina ser.

Elas funcionam de maneira muito semelhante à TV Digital aberta. A única diferença é que se trata de uma TV Paga e seu alto valor a torna um produto restrito a uma pequena parcela dos brasileiros (cerca de 10% da população).

Elas também possuem uma quantidade maior de canais (conhecidos como canais fechados) em relação à TV aberta. Sua transmissão também é feita via satélite ou a cabo enquanto a TV Digital é transmitida via terrestre.

Set-Top Box da Gradiente

Mas afinal, o que precisamos para assistir a TV Digital? Para ter essa qualidade de imagem superior? Para ver meu programa favorito no meio da rua? Através de quais equipamentos teremos a possibilidade de interação com esta nova ferramenta?

É justamente sobre isso que a segunda parte irá tratar. Os equipamentos, aparelhos e peças necessárias para participar dessa nova onda que com certeza irá pegar, assim que o sinal for expandido para o resto do Brasil.

Antena UHF

Claro que para assistir a televisão obviamente se precisa de uma antena. Felizmente a tecnologia digital não requer nenhuma modificação quanto à captação do sinal. Ou seja, aquela e boa velha antena UHF interna ou externa que você possui está apta para receber essa tecnologia toda.

Caso quem não tenha uma antena UHF, ela pode ser facilmente encontrada em lojas de equipamentos de áudio e vídeo ou de eletrônica. Seu preço é barato, podendo ser encontrada a partir de 15 reais chegando a cerca de 100 reais em modelos muito sofisticados. Optar pelo mais barato ou pelo mais caro vai depender de onde você mora.

As emissoras RedeTV! e Band fizeram testes com antenas parabólicas e constataram que elas poderão receber o sinal digital também, mas com um conversor específico. Já as empresas fabricantes de conversores disseram que vão disponibilizar no mercado o equipamento adequado dentro de alguns meses.

Claro que só a antena não irá fazer o milagre de lhe proporcionar imagem e som perfeitos. É aí que entra em cena um novo aparelho que será o grande responsável pela mudança em termos tecnológicos e de comportamento.

Set-Top Box

O jeito mais fácil e barato para entrar na era da TV Digital, os conversores digitais Set-top Box são os aparelhos que transformam o sinal digital da transmissão para um sinal analógico para que aquela sua atual TV de tubo possa aproveitar o possível do sinal digital. Eles são praticamente o símbolo da TV Digital.

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TV Digital

Tecnologia

Bom, este assunto é muito complexo e nós do Makaeh Cult queremos explicá-lo da melhor e mais completa forma possível. Por isso esta matéria foi dividida em forma de trilogia. A primeira parte falará sobre o que é e como funciona a TV Digital.

As 3 partes dessa matéria abordarão temas como o que é a TV Digital, como ela de fato funciona, quais equipamentos são necessários para que você possa assisti-la e como será seu meio de transmissão.

A sensação do mundo eletrônico neste fim de ano, assunto comentado e divulgado em todos os sites de Tecnologia, a TV Digital começou a ser transmitida no dia 02 de Dezembro.

Mas afinal o que muda em nossas vidas com a chegada da TV Digital? O que devo possuir para assisti-la? Como funciona essa TV Digital?
É o que tentaremos explicar da melhor forma possível aqui em nossa coluna.

TV Digital

Considerado o 3º marco da história da Televisão Brasileira, a TV Digital chegou neste domingo na cidade de São Paulo. Algumas emissoras até fizeram programação especial para comemorar esta novidade, transmitindo filmes em alta resolução.

A previsão do Governo é que a TV Digital esteja disponível em todo o território nacional até 2013. Sendo implantada em determinados locais gradativamente, começando pelas capitais.
Eu particularmente prevejo que Macaé contará com o sinal digital de televisão apenas em Junho de 2008, no mínimo.

A TV Digital irá melhorar e muito o sinal de televisão! Ela proporcionará de graça ao telespectador uma melhor qualidade de imagem e som de acústica única, e no futuro mobilidade e a interatividade.

Fique sabendo: O 1º marco na Televisão Brasileira foi o início das transmissões televisivas em 1950. Já o 2º marco foi a chegada da TV em cores, em 1972, que foi inaugurada com a cobertura da Festa da Uva daquele ano. Detalhe: Eram somente 500 televisores coloridos recebendo essa novidade na transmissão.

Como funciona a TV Digital?

A TV Digital funciona de uma maneira bem diferente da TV Analógica, a televisão que assistimos hoje. Nela as transmissões de imagem e som são convertidas em um sinal digital. Isso quer dizer que as ondas eletromagnéticas transmitidas chegam a sua casa digitalizadas.

Depois da recepção do sinal, elas são transformadas em bits (0 e 1) e decodificadas em imagem e som para o usuário visualize através do aparelho televisor.
Esses bits são onde estão armazenados os dados da imagem e do som e outros tipos de informações, a variedade de dados possíveis é infinita e depende das emissoras. Essa é a mesma linguagem tecnológica dos computadores.

Falando em som e imagem, estes ganharam muitas melhorias. A imagem digital possui resolução de 1.080 linhas (HDTV). Essa alta resolução da imagem lhe proporciona uma qualidade superior a do DVD (720 linhas). Os televisores atuais têm 480 linhas horizontais de definição.

O formato de visualização também irá mudar: as televisões passarão do padrão atual 4:3 para o padrão widescreen 16:9. Esse novo formato de tela é o que está presente nos cinemas e o que mais se assemelha ao formato panorâmico.

O som é um espetáculo a parte, ele será divido em 6 canais (Padrão 5.1). Terá a mesma qualidade de um CD de áudio e o envolvimento semelhante ao que as salas de cinema proporcionam. Se você já possui um sistema de Home-Theater, então sabe bem do que estou falando.

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