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Tecnologia na Eleição

Tecnologia

Domingo, dia 05 de Outubro, todas as pessoas com idade entre 18 e 70 anos deverão cumprir sua obrigação cívica de votar nos candidatos a prefeito e vereador de sua cidade. Uma tarefa que não leva mais do que 30 segundos graças a boa e conhecida tecnologia.

A urna eletrônica é uma inovação totalmente brasileira, criada há 12 anos. Ela estreou nas eleições municipais de 1996. Mas apenas em cidades acima de 200 mil habitantes, proporcionando a somente 33 milhões de votantes utilizá-la pela primeira vez. Nas últimas eleições cerca de 126 milhões de eleitores escolheram seus candidatos através das urnas eletrônicas.

O Brasil foi o primeiro país com eleições totalmente informatizadas, em 2000, se tornando pioneiro na tecnologia de votação. A apuração dos votos também é rápida e eficiente, levando cerca de algumas horas para apurar todos os votos, com o resultado podendo sair até antes da meia-noite.

Na manhã da eleição é emitido um boletim com o nome de todos os candidatos para comprovar que todos estão zerados. Leva em média 5 minutos e pode ser pedido ao presidente da seção para que você mesmo possa ver.

Aliás, estes equipamentos possuem alta segurança, sendo à prova de falhas e garantindo a validade das eleições, segundo os responsáveis. O TSE investiu aproximadamente R$ 200 milhões somente em segurança na última votação, em 2006.

Sobre a Urna

O aparelho é fabricado pela Diebold Procomp e custa aproximadamente 800 dólares. Algumas possuem um leitor biométrico, que identifica o eleitor pela digital.

A configuração da máquina é composta por uma tela monocromática de 9,1 polegadas, teclado numérico e com relevo em braile, com botões de 0 a 9 mais confirma, branco e corrige, 2 portas USB, 2 entradas para cartão flash, processador AMD LX 700 de 333 Mhz, entrada para fone de ouvido, floppy para disquete, leitor biométrico e bateria com 12 horas de autonomia.

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Voto Ecologicamente Consciente!

Meio Ambiente

É época de eleição, época de ver políticos fazendo promessas no horário eleitoral e em debates na TV. Também é tempo de ver as ruas enfeitadas com placas de políticos sorridentes, e rimas sem sentido.

Em todas as cidades é a mesma história. Acredite, não é só você que não agüenta mais ouvir aquelas musiquinhas repetitivas que ficam desfilando pela sua rua todo santo dia. E ainda aturar de dois em dois metros um ser entregando santinho. É só andar mais um pouquinho que você vai ver um tapete branco na calçada cheio de caras estampadas.

Isso tudo não é só irritante para nós, mas também para o meio ambiente, que sofre com mais lixo, mais poluição e mais exploração de seus recursos naturais. Tente imaginar a quantidade de papel que é gasto em cada eleição?

Na internet você encontra mensagens de pedidos às gráficas de 15 mil a 1 milhão de santinhos, e ainda anúncios de venda de até 5 milhões, o que corresponde a mais de 3 toneladas desses “papeizinhos”.

Pense na quantidade de lixo que é gerado nessa época. Só nas eleições de 2008 foram registrados mais de 345 mil candidatos a vereador. Sem contar com os candidatos a outros cargos e as eleições de outros anos.

Pior ainda, é que esses papéis vão todos para o mesmo destino: o lixo. Não necessariamente para a lixeira, porque muitas vezes elas não comportam tamanha vazão do que é gerado nos 3 meses anteriores ao dia da eleição. Sem contar que se bater um vento, os santinhos voam saltitantes (os políticos devem adorar né?), que além de poluírem outros locais, podem acabar caindo dentro de rios e praias, o que pode diminuir a qualidade da água e prejudicar a vida dos animais aquáticos.

Mas os políticos não querem saber disso, eles querem é ser eleitos! E porque eleger um candidato que não tem nem respeito pelo o meio ambiente? Como ele vai melhorar a qualidade de vida do município se ele não faz a parte dele? Devemos começar a questionar os políticos que votamos, a fim de saber quais são os projetos ambientais que eles têm em suas plataformas.

Vale tudo que tenha a intenção de proteger nosso planeta: limpeza das praias, coleta seletiva, proteção das reservas florestais, despoluição de rios, proibição de sacos plásticos, implantação de mais lixeiras nas calçadas, arborização da cidade, reciclagem, tratamento do esgoto, criação de parques ecológicos, e o que todos os municípios precisam: educação ambiental para a população.

Claro que, deveria haver uma lei federal proibindo a entrega de santinhos nas ruas. Divulgar entre amigos e parentes tudo bem, mas distribuir na rua só gera problema: a poluição da sua cidade.

Existem diversas formas de fazer propaganda política: TV, rádio, jornais, internet… E, melhor ainda, seria promover debates ou palestras com os candidatos da cidade num evento público para que eles pudessem expor suas idéias e metas.

Talvez desta maneira, diminuísse o número de pessoas – muitas vezes despreparadas – que se elegem às vezes por ser filho ou parente de algum político, outras por conhecerem muitas pessoas e na grande maioria por possuírem vantagem da condição financeira em relação aos outros candidatos.

Procure saber quais são os objetivos que os candidatos da sua cidade têm para o meio ambiente. Se por acaso você ouvir uma resposta do tipo “Ainda não tenho nada concreto sobre essa área”, dê sugestões e exija o envolvimento dele com o meio ambiente.

A melhor maneira de saber se o político está mesmo por dentro do assunto, é perguntar alguns detalhes do projeto. Caso ele não souber responder, pelo menos vai se preocupar depois de dar uma estudada! É importante que os políticos entendam o quanto o nosso planeta precisa da atenção deles, para que fique preservado para esta e todas as futuras gerações.

Vote com consciência!
Andrea Mieko

Seu voto, sua consciência

Universo Feminino

Criei essa coluna com o intuito de discutir com vocês sobre tudo o que me viesse à cabeça. Em outra semana, iniciei a coluna escrevendo sobre títulos, por ser um assunto que causador de náuseas todas as vezes que termino uma matéria, compartilhei com vocês essa sina.

Essa semana, por ironia do destino, eu me vi insatisfeita com o material que tinha produzido. Me perguntei por onde começar a escrever uma nova matéria quando a taxa de inspiração está abaixo de zero. Deparei com assuntos que exigiam muito, ou que não exigiam praticamente nada. A procura pelo meio termo me fez pensar em política. Existe algo mais em cima do muro do que a própria política?

Se votamos em alguém novo que nos parece honesto, podemos estar dando o poder a uma pessoa errada. Mas se nós votamos em algum dos políticos corruptos, já conhecidos, só damos continuidade a um círculo vicioso de erros.

Em breve estaremos todos, frente a frente a uma urna qualquer. Seja em Santa Catarina ou no Rio de Janeiro, teremos que decidir o futuro de todo um país com apenas alguns dígitos. São tantos partidos, tantos políticos, tantas promessas… Fica difícil escolher alguém e depois poder dizer com orgulho que fez valer o seu voto.

Numa democracia a maioria vence. Ou seja, se você vota no mais honesto em sua concepção e a maior parte do restante da população vota no mais corrupto, ele vence e o seu voto é praticamente anulado.

Quando questionei as pessoas sobre isso, dei de cara com a idéia de votar em branco. Assim você anula a sua culpa e pode ficar de consciência tranqüila, correto? Nem tanto…

Você anula sim a “culpa” pelo candidato eleito, mas anula também seu direito ao voto, que foi dificilmente conquistado durante anos de luta. Anula sua opinião e, por fim, sua vontade de ter um mundo melhor. Ela (sua vontade) não segue em frente, fica estagnada pela sua falta de coragem em optar e assumir a culpa, caso tenha sido um voto “errado”.

A política também tem suas controvérsias. As pessoas hoje não optam pelo candidato mais honesto, mas sim pelo menos corrupto. O que vai roubar menos ou que não vai fugir com o dinheiro e apostar tudo em cavalos.

A boa e velha opção de votar na pessoa que lhe presta favores, ou naquela que é amigo do seu vizinho que resolveu se candidatar esse ano, não é a mais apropriada. Quem garante que ele vai continuar indo a sua casa e lhe dando sacos de cimento após a eleição?

Fechar os olhos para os problemas não resolve nada, e anular a sua vontade muito menos. Somos totalmente culpados pelos problemas que enfrentamos, parte por sermos a sociedade e não fazermos nada para mudar, e parte por votarmos em pessoas que tratam as coisas como consertar ruas e construir hospitais, como favores à população.

Ser sincero com um dos nossos maiores direitos, por qual lutamos tanto, é algo realmente necessário. Se acreditarmos em algo maior do que vivemos, quem sabe ele se torne real.

“É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos.”
William Shakespeare

Vote consciente!
Amanda Braz